terça-feira, 27 de outubro de 2015

As Fraquezas dos Sistemas Partidários

"Com os que se intitulam democracias parlamentares ou partidárias, quem quer, examinando o funcionamento efectivo das instituições, pode constituir três grupos. 

O primeiro é daqueles muito raros Estados em que os partidos pouco numerosos permitem a formação de maiorias homogéneas, que se sucedem no poder, sem impedir de agir, quando na oposição, o governo que governa. 

O segundo é o daqueles em que a vida partidária é tão intensa e intolerante que as mutações governamentais se fazem frequentemente por meio de revoluções ou golpes de Estado, no fundo a negação do mesmo princípio em que pretendem apoiar-se. 

Há um terceiro grupo em que a parcelação partidária e a exigência constitucional da maioria parlamentar se conjugam para ter em permanente risco os ministérios, precipitar as demissões, alongar as crises, paralisar os governos, condenados à inacção e às fórmulas de compromisso que nem sempre serão as mais convenientes ao interesse nacional.

Assim, uns esperam as eleições; outros, a revolução; os últimos, as crises, como possibilidades de governo. "

António de Oliveira Salazar, in 'Discursos (1956)' 

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

O problema do Regime Financeiro



Antes de se constituir num problema económico ou de outra índole qualquer, o problema dos défices, ou, se quisermos, o problema do regime financeiro que adoptámos, quando chegámos à democracia, é um problema moral. Já me explico. Neste gráfico cobrindo um período de 60 anos, 40 dos quais em democracia, as colunas representam não o défice que costuma aparecer nos jornais, mas um outro: a diferença entre despesas correntes e receitas correntes: o saldo (ou défice) corrente. A despesa de investimento não entra na coluna das despesas.

Teoricamente, quando um défice é explicado pela despesa de investimento, supondo que esse investimento é produtivo, isto é, gera meios para se pagar a si próprio (ao contrário das rotundas, ou do aeroporto de Beja, etc.) ou, não gerando meios de pagamento, traduz-se, pelo menos, em utilidade para as «gerações futuras», tem (alguma) justificação. Às «gerações futuras» fazemos chegar passivos, isto é, dívidas, mas também activos, que geram meios de pagamento (ou benefícios de outra qualquer ordem; de facto, não é assim, o problema é bem mais complexo, mas façamos de conta que é).

Não é esse o caso, quando os défices, e a dívida por eles gerada, ou uma parte muito significativa dela, não tem activos a acompanhá-la. Era como se deixássemos aos nossos herdeiros dívidas sem qualquer contrapartida, por termos vivido, isto é, consumido sistematicamente acima dos nossos rendimentos e do valor dos nossos bens de capital, sendo esses herdeiros forçados a pagar essas dívidas com os seus rendimentos - rendimentos do trabalho visto que, se lhes transmitimos algum capital, esse capital é negativo, que é aquilo a que equivale a dívida pura. As famílias não podem fazer isto: quando alguém morre, as suas dívidas só são liquidáveis na medida em que deixe meios para o fazer. As famílias não podem fazer semelhante obscenidade aos herdeiros - directamente. Indirectamente, as famílias portuguesas estão fazê-lo quase sistematicamente, ano atrás de ano, desde 1975.

Em 40 anos de democracia, fizemo-lo 32 vezes: 4 em cada cinco anos. E fizemo-lo numa proporção muitíssimo significativa: os valores do gráfico são percentagens do PIB. A democracia portuguesa tem sido, neste particular, uma máquina de extorsão de rendimentos aos que hão-de vir. É como que uma segunda natureza sua: extorsão. Isto, se não destruir o regime, gerará, mais tarde ou mais cedo, um gravíssimo conflito intergeracional, uma vez que representa o esboroamento dos pilares básicos da coesão de qualquer sociedade: não há nenhuma razão moral para impormos aos vindouros o custo das nossas vidas. Não se trata de viver em regime de «chapa ganha, chapa gasta»; trata-se de viver com chapas que nunca foram ganhas, que quando forem ganhas, mesmo antes de o serem, já foram gastas. É isto que o socialismo - o do PS, do BE, do PCP ou outro qualquer - quer prolongar. E, sim, isto é absolutamente imoral. Não pode durar. Não deve durar. (Não tinha como dizer isto em menos palavras).


Jorge Costa




sexta-feira, 23 de outubro de 2015

O que faz falta é animar a malta

"Disputam todos o governo como se fosse necessário um e a gente só precisa é de tribunais a funcionar (e é o que não funciona), um Rei que se dedique a tomar chá enquanto os Municípios tratam da sua vida."

Carlos Novais



E foi assim que o bloco de esquerda chegou onde chegou...


quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Regresso ao passado



Os poderes vigentes

"O capitalismo no sentido do uso de meios da produção existe desde o começo da história humana. Porém, como o capitalismo é um sistema que mina todo poder estabelecido – seja político, intelectual ou económico -, a produção sistemática de bens de capital sempre foi suprimido e assim, como sistema económico, o capitalismo sempre foi e está em perigo de ser eliminado pelos poderes vigentes."

Antony Mueller


terça-feira, 20 de outubro de 2015

Acreditar na democracia?

"Quando se deixa de acreditar em Deus, passa-se a acreditar em qualquer coisa."
G.K. Chesterton

domingo, 18 de outubro de 2015

Procura-se Laurindinha!

A candidata presidencial que o povo precisa


O que a populaça irá pensar da candidata Laurindinha:

Jeitosa 
Imaculada
Anti-sistema

A  Agenda Secreta da candidata Laurindinha:

Acabar com a III República e restaurar a Monarquia Tradicional





terça-feira, 13 de outubro de 2015

Vamos brincar aos governos patrióticos de Esquerda

A última vez que andamos a brincar aos Governos patrióticos e de Esquerda saíamos de 30 anos de crescimento a 5,6% ao ano, tínhamos reduzido 20 pontos o fosso com os 20 países mais ricos do mundo, desemprego nos 0, dívida pública nos 15% do PIB, excedentes orçamentais contínuos, pobreza e desigualdades a reduzirem a ritmo record entre outros.

10 anos depois saíamos da segunda intervenção do FMI, 40 anos depois da terceira e isto encima ninguém o voltou a ver mais - lá houve o cavaquismo para dar um bom cheirinho.

O que viu foi o contrário de aquilo encima muitas vezes. Especialmente nos 10 anos pós Governo patriótico e de Esquerda e no tempo do 44, que era número 1 do actual potencial líder do Governo patriótico e de Esquerda.

APG

Parte é a etimologia de partidos



O Municipalismo e a liberdade


O sistema liberal em que vivemos desfez por completo as liberdades municipais. Os Foros durante séculos foram figuras muito importantes das nossas instituições, símbolos da liberdade e da verdadeira participação política dos indivíduos que, contrariamente ao que nos quer impor o demo-liberalismo, começa na família e continua nas câmaras municipais.
O sistema instituído, hipocritamente, por um lado pede o voto ao indivíduo, por outro não o deixa decidir sobre as questões importantes do seu município.
A verdadeira liberdade consiste no livre exercício da soberania social de um povo, obrigando a soberania política do Estado a servi-lo e a ampará-lo. Os Foros eram exemplos de liberdade desde a época medieval, foram aplicados em toda a Península e não há razão lógica para a sua radical extinção pelo liberalismo, com a aplicação do chamado direito novo. 
Tanto o corporativismo orgânico, como o conceito de Tradição têm as suas raízes na ideia de que a sociedade se fundamenta na natureza do homem.
Segundo Aristóteles, o homem é um “animal social” e isto foi ignorado tanto pelo racionalismo liberal, como pelo socialismo estatista.
Estas instituições naturais e fácticas exigem unidade e direcção que devem ser asseguradas pelo Estado. “Todas as instituições legítimas têm a sua origem numa necessidade da natureza humana e o Estado tem a faculdade de conhecer a pessoa colectiva, mas não tem o direito de criá-la, segundo a teoria de que só o Estado existe por direito próprio e as outras instituições aparecem por sua concepção e tolerância.”
Guilherme Koehler

domingo, 11 de outubro de 2015

Qual é o valor da tua farramenta?





Excerto do documentário Torre Bela (1975) que retrata o tempo da Reforma Agrária em Portugal. Discussão entre dois indivíduos sobre a legitimidade das Cooperativas.


A populaça pode ficar tranquila...


sábado, 10 de outubro de 2015

Democracia nas Redes Sociais

                                                     

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

É isto a heterocracia!

A origem da heterocracia...


Golpe de Estado constitucional

Está em curso um golpe de Estado constitucional, organizado para partir a espinha do poder judicial independenteaggiustando os processos Sócrates, Salgado e BES, vistos gold, Relvas, MarcoAntónioCosta, etc., etc.,e evitar a limpeza do Estado. Para tanto, estoutro «compromisso» histórico integra três ações prioritárias:
  1. A formação de um governo PSD-CDS-PS.
  2. A colocação de Marcelo Rebelo de Sousa, grande amigo e colaborador de Ricardo Salgado, como presidente da República.
  3. A cooptação de Ferro Rodrigues como presidente do Parlamento. 
Este golpe de Estado foi conspirado pela Maçonaria, muito preocupada com a queda do sistema corrupto que o poder judicial independente investiga. Está a ser executado pelas suas antenas no PSD, no CDS e no PS - ainda que Costa e Sócrates não tenham nenhum interesse em eleições próximas e viabilizassem os orçamentos da coligação.... E goza do apoio da alta finança e das grandes empresas, das confederações patronais e dos sindicatos, todos animados pela gula da partilha do orçamento de Estado.

O golpe de Estado obteve a colaboração de Cavaco Silva, interessado em obter o favor da opinião socialista, quando abandonar a presidência. E beneficia da resignação de Passos Coelho, iludido em que domina Costa e Sócrates como controlou o líder do CDS. Para além de ter o aprazimento de Paulo Portas e o envolvimento das fações ferrosa/costista e socratina do PS. Porém, este golpe não conta com o silêncio, nem com a conformação, do setor patriótico.

Neste jogo, a Pátria não conta. O povo não conta. Se contassem, os 2.071.376 eleitores que votaram nas legislativas de 4-10-2015, na coligação PSD-CDS não seriam traídos - e nem a maioria dos 1.740.300 eleitores do PS que com certeza não concordam com a impunidade da corrupção de Estado. Todavia, desenganem-se os conspiradores e os seus cúmplices: o povo existe e a Pátria dura!


domingo, 4 de outubro de 2015

Hoje é dia...

"Hoje é dia para a Plebe, que nem a Povo chega, eleger um ou dois idiotas iletrados … um País de paradoxos onde muito tem quem não merece … vós, não mereceis mesmo."

Carlos Rocha


72 h

"Rússia rebenta com o pseudo Estado Islâmico em 72 horas. Porque não o fez a mais poderosa e agressiva potência militar da História ao longo dos últimos treze meses? Pelo contrário, americanos e os chamados aliados da América andam a bombardear hospitais dos Médicos Sem Fronteiras, no Afeganistão!"

O António Maria


sábado, 3 de outubro de 2015

Reflexão

"Pagar impostos, seguir a legislação e votar. 
É assim que o povo ajuda a forjar as correntes da própria escravidão."

PK


Porque os americanos se incomodam tanto a desestabilizar o mundo?