sábado, 19 de outubro de 2013

Porque os portugueses não querem engolir o remédio da austeridade


O Estado despesista continua a brincar com o pagode...



Como deve ser um grande professor de economia?

como este

O aviso está feito

no Ionline

Seja feita a sua vontade

no Dinheiro Vivo


Vindo de onde veio, a afirmação é muito forte e dificilmente não deixará de ser concretizada.

É preciso estar muito louco para querer embarcar em um 2º resgate, não é assim senhores socialistas e senhores do tribunal constitucional?

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

2014 não será igual a 2013

Parece que havia uma sensação de alívio na população para 2014... até chegar o OE2014.

Talvez por causa dos números menos maus da economia no final do 2º trimestre, 
Talvez porque os políticos amplificaram em demasia estes bons indícios
e talvez porque as pessoas já sentiam que a austeridade durava há demasiado tempo.
Razões não deverão faltar.

Mas o alívio da austeridade não vem neste OE2014, mas sim no exercício de 2013.
2013 foi um ano de eleições autárquicas e chumbos do constitucional. A despesa em 2013 será superior à de 2012.

2014 será bem diferente de 2013.
Eis a vontade do governo para trazer o défice para 4% do PIB: (página 47 do OE2014)

Cortes na DESPESA:
3,18 mil milhões de euros

Aumento da RECEITA:
534 milhões de euros

Tiago Mestre

O mundo mudou, mas os jornalistas continuam na mesma

(via prometheo liberto)

Tivéssemos seguido a política anterior, seríamos credores 
e teríamos umas 3.000 toneladas desse metal nos cofres do Banco de Portugal.


Pelo que consegui apreender da pauta de discussões imposta pelos media para as massas, o teatro em torno da aprovação do orçamento foi o grande destaque. A brasa, como não poderia deixar de ser, foi puxada para a sardinha do Obama, e a culpa pelo descalabro, cada vez mais difícil de esconder, recaiu sobre a tal direita ultra-conservadora.

A verdade, essa ficou bem longe das televisões e jornais. A república americana quebrou e não tem condições, ao menos enquanto não houver uma mudança profunda, de se reformar. Portanto, o caminho escolhido é o do endividamento, da inflação e do aumento de impostos, o que trará ainda mais desemprego e aumentará a dependência do estado da parte de milhões de famílias que vivem de subsídios.

A China, que é o maior credor dos EUA, aproveita o momento para renegociar os termos da sua parceria com Washington. Ao mesmo tempo que dá a entender que continuará a comprar títulos do tesouro americano, dá carta branca aos jornais e revistas para que ataquem os EUA e até permite que agências de rating locais, também controladas por interesses ligados ao aparelho de estado, baixem a classificação da dívida americana. Nessa campanha, até ministros de estado têm participado, contrariando a tendência à discrição que caracteriza os governantes chineses:


Ao mesmo tempo que vai conseguindo termos mais favoráveis a si, a China também ganha de uma outra maneira. Ao ajudar o FED a manter o valor relativamente alto do dólar, evitando um colapso imediato, ela discretamente reforça as suas posições em ouro, de modo a aumentar o seu poder numa possível reordenação financeira. Politicamente, isso tem uma importância vital. Os planos das elites globalistas ocidentais passam pela demolição das moedas nacionais e regionais de modo a gerar as condições e o pretexto para a criação de uma moeda global. 

Tal cenário, se concretizado, significa apenas uma coisa: confisco gradual dos bens de todos os que não fazem parte do establishment através da manipulação monetária de uma moeda que não terá concorrência. Em princípio, quase todos estão de acordo com este objectivo, mas na prática agem como se perseguissem o contrário. A China, a Rússia, a Alemanha, a Índia e o mundo árabe são alguns exemplos de nações que aumentam as suas reservas de ouro. Por cá, numa nação dominada política e economicamente por grandes famílias que não passam de agentes de interesses estrangeiros muito mais poderosos, fazemos o contrário, e foi para isso mesmo que este regime foi imposto.

Convém lembrar que esses factos se passam num momento especial, em que o declínio político e militar já não pode ser escondido pelo tom cada vez mais agressivo dos líderes ocidentais. Há cerca de um mês, isso ficou bem claro na Síria, e ficará cada vez mais claro. Agora mesmo fiquei a saber que a Rússia, pouco depois de ter iniciado a produção em série do míssil intercontinental balístico mais sofisticado do mundo, o RS Yars-24, está prestes a fazer o primeiro teste, ao menos oficial, com o misterioso RS-26. Não espero que o leitor saiba do que se trata, mas me limitarei que o Ocidente não possui nada equivalente e que os sistemas russos que funcionarão integrados com esses vectores colocarão a Rússia na posição de poder atacar impunemente:

Inside the Ring: Russia to test new missile

Enfim, o mundo mudou, mas os jornalistas continuam na mesma.

O que é o Politicamente Correto?


O mundo politicamente correto dos socialistas...


Paul vs Paul


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Assina lá o acordo, Obama


que os americanos em breve estarão...

Social democracia acaba em Socialismo


Em 1974, o Estado tinha um peso na economia de 20%. Em 2013, o Estado tem um peso na economia em quase 50%. 
E 3 bancarrotas em menos de 40 anos.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Orçamento do Estado 2014 em análise

João Cantiga Esteves

Em época de cortes nunca é demais olhar para o passado

(via história maximus)

A Reforma "Gorda" de Salazar

Em 1965, a Caixa Geral de Depósitos pagava pela Caixa Geral de Aposentações, a António de Oliveira Salazar, uma pensão de 2.726$00 escudos, que seria hoje o equivalente a cerca de 13,59€. Em termos comparativos, um aspirante a oficial miliciano do Exército ganhava em 1965, um salário de 1,800$00 escudos. 




As causas das bancarrotas quais são? Estão à vista...

Mais um post sem espinhas do Porta da Loja

Camilo Lourenço, jornalista especializado em assuntos de economia, está a dizer na RTPi que temos uma péssima classe política e que é essa a razão de termos já acumuladas, nestes últimos 39 anos, três bancarrotas. A prova? Nenhum outro país europeu conseguiu tal resultado.
E diz mais: se o tribunal Constitucional chumbar mais uma medida, tendo em conta que o que está prestes a ser decidido se aproxima dos mil e trezentos milhões de euros, fará "uma cruz" sobre Portugal. Será o momento do segundo resgate e da falência do nosso sistema que então será reformado " a pontapé".

Sobre as três bancarrotas, únicas em países da Europa ( mais nenhum outro país passou por isto) as contas são fáceis de fazer, lendo o que ao longo dos últimos meses se escreveu neste blog. Basta ler o que aconteceu entre 1974 e 1977, particularmente a posição política do PS de Mário Soares e basta ler o que sucedeu depois, nos anos oitenta , particularmente em 1983,novamente com a intervenção do PS de Mário Soares e contando com o "interregno" da AD de Sá Carneiro  , durante quase dois anos, insuficientes ( basta ler isto para entender que não teve tempo) para fazer qualquer mudança de relevo no sistema político-económico.Basta ler o que foi a "década prodigiosa" da nossa estupidez colectiva.
E se alguém tiver alguma dúvida de que foi a esquerda , a comunista e a socialista, a responsável directa pelo descalabro, basta ler isto. Sobre os abusos, a "festa" permanente e o descalabro constante nas contas, basta ler isto.

Feitas as contas, nas quais é preciso incluir o que sucedeu com a Constituição e as suas revisões ( Rui Machete foi presidente das comissões de revisão em duas delas...as fulcrais,  de 1989 e 1992) fica quase tudo explicadinho. A minha conclusão particular é que esta classe política,  com destaque para umas boas dezenas de apaniguados do sistema político-partidário, se governou.E muito bem. Enriqueceram, esses indivíduos que não passavam de uns pindéricos e que nunca teriam igual oportunidade caso o regime fosse de outra espécie e feitio.  Há alguns exemplos paradigmáticos: Jorge Coelho, Proença de Carvalho, Dias Loureiro, José Sócrates, Mário Soares, Almeida Santos, Sérvulo Correia, José Miguel Júdice, os Galvões Teles do MES, etc. etc. no quais se incluem azêmolas e chicos-espertos em barda. Armando Vara por exemplo. Ou Miguel Relvas.  

A história de qualquer um destes indivíduos é quase um roteiro explicativo das três bancarrotas. O caso mais singular destes todos? Um: o de Proença de Carvalho, o baixista. Amanhã veremos porquê.


Veio com 2 anos de atraso...

no DN

E lá surgiu o orçamento sem o famoso guião mas ao que parece bate com a lengalenga troikiana: 2/3 pelo lado da despesa e 1/3 pela receita 
(por mim era somente na despesa).

Agora é esperar que o tribunal constitucional não se meta no meio do caminho para não cairmos no bananal.


no Ionline