É muito interessante ver e ouvir nos media um coro de comentadores a criticar tudo o que sejam cortes na despesa pública.
Se se corta nos funcionários públicos, aumenta o desemprego.
Se se corta nas reformas e pensões, agrava a condição social das famílias, já que atualmente muitas delas dependem dos avós para compensar o dinheiro que falta ao fim do mês.
Ainda há alguns que acreditam que bastará cortar nas PPP's e efetuar reformas no estado, leia-se cortar gorduras nos ministérios, para corrigir o excesso de despesa. A esses nem vale a pena alertar para o erro de opinião porque topa-se logo que são avessos a números e a contas.
Mas para a grande maioria dos comentadores, líderes de sindicatos e muitos outros, julgo já terem tido tempo mais do que suficiente para perceberem que o excesso de despesa está devidamente evidenciado e rubricado. Não há grande volta a dar.
Poderemos alterar mil ou 2 mil milhões da esquerda para a direita e vice-versa, mas no fundo no fundo é nas reformas, nos subsídios e nos funcionários públicos, leia-se saúde, educação e alguma coisa nos ministérios considerados essenciais para a soberania onde está o grosso da despesa.
Todo esse dinheiro que é preciso cortar faz falta a alguém, ele até nem é mal gasto (uma pequena parte até poderá ser), e portanto, qualquer medida de corte na despesa significará DOR em algum setor da sociedade. Pelo dimensão dos cortes a DOR não será localizada, mas antes vasta e abrangente.
Se fosse apenas um corte de mil ou 2 mil milhões para corrigir défice, aumentava-se um pouco os impostos e cortava-se um ou dois investimentos programados e lá se tapava o sol com a peneira. Mas de tanto fazer essa aldrabice ao longo destes anos todos acabámos por esgotar as soluções fáceis, aquelas que não queimam muitos votos, e só nos resta ir para as decisões difíceis, aquelas que deixam marcas profundas na sociedade.
E atenção, mesmo assim nada está garantido, porque cortando 10 mil milhões as receitas cairão na mesma proporção, senão mais ainda, exigindo mais cortes: 5, 10 15 ou 20 mil milhões, O QUE FOR PRECISO, até se equilibrar as despesas ordinárias com as receitas ordinárias.
Tiago Mestre
Um poço sem fundo...
ResponderEliminarAcho que ninguém sabe ao certo quando acaba, ou pelo menos abrandam estas notícias "fabulásticas".Este nosso quotidiano já satura.
Nada contra o seu comentário Tiago que até acho que é realista, mas intemporal. Vamos ver o que o futuro nos reserva.
Miguel