quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Pissakonas




Sempre disse aqui que a esquerdalha ia limitar as nossas liberdades. Agora criminalizaram o piropo.
O piropo não é mais do que simples liberdade de expressão, amigos! A liberdade de uma pessoa olhar para um elemento do sexo oposto e de lhe comunicar em voz alta a sua opinião e as suas intenções caso haja abertura para tal.

Eu sou a favor do mercado livre em todas as áreas. A quantidade de piropos que uma pessoa recebe é um indicador quantitativo do seu valor de mercado. Como é que alguém sabe que é bem cotado ao nível da atractividade sexual sem piropos? A criminalização do piropo é como dar um subsídio às pessoas feias para elas não se sentirem tão mal. Um subsídio que é dado à custa da auto-estima das pessoas bonitas. Se as pessoas feias têm inveja dos piropos dos outros, esforcem-se um bocado. Não é ter aquela atitude de "se não dizem bem de mim, não dizem bem de ninguém". Tentem aumentar o seu valor de mercado, por exemplo. Vão à Sacoor, façam uma limpeza de pele, recorram a cirurgia plástica. O problema é que sem piropos, não vai haver incentivo para as pessoas se esforçarem para serem mais atraentes. Vamos ficar nivelados por baixo fisicamente. E isso é péssimo para o turismo!
Atenção que eu falo como pessoa que é assediada constantemente. E às vezes é complicado. Nem sempre gosto de ser o centro das atenções. Mas não consigo culpar as pessoas por não serem capazes de resistir aos meus encantos!
Quantos bonitos casamentos católicos não começaram com um simples piropo? Hoje em dia, um senhor não pode abordar uma senhora na rua e dizer-lhe:
- Minha bela senhora, se me desse oportunidade, gostaria de fazer todo o tipo de actividades sexuais consigo, durante horas a fio e de uma forma bastante ruidosa. Mas primeiro temos que casar, que eu não sou nenhum tarado pecaminoso! Onde está o seu pai para eu pedir a sua mão em casamento?
Em condições normais, a resposta da rapariga casadoira seria positiva e aproveitaria logo para ir para casa terminar o seu enxoval e esperar pelos seus 16 anos para poder casar com o cavalheiro que a abordou de uma forma tão original de dentro de um Mercedes. Hoje em dia, esta história de amor acabaria com o senhor a fazer trabalho comunitário! É muito triste. É o fim do amor à primeira vista como o conhecemos.
Sempre que o Governo limita a liberdade de expressão das pessoas, nunca se sabe onde vai terminar. Primeiro, criminalizam o piropo.
A seguir vão criminalizar as anedotas que vão contra aquilo que a esquerdalha considera politicamente correcto. Para não ofendermos ninguém, vão-nos obrigar a contar anedotas sobre extraterrestres. Vamos ter que saber que os Zorgs são os estúpidos, os Nitrukus são preguiçosos, os Mirlókis são efeminados, os Rinkolvianos são os espertalhões e os Pissakonas são uns tarados sexuais de primeira. E quando nos habituarmos às anedotas de extraterrestres e nos rirmos com vontade das peripécias dos Pissakonas, a esquerdalha vai encontrar qualquer coisa ofensiva. Nem com extraterrestres imaginários as pessoas vão poder ser preconceituosas!
"Ah e tal, porque os Pissakonas são uma espécie rica, diversa e heterogénea e não podemos reduzi-los a um estereótipo ofensivo."
Começo a achar que o objectivo deles não é defender minorias, mas sim destruir tudo o que se assemelhe a diversão.


Jovem Conservador de Direita


quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Alerta vermelho no Terreiro do Paço



Substituindo os factos nossos pelos mitos dos outros

A crise moral que os Portugueses atravessam. Como se manifesta?
Por mil modos: pela recusa de ver múltiplos perigos que ameaçam; pela aceitação e procura constante da opção fácil; pela indiferença perante valores nacionais, sejam a língua ou as fronteiras; sejam a cultura ou a história, sejam a própria soberania e a independência; pela convicção generalizada de que é irreversível e inevitável (como se em história houvesse o que quer que fosse de irreversível ou de inevitável, salvo o que depender de uma vontade firme) fazer o que os outros pretendem, ou legislam, ou recomendam; pela aplicação de conceitos que os grandes países imaginam ou propõem (mas que não aceitam para si mesmos); pela submissão passiva e inconsciente, e até alegre e eufórica, aos interesses de terceiros (como se já fossem também os dos Portugueses); pela insensibilidade perante quanto destrói ou pode destruir a raiz portuguesa e põe em causa o próprio cerne da nacionalidade; e enfim pela euforia, tão pueril quanto oportunista, tão crédula quanto materialista, com que se deixa arrastar na onda do internacionalismo, do integracionismo, na suposição de que os outros também o fazem, e sobretudo na crença de uma vida fácil e rica, que o será sempre e sem esforço, e seja qual for a origem da riqueza, seja qual for a subordinação criada.
E neste transe os Portugueses parecem esquecer três aspectos fundamentais: Portugal não tem tipicidade suficiente para enfrentar sem defesa forças que atingem o seu cerne, e resistir-lhes, e sobreviver, continuando a ser Portugal; tem uma vulnerabilidade de interesses vitais que lhe consente apenas muito reduzido espaço de manobra, pelo que o seu comportamento perante terceiros tem de ser cauteloso e não pode sofrer desvios de monta; e não pode por isso cometer erros históricos, sob pena de ser esmagado e absorvido pelo turbilhão de forças exteriores.
Tudo quanto Portugal perder, ou alienar, ou lhe for tomado, é irrecuperável: em termos territoriais, políticos ou económicos. Por outro lado, tanto que se prolonga esta viragem, de que se ocupam os Portugueses – na sua oposição vida colectiva e na sua intervenção política? Afigura-se exacta esta síntese: empenhando-se em tudo que é processual; preocupando-se com o que é imediato e pessoal, ou de grupo, ou de partido; e transformando em problemas nacionais o que não passa de subtileza adjectiva.
E deste modo parece de dizer que ou retornamos às raízes e retomamos a linha segura do nosso destino – ou seguimos pelo caminho de Bizâncio – substituindo os factos nossos pelos mitos dos outros.
Franco Nogueira 1992 – “ Juízo Final”


Patati Patátá... mas que apareça mas é o dinheiro para as nossas crianças



domingo, 6 de dezembro de 2015

A falsificação da história

"A falsificação da história não é apenas um privilégio, mas uma necessidade para os donos do poder."

Antony Mueller


quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Revolução é perturbação


Como escreveu Oliveira Martins, aludindo à “anarquia mansa” do regime constitucional: “Portugal morre à falta de uma doutrina. Hoje não temos como fugir da sua lembrança. Os caminhos tomados pelo constitucionalismo, juntamente com o resultado da 1ª Grande Guerra, em que os Impérios da Europa Central saíram derrotados, acabaram no triunfo da “democracia” que, omnipotente, facultou os abusos, os vícios e os crimes, maltratando os povos que não a eliminaram a tempo.
Devemos refletir na diferença que há entre um facto revolucionário dos que podem acontecer em qualquer sociedade e o direito a algum modelo de revolução típico das sociedades de hoje. Essa diferença enquadra tudo o que diferencia um passado construtivo em que apareceram e glorificaram os grandes povos, de um presente em que desgraçadamente se arruínam.
Jamais se conheceu ou conhecerá sociedade humana em que, num determinado momento, não aconteça uma revolução. Esta contrariedade que tem a ver com a fraqueza humana é um facto isolado, pode justificar-se e até favorecer, embora raramente, o bem comum, mas nem na cabeça dos próprios fomentadores, nem dos beneficiados passa a ideia de que a normalidade é a revolta social.
Tem de se acabar com a argumentação dos teóricos do tiranicídio – historiadores e teólogos – já que, por maior expressão que se queira dar a esta doutrina teológica, apenas existiu in extremis, excepcionalmente, ocasionalmente e isoladamente.
Revolução é perturbação, obra de gente alienada e com sentimento de culpa, raramente se orienta para a justiça ou dá origem a efeitos legítimos e torna-se nefasta quando se prolonga no tempo, ou é frequentemente repetida.
Guilherme Koehler


A ÚLTIMA AO CADAFALSO


A escritora Gertrud von le Fort mostrou em seu livro A ÚLTIMA AO CADAFALSO (Ed. Quadrante, SP), o quão perversa e sanguinária foi a Revolução Francesa (1789) que nada teve de “Igualdade, liberdade e fraternidade”, como se propaga, mas foi a encarnação diabólica do mal na França, especialmente contra a Igreja Católica.
O texto abaixo mostra o assassinato covarde e revoltante de 16 irmãs carmelitas de Compiègne, na guilhotina, acusadas maldosamente de serem “subversivas” e inimigas da Revolução. Como, se eram enclausuradas? Foi o ódio de Satanás contra aquelas que ofereciam a Deus a sua vida para aplacar a cólera de Deus na França. Leia este relato e depois o livro todo, para não ser enganado.
“São cerca de oito horas da tarde. É verão e o céu ainda está claro. A multidão comprime-se em volta da guilhotina, erguida no centro da antiga Place du Thrône, atual Barriére de Vincennes. Junto dos degraus que conduzem ao cadafalso, o carrasco, Charles-Henri Sanson, espera respeitosamente de pé, flanqueado por dois ajudantes. O calor é opressivo, e em toda a praça reina um odor mefítico de sangue. Vindos da cidade, despontam as carroças. Hoje são duas, e vêm bastante cheias: ao todo, serão quarenta vítimas. Recebem-nas as exclamações e ameaças habituais, mas o barulho logo se abafa em murmúrios de espanto. Acontece que, entre os condenados, se vêem diversas mulheres de capa branca: são as dezasseis carmelitas do convento de Compiègne, Ao contrário dos seus companheiros de infortúnio, não deixam pender a cabeça nem choram ou gritam; trazem o rosto erguido, e a linha firme do corpo é sublinhada pelas mãos amarradas às costas. E cantam: aos ouvidos de todos, ressoam as notas quase esquecidas da Salve Rainha em latim e do Te Deum. Até para o mais empedernido dos basbaques presentes, é um espectáculo inaudito.
Quando as carroças param ao pé do cadafalso, o burburinho faz-se silêncio absoluto. Até essas mulheres histéricas, as chamadas “fúrias da guilhotina”, que sempre estão na primeira fila dos espectadores, emudecem.
As primeiras a descer são as carmelitas. Uma delas, a Madre Teresa de Santo Agostinho, aproxima-se do carrasco e pede-lhe que lhes conceda uns minutos para poderem renovar os seus votos e que a deixe ser a última a sofrer a execução, para que possa animar cada uma das suas filhas até o fim. Sanson, o carrasco, alma delicada, concorda de bom grado.
Todas juntas, cantam o Veni Creator Spiritus. A seguir, renovam os seus votos religiosos. Enquanto rezam, uma voz de mulher sussurra na multidão: “Essas boas almas, vejam se não parecem anjos! Pela minha fé, se essas mulheres não forem directas ao paraíso, é porque o paraíso não existe!… “.
A Madre recua até a base da escada. Tem nas mãos uma estatueta de cerâmica da Virgem Maria com o Menino Jesus ao colo. A primeira a ser chamada, a mais jovem de todas, é a noviça Constança. Ajoelha-se diante da Madre e pede-lhe a bênção. Segundo uma testemunha, ter-se-ia também acusado nesse momento de não haver terminado o ofício do dia.
Com um sorriso, a Madre diz-lhe: “Vai, minha filha, confiança! Acabarás de rezá-Io no Céu”…, e dá-lhe a beijar a imagem. Constança sobe rapidamente os degraus, entoando o salmo Laudate Dominum omnes gentes, “Louvai o Senhor, todos os povos”. “Ia alegre, como se se dirigisse para uma festa”. O carrasco e seus ajudantes, com gesto profissional, dispõem-na debaixo da guilhotina. Ouve-se o golpe surdo do contrapeso, o ruído seco da lâmina que cai, o baque da cabeça recolhida num saco de couro. Sem solução de continuidade, o corpo é lançado ao carroção funerário.
Uma por uma, as freiras ajoelham-se diante da Madre e pedem-lhe a bênção e permissão para morrer. Cantam o hino iniciado por Constança. Quando chega a vez da Irmã de Jesus Crucificado, que tem 78 anos, os jovens ajudantes do carrasco têm de descer para ajudá-la a vencer os degraus. Ela diz-lhes afavelmente: “Meus amigos, eu vos perdoo de todo o coração, tal como desejo que Deus me perdoe”.
Só falta a Madre. Com gesto simples e firme, beija a estatueta e confia-a a primeira pessoa que tem ao lado*. Tem 41 anos, um rosto expressivo, nem muito bonito nem feio; o porte é, mais do que altivo, descontraído. Os olhos castanhos, sofridos, mas irradiando bondade, procuram os do Pe. Lamarche, que as confessara no dia anterior na prisão e que se encontra entre a multidão. Como quem tem pressa em concluir uma tarefa urgente, sobe por sua vez os degraus. Agora tudo terminou. Pode-se cortar o silêncio como se fosse um queijo. Muitos dos assistentes choram baixinho. Anos mais tarde, encontrar-se-ão – registados em cartas pessoais, diários íntimos e memoriais – os ecos da emoção que experimentaram e dos efeitos que ela lhes causou: muitos sentiram a necessidade de mudar de vida, de retomar a prática dos sacramentos, um ou outro de ingressar num convento… Um deles, um menino que presenciara a cena das janelas de um prédio situado em frente da guilhotina, guardou dela uma impressão tão profunda que, anos mais tarde, quando fazia o serviço militar, carregava sempre consigo as obras de Santa Teresa de Ávila e acabou por fazer-se sacerdote. “O amor vence sempre”, costumava dizer a Madre; “o amor vence tudo”.
(*) Essa imagem foi devolvida mais tarde à Ordem e encontra-se hoje no Carmelo de Compiègne, novamente fundado em 1867.
Os corpos foram levados às pressas para o antigo convento dos agostinianos do Faubourg de Picpus. Lá foram lançados na fossa comum e cobertos de cal viva. Hoje há ali um gramado cercado de ciprestes, com uma simples cruz de ferro. É um lugar de silêncio e oração.
Na capelinha anexa a esse cemitério, há uma lápide que traz o nome das dezasseis mártires beatificadas em 27 de maio de 1906 por São Pio X.