segunda-feira, 24 de março de 2014

A única forma de obter educação de qualidade

(c/ adaptações do pt-br para pt-pt)


Um pé no cú do Estado. A única forma de obter educação de qualidade é oferecer educação particular. Assim como o estado é laico, o estado também deve ser neutro em matéria de formação de uma consciência. Assim como não cabe ao estado dizer no que se deve ou não acreditar, também não cabe dizer o que se deve ou não aprender. Em outras palavras, se não cabe ao estado o vínculo com um credo religioso específico, também não cabe a tutela do ensino.

O estado não tem de obrigar ninguém a estudar, essa obrigação é única e exclusiva da família. Só a educação particular cumpre a tarefa de oferecer o desenvolvimento adequado das faculdades mentais humanas, pois só a educação particular é livre. Por outro lado, a educação pública, padronizada por um amontoado de regras estatais, não oferece senão uniformidade mecânica à diversidade humana e às liberdades individuais.

Qual seria a ciência oficial do Estado senão a burocracia? Só nisso o estado é perito. E quando o estado fracassa no que diz respeito à educação, então ele gera niilismo e decadência; quando é eficiente, a consequência lógica não é outra senão instaurar mais doutrina estatal, isto é, totalitarismo. Como uma consciência poderá florescer se desde a mais tenra idade é coagida a obedecer uma pilha de regras inúteis sobre como acumular informações insignificantes às experiências pessoais. A consciência não deve ser formada pelo estado justamente para não ser transformada num mero instrumento da manipulação estatal.

O estado, ao pretender educar as pessoas, na verdade, só desenvolve a capacidade de aniquilá-las. Antes um analfabeto livre do que um escravo letrado.

Pergunta que não quer calar: mas como as pessoas sem condições financeiras poderiam arcar com as despesas da educação de seus filhos? Ora, ninguém faz essa pergunta quando se trata de pagar as contas do telemóvel, da TV a Cabo e do crédito do hipermercado mas se torna uma preocupação lastimável quando o que está em jogo é nas mãos de quem um filho será doutrinado – desde que seja de grátis.


Francisco Razzo

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