"Tal como a inflação, o tribunal constitucional pune os mais fracos e poupa os mais fortes, neste caso os funcionários com emprego garantido do sector público, à custa de impostos lançados sobre toda a população, incluindo os pobres. Também tal como a inflação, o Tribunal Constitucional permite ao poder político esconder as suas opções: tudo o que se faz, é por imposição de uma entidade com que não é possível discutir — a constituição, misteriosamente interpretada pelos seus sumo sacerdotes. As oposições de esquerda podem assim invocar “o respeito da Constituição”, em vez de assumirem que o imposto é a única solução que têm para os desequilíbrios de um Estado cuja despesa se recusam a diminuir. O Governo pode consolidar as contas públicas por meio de expedientes fiscais, reclamando sempre que até preferia “reformas”, mas que, como se vê, não lhe deixam alternativa. E todos, caindo em cima do contribuinte, poupam a função pública, que é, historicamente, a base dos nossos partidos políticos."
Rui Ramos aqui
Se os privados nestes últimos 40 anos tivessem pago todos os impostos que os funcionários públicos pagaram até ao último cêntimo de rendimento, certamente estaríamos muito melhor e a pagar muito menos impostos. A Economia real paralela é enorme... assim como, as contas offshore e a deslocalização para países como a Holanda para pagarem menos impostos. Gostaria que o FP tivessem essa hipótese de pagar impostos onde mais lhe aprouvesse. As profissões liberais, as empresas fantasma, as burlas sucessivas ao estado na sobrefaturação em carrossel, as obras públicas e PPP que "derrapam" sempre para os bolsos privados ou pagamento de luvas... júlios!
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