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sábado, 1 de outubro de 2016

Certa ou Louca?

"A teologia está certa quando parece louca; louca a política quando parece certa"
Agostinho da Silva




domingo, 15 de maio de 2016

Ditadura do capitalismo ou Capitalismo sem Ditadura?

"Até o 25 de Abril havia a ditadura do capitalismo; depois do 25 de Abril o capitalismo sem ditadura"

~ Agostinho da Silva, Caderno Três Sem Revisão (inédito)



A Nação Portuguesa e o Estado Português

"Creio que escolhi onde preferi nascer – a Nação Portuguesa; sei o que preferi recusar – o Estado Português"
~ Agostinho da Silva, "Caderno Três sem Revisão" (inédito
)


sábado, 19 de março de 2016

A mais verdadeira e a mais eficaz de todas as acções


"À medida, porém, que a civilização evolui, sempre no sentido dum maior poderio técnico, a noção de sagrado vai-se atenuando; todos os actos da vida passam a ser civis, desligando-se de qualquer ideia de sobrenatural; o mundo aparece, não como um conjunto de sinais de Deus, que o homem venera, teme ou respeita, e de que participa pelas formas sacramentais, mas um domínio laico, como uma propriedade a seu inteiro dispor e em que ele exerce todos os direitos de usar, gozar e abusar, com que se define a noção clássica de propriedade. O homem vive, desde então, não para adorar o que vê, como outrora, não para fazer de todos os seus actos uma tentativa de reconquistar o paraíso perdido, mas para se aproveitar do que existe, para dominar, para se afastar cada vez mais da inocência da Idade do Ouro, com o risco de nunca poder reencontrar o caminho; [...] cada vez mais o homem se tem posto e considerado como dono do mundo, com o direito de destruir os animais e as plantas, de escravizar os irmãos homens, de transformar a vida inteira nalguma coisa que não tem outro fim senão o de sustentar a sua vida material. A vida tornou-se laica e tornou-se feroz, implacável e, o que é pior ainda, sem sentido nenhum que eleve a vida além da vida. É uma série de momentos em que se produz para se consumir e se consome para se poder produzir de novo. As relações do finito com o infinito, da parte com o todo parecem, em instantes mais críticos, correr o risco de se perder por completo; o acto gracioso da oferta aos seres fraternos e aos seres superiores, a gratuitidade de viver, desaparecem rapidamente de um mundo que se dessacraliza. Costuma dizer-se que o progresso técnico superou o progresso moral, mas o que há na realidade é que o progresso técnico se fez à custa do fundo moral da humanidade, do seu fundo divino; e as grandes épocas de crise são exactamente aquelas em que o progresso técnico é o mais elevado possível e a consciência moral uma luz mínima que parece a cada momento ir apagar-se de todo no fragor das tempestades económicas e políticas. [...] Todo o esforço dos grandes pensadores, dos grandes artistas, dos grandes cientistas, dos grandes chefes religiosos, tem sido exactamente o de impedir que a centelha do sentimento do sagrado se apague de todo neste mundo. [...] Temos hoje à nossa disposição os meios técnicos de dominar a fome e a miséria e de dar ao homem uma liberdade sem limites para exprimir a sua verdadeira natureza; [...] só a fé no homem, nas possibilidades divinas do homem, nos pode levar de novo à Idade do Ouro, tal como a representaram os poetas: tempo de fraternidade e de amor, sem angústia e sem dramas, tempo de contemplação e de absorção em Deus, tempo de acção mental, a mais verdadeira e a mais eficaz de todas as acções."
- Agostinho da Silva, A Comédia Latina , in Estudos sobre Cultura Clássica, Âncora Editora, Lisboa, Março de 2002 (publicado pela 1ª vez em 1952, Brasil)


sábado, 1 de agosto de 2015

"Partido é uma parte, sê inteiro."

"O melhor será que não pertençamos a partido algum, porque a política não é uma essência de ser, como a religião, a ciência ou a arte, nas quais todos deveríamos estar: é uma pura fatalidade histórica, como a economia ou a administração, como também a medicina ou a engenharia. No partido, a intensa opinião fragmenta-se e apuramos aquilo em que diferimos dos outros homens, não aquilo em que lhes somos irmãos; guiamo-nos por um ser geral que nos supera e por ele nos substituímos; vive em nós a tribo, muito mais do que a humanidade. Partido é uma parte, sê inteiro."

~ Agostinho da Silva, Os Três Dragões

domingo, 25 de janeiro de 2015

Os partidos

"A liberdade para os partidos é uma coisa, e essencial; o governo pelos partidos outra, e dispensável"
Agostinho da Silva


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

O que entendo ser verdade

Eu não quero ter poder
Mas apenas liberdade
P'ra dizer aos do poder
O que entendo ser verdade

Agostinho da Silva


sábado, 25 de outubro de 2014

Mudar o Estado

"O problema dos políticos é o de mudarem o governo: o meu é o de mudar o Estado. Contam eles com o voto ou a revolução. Conto eu com o curso da História e a minha vocação e o meu esforço de estar para além dela ..."

Agostinho da Silva, Cortina 1.


sábado, 4 de outubro de 2014

sábado, 23 de agosto de 2014

Nunca se precipite...


"Nunca se precipite, pois, a aderir; não se deixe levar por nenhum sentimento, excepto o do amor de entender, de ver o mais possível claro dentro e fora de si; critique tudo o que receba e não deixe que nada se deposite no seu espírito senão pela peneira da crítica, pelo critério da coerência, pela concordância dos factos..."

Agostinho da Silva



quinta-feira, 3 de abril de 2014

A descentralização municipalista

Agostinho da Silva: “Portugal como uma rede municípios republicanos e democráticos”


Agostinho da Silva (http://ebicuba.drealentejo.pt)
“Portugal funcionou durante muito tempo, e o melhor, com uma Côrte errante, o que não implicava que não fosse sedentárias as administrações concelhias? E tinham sede em São Bento as Côrtes?”
Agostinho da Silva, citado em Visões de Agostinho da Silva de Renato Epifânio

A aproximação entre os órgãos democráticos e os cidadãos, em Agostinho, é realizada através da descentralização municipalista que o Professor defende em tantos dos seus textos. Para Agostinho, as Côrtes seriam providas não de representantes da Nobreza e do Clero (conforme sucedia na Idade Média portuguesa), mas por delegados democraticamente eleitos nos municípios e depois enviados para as Côrtes.
Estas Côrtes (de delegados uni-nominalmente eleitos, presume-se) não tinham sede, antes de deslocavam livremente de município em município, sem favorecer nem privilegiar nenhum em particular. Assim se garantiria a paridade entre todas as regiões e cidades e dispensariam as “capitais”, que sempre favorecem centralismo e desertificações do interior reforçando assim o pilar da cidadania e o despertar da sociedade civil numa sociedade demasiado centralista e onde as instituições democráticas começam a dar sinais de um preocupante envelhecimento… nomeadamente nas taxas crescentes de abstenção e no mal sano “rotativismo democrático” que nos rege desde 1975.
Publicado aqui


Completa-se hoje 20 anos do desaparecimento de Agostinho da Silva
George Agostinho Baptista da Silva (Porto, 13 de Fevereiro de 1906 — Lisboa, 3 de Abril de 1994)


segunda-feira, 31 de março de 2014

As Liberdades essenciais

As liberdades essenciais são três: liberdade de cultura, liberdade de organização social, liberdade económica. 

Pela liberdade de cultura, o homem poderá desenvolver ao máximo o seu espírito crítico e criador; ninguém lhe fechará nenhum domínio, ninguém impedirá que transmita aos outros o que tiver aprendido ou pensado.

Pela liberdade de organização social, o homem intervém no arranjo da sua vida em sociedade, administrando e guiando, em sistemas cada vez mais perfeitos à medida que a sua cultura se for alargando; para o bom governante, cada cidadão não é uma cabeça de rebanho; é como que o aluno de uma escola de humanidade: tem de se educar para o melhor dos regimes, através dos regimes possíveis. 

Pela liberdade económica, o homem assegura o necessário para que o seu espírito se liberte de preocupações materiais e possa dedicar-se ao que existe de mais belo e de mais amplo; nenhum homem deve ser explorado por outro homem; ninguém deve, pela posse dos meios de produção e de transporte, que permitem explorar, pôr em perigo a sua liberdade de Espírito ou a liberdade de Espírito dos outros. 

Agostinho da Silva, in 'Textos e Ensaios Filosóficos'

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

O combate à opressão

"É certamente admirável o homem que se opõe a todas as espécies de opressão, porque sente que só assim se conseguirá realizar a sua vida, só assim ela estará de acordo com o espírito do mundo; constitui-lhe suficiente imperativo para que arrisque a tranquilidade e bordeje a própria morte o pensamento de que os espíritos nasceram para ser livres e que a liberdade se confunde, na sua forma mais perfeita, com a razão e a justiça, com o bem; a existência passou a ser para ele o meio que um deus benevolente colocou ao seu dispor para conseguir, pelo que lhe toca, deixar uma centelha onde até aí apenas a treva se cerrara; é um esforço de indivíduo que reconheceu o caminho a seguir e que deliberadamente por ele marcha sem que o esmoreçam obstáculos ou o intimide a ameaça; afinal o poderíamos ver como a alma que busca, após uma luta de que a não interessam nem dificuldades nem extensão."

Agostinho da Silva, in 'Considerações'



domingo, 16 de fevereiro de 2014

Não é o regime mais adequado a Portugal

(via Liceu Aristotélico)

"Não, não me pareceu que a revolução de 1974 tal como estava a ser feita, conduzisse a alguma coisa em que valesse a pena colocar essas ideias. Pareceu-me que era um pronunciamento militar sem grande largueza política e que por outro lado se entrava em passo de pôr imediatamente Portugal a caminho de um regime parlamentarista que continuo a achar que não é o regime mais adequado a Portugal."


Agostinho da Silva

domingo, 22 de setembro de 2013

"Conversas Vadias" com o Agostinho da Silva - Episódio XIII


Prof. Agostinho da Silva conversa com Joaquim Vieira


A última conversa precisava mesmo de ser a última.

Nada contra os entrevistadores, mas a ignorância histórica conjugada com a dificuldade em reconhecer os méritos do povo português dificulta e muito aquilo que Agostinho tem para nos ensinar.
Como disse Fernando Dacosta, Agostinho da Silva e Natália Correia foram personalidades que vieram do futuro para nos mostrar no presente como pode ser esse mesmo futuro.

Espíritos iluminados? Claro

Incompreendidos? Paciência


Tiago Mestre

domingo, 8 de setembro de 2013

"Conversas Vadias" com o Agostinho da Silva - Episódio XII


Prof. Agostinho da Silva conversa com Manuel Pina


Quando a ciência económica julga que pode sair fora da sociologia, fazendo vida própria, os disparates começam a aparecer. E ninguém melhor do que Agostinho da Silva, independente e imparcial, para nos ensinar que os apoiantes da inflação e da impressão de dinheiro estão a ver o filme ao contrário.

Tiago Mestre

domingo, 1 de setembro de 2013

"Conversas Vadias" com o Agostinho da Silva - Episódio XI


Prof. Agostinho da Silva conversa com Miguel Esteves Cardoso


Esta foi uma das conversas mais interessantes de Agostinho da Silva...

Sempre com a sua postura frontal e incisiva logo no primeiro minuto da conversa confronta o MES com a possibilidade de existir um presidente-rei... 

Uma solução de um delegado do poder que exceda o poder do cidadão mas dentro de um poder antes concebido pelos cidadãos de forma a que esse delegado tenha a capacidade de atingir o poder superior.

O problema do poder começou quando se deixou de pensar como ter um regime português, uma coisa que devemos deixar surgir da vida pela experiência que fazemos aqui ou acolá. A cultura que Portugal tinha teve de ficar na prateleira, a economia comunitária, a educação pela vida, o governo de coordenação, o acreditar no espírito santo.

Portugal tem assim sentido sem passado e apostado num Portugal transformador?

Acho que todos os portugueses mais que conhecerem a resposta na cabeça sentem hoje na pele onde está a verdade.

Ninguém deve existir para aquilo que uma vida obriga a ser. Até mesmo o desempregado tem direito a encontrar a sua liberdade no futuro que trará algo de provável ou menos provável em certo dia.

Tal como Agostinho, Eu também sempre achei uma sorte nascer português.

Vivendi


domingo, 25 de agosto de 2013

"Conversas Vadias" com o Agostinho da Silva - Episódio X


Prof. Agostinho da Silva conversa com Herman José

Aprendi o que era o prazer de fumar há 15 anos. Desde aí que só fumo cigarrilhas, café-creme ou outra, de tempos a tempos, sempre à espera de redescobrir o prazer que tive da primeira vez.

Herman José fumou Agostinho da Silva naqueles tempos. Hoje é a nossa vez de fumá-lo, sempre como se fosse a primeira vez.

Tiago Mestre

domingo, 18 de agosto de 2013

"Conversas Vadias" com o Agostinho da Silva - Episódio IX



Prof. Agostinho da Silva conversa com Vasco Ramalho e João Carlos


Agostinho da Silva, demonstra-nos como cada indivíduo é único na sua forma de estar e do compreender, como tal o indivíduo deve ser respeitado pelas suas vontades.

Temos de dar tempo ao tempo para que todos entendam e se possa assim viver a vida respeitosamente... A vida deve ser natural e a habilidade portuguesa continuada.


Vivendi