domingo, 29 de junho de 2014

Marxismo: a máquina assassina


communism-kills.jpgCom a queda da União Soviética e dos governos comunistas do Leste Europeu, muitas pessoas passaram a crer que o marxismo, a religião do comunismo, está morto.  Ledo engano.  O marxismo está vivo e vigoroso ainda em muitos países, como Coréia do Norte, Cuba, Vietnã, Laos, em vários países africanos e, principalmente, na mente de muitos líderes políticos da América do Sul.  
No entanto, de extrema importância para o futuro da humanidade é o fato de que o comunismo ainda segue poluindo o pensamento e as ideias de uma vasta multidão de acadêmicos e intelectuais do Ocidente.
De todas as religiões, seculares ou não, o marxismo é de longe a mais sangrenta — muito mais sangrenta do que a Inquisição Católica, do que as várias cruzadas e do que a Guerra dos Trinta Anos entre católicos e protestantes. Na prática, o marxismo foi sinônimo de terrorismo sanguinário, de expurgos seguidos de morte, de campos de prisioneiros e de trabalhos forçados, de deportações, de inanição dantesca, de execuções extrajudiciais, de julgamentos "teatrais", e de genocídio e assassinatos em massa.
No total, os regimes marxistas assassinaram aproximadamente 110 milhões de pessoas de 1917 a 1987.  Para se ter uma perspectiva deste número de vidas humanas exterminadas, vale observar que todas as guerras domésticas e estrangeiras durante o século XX mataram aproximadamente 35 milhões de pessoas.   Ou seja, quando marxistas controlam estados, o marxismo é mais letal do que todas as guerras do século XX combinadas, inclusive a Primeira e a Segunda Guerra Mundial e as Guerras da Coréia e do Vietnã.
E o que o marxismo, o maior de todos os experimentos sociais humanos, realizou para seus cidadãos pobres à custa deste sangrento número de vidas humanas? Nada de positivo.  Ele deixou em seu rastro apenas desastres econômicos, ambientais, sociais e culturais.
O Khmer Vermelho — comunistas cambojanos que governaram o Camboja por quatro anos — fornece algumas constatações quanto ao motivo de os marxistas acreditarem ser necessário e moralmente correto massacrar vários de seus semelhantes.  O marxismo deles estava em conjunção com o poder absoluto.  Eles acreditavam, sem nenhuma hesitação, que eles e apenas eles sabiam a verdade; que eles de fato construiriam a plena felicidade humana e o mais completo bem-estar social; e que, para alcançar essa utopia, eles tinham impiedosamente de demolir a velha ordem feudal ou capitalista, bem como a cultura budista, para então reconstruir uma sociedade totalmente comunista.  
Nada deveria se interpor a esta realização humanitária.  O governo — o Partido Comunista — estava acima das leis. Todas as outras instituições, normas culturais, tradições e sentimentos eram descartáveis.
Os marxistas viam a construção dessa utopia como uma guerra contra a pobreza, contra a exploração, contra o imperialismo e contra a desigualdade — e, como em uma guerra real, não-combatentes também sofreriam baixas. Haveria um necessariamente alto número de perdas humanas entre os inimigos: o clero, a burguesia, os capitalistas, os "sabotadores", os intelectuais, os contra-revolucionários, os direitistas, os tiranos, os ricos e os proprietários de terras.  Assim como em uma guerra, milhões poderiam morrer, mas essas mortes seriam justificadas pelos fins, como na derrota de Hitler na Segunda Guerra Mundial.  Para os marxistas no governo, o objetivo de uma utopia comunista era suficiente para justificar todas as mortes.
A ironia é que, na prática, mesmo após décadas de controle total, o marxismo não apenas não melhorou a situação do cidadão comum, como tornou as condições de vida piores do que antes da revolução.  Não é por acaso que as maiores fomes do mundo aconteceram dentro da União Soviética (aproximadamente 5 milhões de mortos entre 1921-23 e 7 milhões de 1932-33, inclusive 2 milhões fora da Ucrânia) e da China (aproximadamente 30 milhões de mortos em 1959-61).  No total, no século XX, quase 55 milhões de pessoas morreram em vários surtos de inanição e epidemias provocadas por marxistas — dentre estas, mais de 10 milhões foram intencionalmente esfaimadas até a morte, e o resto morreu como consequência não-premeditada da coletivização e das políticas agrícolas marxistas.
O que é espantoso é que esse histórico fúnebre do marxismo não envolve milhares ou mesmo centenas de milhares, mas milhões de mortes.  Tal cifra é praticamente incompreensível — é como se a população inteira do Leste Europeu fosse aniquilada.  O fato de que mais 35 milhões de pessoas fugiram de países marxistas como refugiados representa um inquestionável voto contra as pretensões da utopia marxista.  [Tal número equivale a todo mundo fugindo do estado de São Paulo, esvaziando-o de todos os seres humanos.]
Há uma lição supremamente importante para a vida humana e para o bem-estar da humanidade que deve ser aprendida com este horrendo sacrifício oferecido no altar de uma ideologia: ninguém jamais deve usufruir de poderes ilimitados.
Quanto mais poder um governo usufrui para impor as convicções de uma elite ideológica ou religiosa, ou para decretar os caprichos de um ditador, maior a probabilidade de que vidas humanas sejam sacrificadas e que o bem-estar de toda a humanidade seja destruído.  À medida que o poder do governo vai se tornando cada vez mais irrestrito e alcança todos os cantos da sociedade e de sua cultura, maior a probabilidade de que esse poder exterminará seus próprios cidadãos.
À medida que uma elite governante adquire o poder de fazer tudo o que quiser, seja para satisfazer suas próprias vontades pessoais ou, como é o caso dos marxistas de hoje, para implantar aquilo que acredita ser certo e verdadeiro, ela poderá impor seus desejos sem se importar com os custos em vidas humanas.  O poder é a condição necessária para os assassinatos em massa.  Quando uma elite obtém autoridade plena, várias causas e condições poderão se combinar para produzir o genocídio, o terrorismo, os massacres ou quaisquer assassinatos que os membros dessa elite sintam serem necessários.  No entanto, o que tem de estar claro é que é o poder — irrestrito, ilimitado e desenfreado — o verdadeiro assassino.
Nossos acadêmicos e intelectuais marxistas da atualidade usufruem um passe livre.  Eles não devem explicações a ninguém e não são questionados por sua defesa de uma ideologia homicida.  Eles gozam de um certo respeito porque estão continuamente falando sobre melhorar as condições de vida dos pobres e dos trabalhadores, suas pretensões utópicas.  Porém, sempre que adquiriu poder, o marxismo fracassou miserável e horrendamente, assim como o fascismo.  Portanto, em vez de serem tratados com respeito e tolerância, marxistas deveriam ser tratados como indivíduos que desejam criar uma pestilência mortal sobre todos nós.
Da próxima vez que você se deparar com marxistas ou com seus quase equivalentes, os fanáticos esquerdistas, pergunte como eles conseguem justificar o assassinato dos mais de cento e dez milhões de seres humanos que sua fé absolutista provocou, bem como o sofrimento que o marxismo criou para as outras centenas de milhões de pessoas que conseguiram escapar e sobreviver.

R.J. Rummel , professor emérito de ciência política e finalista de Prêmio Nobel da Paz, é o mais aclamado especialista mundial em democídio, termo que ele cunhou para se referir a assassinatos cometidos por governos.  Escreveu o livro Death by Government, leitura obrigatória para qualquer pessoa que queira se inteirar das atrocidades cometidas por governos.  Ao todo, Rummel já publicou 29 livros e recebeu numerosas condecorações por sua pesquisa.


11 comentários:

taawaciclos disse...

Espera lá!

Ser finalista do desmérito prémio nobel também já serve para c.v.?! Espectáculo...

Que mais finais é que servem?

Quanto ao tema!

Quais os outros sistemas que não o são?

Anónimo disse...

"Quais os outros sistemas que não o são?"... Ora vendo pela História, parece que há uns que matam bem mais que outros... mas sendo assim, e se bem percebi, se todos são assim, então tanto faz. Não importa que se matem milhões e milhões... afinal é só uma questão numérica... Sendo assim, para esse efeito qualquer sistema serve... seja marxismo ou outro qualquer. Porquê então querer insistir e fazer crer que existem diferenças? Seja de um lado ou do outro?
Porque isto de morrerem milhões não é de todo grave desde que não seja eu a morrer, claro!
Maria Rebelo

taawaciclos disse...

@Maria...

Se não te importas diz qual a parte da história que de socorreste para alcançar tais conclusões - "e se bem percebi, se todos são assim,..." -

De resto as questões foram bem colocadas resta esperar pela eventual resposta!

luis barreiro disse...

Camaradas, o comunismo é verdade que teve culpa em algumas poucas mortes, mas isso foi porque as pessoas não aderiram ao pensamento único, se todos obedecessem ao comité, havia menos mortes, as pessoas não deviam de ser contra o partido.

Anónimo disse...

Caro taawaciclos.. apenas segui o seu raciocínio, conforme sublinhei com a frase com que terminou o seu primeiro comentário... Relembro que o tema deste poste é precisamente sobre o Marxismo como uma máquina assassina... ora se são todos assim, como parece ter afirmado - "Quais os outros sistemas que não o são?"... Então qualquer sistema serve. Para quê tanto esforço e gastar latim a defender e a lutar por um tipo de regime ou ideologia se vai tudo dar ao mesmo? E por falar nisso, e já agora, porque não voltar à monarquia! ;-)
Maria Rebelo

taawaciclos disse...

@ Maria:

era mais uma questão que uma afirmação!

Monarquia? O que difere a monarquia a nível de máquina assassina? Como referiu a história não se esqueça que o 1º rei deste pedaço de terra desatou a matar a torto e a direito, e os que se seguiram continuaram a festim!

O que é que atrai na monarquia?

Anónimo disse...

E então caro taawaciclos, qual é o problema?
E os festins que se seguiram à implantação da República (não só em Portugal mas também noutros países, a começar pela França - a Revolução Francesa foi tudo menos pacífica)...
Começando pela purga interna (a RTP inclusive fez uma série sobre esse período), seguida pela presença na Grande Guerra... depois foi a guerra do ultramar (não esquecer as guerras civis depois da descolonização "exemplar")... e apesar de estarmos há 40 anos em "paz"... os nossos soldados, de vez em quando, são chamados para participar em operações militares internacionais.. e tendo em conta a tensão actual a despoletar em vários pontos do mundo.. e se prestar atenção são na maioria em países republicanos.. tem muito festim por onde escolher.
E não esquecer os diversos festins que houve após o colapso de algumas monarquias como a Rússia, China (ver o filme - O último Imperador) e parte do sudoeste asiático... Ah e no norte de África, os festins têm sido constantes...
Como vê, festins é coisa que não tem faltando ao longo da história...
O que me atrai na monarquia? Olhe... ao menos são Reais Festins... que é outra coisa ;-) (não é um festim qualquer)
Maria Rebelo

taawaciclos disse...

@Maria

Se a única coisa que lhe atrai é a palavra "real" e suas derivadas, então está REALmente tudo explicado!

Quanto aos festins da Monarquia Portuguesa curiosamente não se focou em nada dos tantos séculos de história rica... Em festins, claro!

Também o que importa! Já lá vai tanto tempo, e a memória é curta!

Mas até no que toca a falências a Monarquia Tuga já era como é hoje a República... Basta ir ler os relatórios do Orçamento de Estado apresentado às Cortes, e RIR, das semelhanças! Bem como estou bem disposto até lhe deixo aqui a ligação para a 1ª página! O resto está no sítio da DGO.

Bons Reais Festins!

taawaciclos disse...

@Maria

Até me esqueci dos militares tugas! E até fui ler a legislação aplicável!

E nas tais missões de que fala só vão obrigados se porventura não existirem voluntários o que parece não faltarem, basta ver no sítio do exército os valores que os "voluntários" auferem por mês quando vão para essas missões!

E se Portróical não gosta de ser soberano... SUJEITA-SE ÀS ORDENS DOS SEUS DONOS! E se eles mandam ir para o país 'x' matar e esfolar, tuga obedece!

Anónimo disse...

Bom...não devo ter-me feito entender.... o que é o mais provável.. ;-)

"Como vê, festins é coisa que não tem faltado ao longo da história..." repito - ao longo da História (talvez pondo a letra H em maiúscula seja mais perceptível)...

Quanto ao resto...e mais uma vez pode ser falha minha (de compreensão, claro) mas parece que chegamos à mesma análise, ou seja, tanto faz o regime ser X ou Y.... vai dar tudo ao mesmo... E curiosamente no link que deixou o autor do blog chama a atenção para um detalhe importante - a importância (ou não) dos partidos como solução de problemas.

Agora se me dessem a escolher (coisa que o actual regime republicano não me permite)escolheria sem dúvida a Monarquia. E porquê? Porque o regime actual republicano não passa de uma cópia rafeira e mal amanhada do que foram as repúblicas romanas (que igualmente se assemelhavam muito a monarquias)... o regime actual é uma farsa... Venha então a versão mais original que com todos os defeitos e virtudes durou muito mais tempo... O regime actual tem os dias contados...
Mas claro, isto é a minha opinião que supostamente (dizem que vivemos em democracia) vale tanto quanto a sua...
E para finalizar... Viva o Rei!
:-)
Maria Rebelo

taawaciclos disse...

@Maria

Gostei da parte "se me dessem a escolher (coisa que o actual regime republicano não me permite)! Já me ri...

Não me diga que no regime monárquico a deixam escolher? E já agora o quê?

quanto a esta afirmação "a importância (ou não) dos partidos como solução de problemas." não vejo como consegue concluir tal coisa do texto escrito, pondo o relevo na "importância" pois colocou o "ou não" em segundo plano.

"escusamos de acreditar que é este ou aquele tipo/partido que vai alterar seja o que for…" não me parece que se esteja a relevar a importância dos partidos!

Morte ao Rei
Morte ao Presidente
MORTE às Nações...

Tudo um perigo para os Seres Humanos.