quinta-feira, 14 de julho de 2016
segunda-feira, 11 de julho de 2016
Hoje vi
"Hoje vi ciganos, árabes, indianos e africanos a chorar e a gritar por Portugal, Rainer Daehnhardt tem razão: mais nenhum Império o conseguiu!"
FG
FG
sexta-feira, 8 de julho de 2016
O plutocrata
«(...) O plutocrata não é, pois, nem o grande industrial nem o
financeiro: é uma espécie híbrida, intermediária entre a economia e a finança;
é a "flor do mal" do pior capitalismo. Na produção não lhe interessa
a produção, mas a operação financeira a que pode dar lugar; na finança não lhe
interessa regular a administração dos seus capitais, mas a sua multiplicação
por jogos ousados contra os interesses alheios. O seu campo de acção está fora
da produção organizada de qualquer riqueza e fora do giro normal dos capitais
em moeda; não conhece os direitos do trabalho, as exigências da moral, as leis
da humanidade. Se funda sociedades é para lucrar apports e passá-las
a outros; se obtém uma concessão gratuita é para a transferir já como um valor;
se se apodera de uma empresa é para que esta lhe tome os prejuízos que sofreu
noutras. Para tanto o plutocrata age no meio económico e no meio político
sempre pelo mesmo processo - corrompendo. Porque estes indivíduos, a quem
alguns também chamam grandes homens de negócios, vivem precisamente de três
condições dos nossos dias: a instabilidade das condições económicas; a falta de
organização da economia nacional; a corrupção política. - Quem tenha os olhos
abertos para o que se passou aqui e para o que passa lá fora não pode duvidar
do que afirmei.»
António Oliveira Salazar
quarta-feira, 6 de julho de 2016
terça-feira, 5 de julho de 2016
quinta-feira, 30 de junho de 2016
"Não nos interessa"
A criação de uma Federação Europeia constitui uma das ideias dominantes da política actual, pelo que os problemas que se levantam à sua volta e as decisões já tomadas, orientadas nesse mesmo sentido, têm sido objecto de atenta consideração por parte do Governo Português.
Por se tratar de uma questão que continua a manter a maior actualidade, convém marcar a nossa posição em face de tal política.
(...)
A Europa nasceu de certo modo e o processo da sua formação imprimiu-lhe carácter. A sua diversidade, se por um lado é motivo de fraquezas, verificou-se por outro ser fonte de radiação universal. Há neste conjunto nações de tão antiga independência que o arreigado nacionalismo quase se confunde com o sentimento, com o instinto de propriedade e de uma propriedade não transmissível (caso português – Constituição, art.° 2.°).
Nestas circunstâncias é duvidoso que se possa constituir por combinações ou tratados um Estado Europeu.
Ou melhor: podem os governos acordá-lo, mas os povos dificilmente se ajustarão a ele.
Nestas circunstâncias é duvidoso que se possa constituir por combinações ou tratados um Estado Europeu.
Ou melhor: podem os governos acordá-lo, mas os povos dificilmente se ajustarão a ele.
(...)
Não me parece oferecer dúvidas que essa federação, em cujo seio entrariam de começo três grandes repúblicas e três pequenas monarquias, se faria ou fará sob a égide republicana. Nem a força representada pela Alemanha, França e Itália e a dificuldade de escolha duma dinastia permitiriam outra solução nem os Estados Unidos compreenderiam coisa diferente. E tem de pôr-se de lado a hipótese da coexistência dos dois regimes. A Bélgica, a Holanda e o Luxemburgo teriam pois de desfazer-se das suas instituições. Acontece porém que a monarquia é na Bélgica o factor de integração de populações nas quais coexistem fortes elementos de diferenciação como a língua, a religião e até as concepções políticas. Quer dizer que, por imposição dos acontecimentos, a Bélgica, nem mesmo como província ou Estado secundário da federação, poderá subsistir, pois a breve trecho se deverá dissolver no conjunto
(...)
A federação europeia, como pretende constituir-se, suscitará mais problemas do que os que resolve, e não contém em si aquele reforço da defesa que se deseja para um futuro imediato; antes constituirá por muito tempo uma construção política frágil. Economicamente, pondo-se de lado os sacrifícios e sofrimentos a impor às gerações actuais, a federação apresentar-se-á como um grande espaço em que os vários sectores da produção podem ser mais facilmente racionalizados, e disporá de territórios ultramarinos que aumentarão a base económica do conjunto. As monarquias serão banidas. Como elemento mais forte pela extensão do território, população e conjunto das suas qualidades e espírito industrioso, será a Alemanha quem deverá conduzir efectivamente a federação para todos os seus destinos. Para isto, talvez não valesse a pena ter feito a guerra.
(...)
Se posso ser intérprete do sentimento do povo português, devo afirmar que é tão entranhado o seu amor à independência e aos territórios ultramarinos, como parte relevante e essencial da sua história, que a ideia de federação, com prejuízo de uma e de outros, lhe repugna absolutamente. Precisamos aliás ter presente que o Ultramar lhe tem interessado sempre mais que a Europa continental: raras vezes Portugal interveio nos seus dissídios e sempre que o fez foi com prejuízo de outros interesses mais altos. A expansão ultramarina – descobrir, missionar, fazer nações além-mar, como o Brasil – é o traço mais saliente da sua história, é decididamente a sua vocação. (...) A nossa feição atlântica impõe-nos, pois, limites à colaboração europeia, quando esta colaboração revista formas de destruição daquilo que somos e integração naquilo que não nos importa ser.
(...)
Nestas circunstâncias, a questão da federação que se pretende fazer nascer no centro e ocidente da Europa não nos interessa senão na dupla medida em que pode diminuir a capacidade europeia de defesa e em que, pretendendo alargar-se para além dos limites primários, nos embarace ou impeça de seguir o nosso caminho.
António de Oliveira Salazar in «Circular enviada às embaixadas e legações de Portugal», 6 de Março de 1953.
Cortesia via:
http://accao-integral.blogspot.pt/2016/06/salazar-sobre-uniao-europeia.html
domingo, 26 de junho de 2016
sexta-feira, 24 de junho de 2016
Que ontem possa ter sido o início da sua aniquilação
"Foi a hidra elitista e globalista que nos trouxe até aqui. Fizeram-no, conscientemente, ao arrepio da vontade dos povos e das nações. Que ontem possa ter sido o início da sua aniquilação."
EF
"A caixa de Cameron"
"Cameron é um sério candidato à imortalidade através da nova expressão "Caixa de Cameron", que a Pandora já quase toda a gente se esqueceu quem era."
PAC
PAC
Brexit
A Europa sendo Europa
É preciso que tudo mude para que tudo fique na mesma.
"O Reino-Unido nunca fez parte integrante da Europa, a oposição à PAC foram as premissas de uma postura contra o Federalismo Europeu, a saída é o principio de uma implosão justificada dos Países que formam hoje o núcleo da União.
O problema não é Inglês, é Espanhol, Grego, Italiano, Português, Belga ou Francês.
P.S.: A desvalorização cambial numa Economia avançada é o empobrecimento da População e a inflação importada que nunca são compensados pelos ganhos de competitividade - a contração dos Investimentos Internos que equilibram o Endividamento Global é sempre superior aos ganhos Monetários -."
CR
quinta-feira, 23 de junho de 2016
terça-feira, 21 de junho de 2016
Os partidos e as bichas
"Os partidos – não o esqueçamos – eram em geral grandes agências de colocações onde se entrava, como se entra nas bichas, para esperar vez, para aguardar a fatal distribuição de benesses na hora do Poder."
António de Oliveira Salazar
António de Oliveira Salazar
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