quarta-feira, 29 de março de 2017

Religião é tradição local

"Religião é tradição local, são hábitos que vão do nascimento, casamento, morte e toda a formação moral do povo. E são transmitidos de forma familiar."

Zazie


A propriedade

"A propriedade dos bens de gozo é exigência da natureza do homem, mas a dos bens produtivos, para sua exploração individual ou por intermédio do trabalho alheio, é antes uma vocação ou, se se quiser, uma competência. Todas as reformas que desconheçam esta realidade e pressuponham em todo o homem capacidade para dirigir o trabalho e administrar a riqueza encaminham-se ao fracasso económico e social." 

"A família exige por si mesma duas outras instituições: a propriedade privada e a herança."


António Oliveira Salazar



sábado, 18 de março de 2017

A economia de mercado

"A verdadeira economia de mercado é composta por uma centena de milhares de pequenas e médias empresas locais que produzem produtos de alta qualidade e baixo preço (sim, esse nirvana existe e é isso que nos é vedado na era democrática).

Grandes empresas globais, economia ~de escala~, big corps, massificação e produtos medíocres e não tão baratos são o resultado da democracia moderna. É o nefasto modelo americano dominando (e destruindo) o mundo sob o falso mantra de livre-mercado."


CFC


O liberalismo

"O liberalismo é contracto social, é iluminismo. É a legitimação psico-social de um estado. Na teoria garante-te que não vais ser escravo mas na prática transforma-te em um."

PG




sexta-feira, 17 de março de 2017

Por um princípio

A tradição portuguesa é católica, portanto se procurar um princípio devo começar por procurá-lo no catolicismo. Um princípio que traga o equilíbrio entre a colaboração autónoma e activa dos indivíduos e grupos e a coordenação e encorajamento do Estado.Para o catolicismo a primeira ideia a valorizar é a comunidade: “Certas sociedades, como a família e a cidade, correspondem de modo mais imediato à natureza do homem.” (Cat.1882) A comunidade é a base das famílias. Por isso o único sistema que a Igreja valoriza é um sistema que favoreça a comunidade e as famílias, porque é um sistema onde todos se conhecem, e todos conhecem aqueles em quem vão votar. Um sistema orgânico.
E o Estado, deve intervir muito, ou pouco? Responde o Catecismo:"(...) Uma intervenção exagerada do Estado pode constituir uma ameaça à liberdade e iniciativa pessoais. Por isso, a doutrina da Igreja elaborou o princípio dito da subsidiaridade."
O que é isso a que chamas de "princípio da subsidiaridade"? Responde o “Catecismo”:
"Segundo ele, uma sociedade de ordem superior não deve interferir na vida interna de uma sociedade de ordem inferior, privando-a das suas competências, mas deve, antes, apoiá-la em caso de necessidade e ajudá-la a coordenar a sua acção com a de outras componentes sociais, com vista ao bem comum".
Em Portugal esse princípio é respeitado? Não.
Alguém poderá, de forma insuspeita, invocar que encontramos, em concreto, este princípio consagrado na legislação europeia? Claro que não. Nos tratados da União Europeia reside um contra-senso insuperável desde já, porque a subsidiaridade acaba definida como um princípio político, abstracto e demasiadamente complicado, cheio de procedimentos contratuais, deformando-a na burocracia das instituições europeias. Portanto, uma farsa.
O que se tem visto é que cada vez mais cresce a intervenção das instituições superiores sobre a inferiores, na verdade numa subsidiaridade amordaçada. A Igreja tem como prioridade a família, por ordem decrescente chega à nação e por último à ordem mundial. Numa ordem hierárquica a família é o grupo mais importante. A instrumentalização que as instituições europeias querem mecanizar são o contrário à ideia da Igreja. O que para a Igreja é algo de natural (porque conforme à natureza humana) para a União Europeia torna-se a antítese de uma ideia do Bem.
Aqui entra o grande problema porque a aplicação da subsidiaridade é uma matéria de julgamento prudente, e o que a prudência requer é uma situação que pode variar muito mais significativamente. O Magistério Papal das encíclicas sociais é muito claro ao dizer que a intervenção por uma autoridade superior deve ser limitada no tempo e no escopo, e deve ser apenas para o propósito de habilitar comunidades e proteger os "direitos naturais" de grupos e indivíduos" (vide, "Encíclica Rerum Novarum").
Porém, se alcançado tal princípio, dentro da descentralização administrativa e da subsidiaridade, podem realizar o que o Magistério da Igreja Católica proclama, a promoção social genuína e o pessoal auto-aperfeiçoamento do homem.
Causa Tradicionalista

quarta-feira, 15 de março de 2017

O mito do atraso dos países de cultura católica ou a mentira de Weber


A propósito da velha história do atraso dos países de cultura católica demonstra como a tese de Weber tem grandes adeptos, ainda que não totalmente original, já tinha sido antecedida cerca de trinta anos pela tese de Antero de Quental com o sugestivo título de "Causas da decadência dos povos peninsulares" (mas claro, como é português a relevância é menor). Ambas as teses estão viciadas, mas não cabe aqui discutir isso(1).

É interessante como mesmo catedráticos e estudantes quase divinizam uma teoria que várias vezes foi refutada pela historiografia. Talvez porque a tese de Weber pareça elegante a olhos deslumbrados, principalmente a povos como os de cultura católica que sempre desprezaram a sua identidade para preferir imitar o estrangeiro (i,e., os povos protestantes).
O trauma em questão vem a propósito do suposto atraso das nações católicas em relação ás nações protestantes, um velho estribilho oitocentista que ganhou raízes profundas nas nossas academias. O argumento é falso e já o demonstrarei. Ofereço a proposta de Hayek que no discurso perante a Academia Sueca citou dois escolásticos ibéricos: Luís de Molina e Juan de Lugo, afirmando que a análise económica austríaca não era uma novidade, já tinha sido formulada nos século XVI e XVII e tinham origem católica e espanhola.
Exactamente, as ideias do capitalismo emergiram da Europa mediterrânica, herdeira da tradição grega, romana e tomista (3), influência muito mais decisiva do que na tradição dos filósofos escoceses do século XVIII (Adam Smith e David Hume). Um mesmo Hayek cita diversas vezes Molina, sim, Luís de Molina um padre jesuíta espanhol, a propósito da ideia do equilíbrio natural do mercado na formação do «preço natural» ou do «preço justo».
Aliás, foram dominicanos e jesuítas, professores de moral e teologia em universidades, como Salamanca e Coimbra, quem constituíram os focos mais importantes do pensamento durante o Século de Ouro espanhol, antecedendo Smith e antecipando em séculos a escola Austríaca. E, mesmo a teoria do protestante John Locke, sobre o consentimento popular, já tinha encontrado fundamento (católico) num escolástico de Salamanca chamado Juan de Mariana, embora também descritas por Suarez, outro grande teólogo (e o fundador do direito internacional moderno). Mas temos de acrescer que, tal concepção, nada tem a ver com o sofisma democrático do nosso tempo, e constitui uma rejeição da teoria do Contrato Social. Para Suárez o poder político é qualificado como "um consentimento da comunidade" entendido como um produto da natureza racional do homem. Aquilo que para Vitória é uma outorga de Deus, tanto ao governo, como à comunidade. Não existe oposição entre governantes e governados (como nas teorias demo-liberais) porque toda a comunidade é um corpo com funções concretas a desempenhar, e, o governo, em particular, deve atender ao bem comum.
Quanto ao capitalismo das nações protestantes, tanto Hugh Trevor Ropper, como Michael Novak (4), tinham já explicado que «a ideia de que o capitalismo industrial de larga escala era ideologicamente impossível antes da Reforma é negada pelo simples facto de que ele já existia.» (ROPPER) Aliás Michael Novak descobre o desenvolvimento do capitalismo em cidades como Antuérpia, Lisboa, Milão, Lucena, refutando assim a tese de Weber da "ética protestante".
E vem acrescentar ainda Henri Pirenne, uma década depois da publicação do livro de Weber ("A Ética protestante e o espírito do capitalismo"), baseando-se em documentação anterior à Reforma, de que "os aspectos essenciais do capitalismo - iniciativa individual, avanços no crédito, lucros comerciais, especulação, etc. - se podem encontrar a partir do século XII nas cidades-república da Itália - Veneza, Génova e Florença".
Como explicar então o declínio Peninsular? O que aconteceu deve-se aos ciclos históricos de ascensão e decadência dos povos. Simplesmente, aproveitando as palavras de Rodney Stark, os países protestantes do Norte ocuparam o lugar outrora "ocupado pelos velhos centros capitalistas do Mediterrâneo". Depois os países mediterrânicos, Portugal e Espanha, falharam em deduzir o sistema económico para o qual tanto contribuíram e perderam o passo do tempo. Tragicamente, também povos que passaram os últimos duzentos anos a copiar instituições contrárias à sua cultura, o que resultou em guerras e revoluções constantes ao longo do século XIX até ao século XX.
Mas não perdendo o fio ao pensamento. O ciclo dos pensadores da escolástica da Salamanca teria ainda um novo fôlego com o catalão Jaime Balmes (1810-1848), que além de teólogo foi economista e político católico, foi ele quem elaborou a lei da utilidade marginal vinte e sete anos antes de Carl Menger.
Sim, é verdade que o capitalismo tem origem religiosa, mas não é protestante, mas católica.
(1) uma desmistificação da tese de Weber: "Max Weber: The Lawyer as Social Thinker" Frank Parkin,Stephen P. Turner,Regis A. Factor (pp.162, 164, 165).
(2) "The Victory of Reason - How Christianity Led to Freedom, Capitalism and Western Success", Rodney Stark (pp.11-12)
(3) "As raízes escolásticas da Escola Austríaca e o problema com Adam Smith", Jesús Huerta de Soto
(4) mais uma desmistificação de Weber: "The Spirit of Democratic Capitalism", Michael Novak (pp.276-277)


Causa Tradicionalista

O prosador desconhecido

Salazar, o prosador desconhecido



sexta-feira, 10 de março de 2017

A maior conspiração

"A maior conspiração é a conspiração que afirma que não há conspiração."

AM


quarta-feira, 8 de março de 2017

A mulher

"A mulher só vale alguma coisa por que é totalmente diferente do homem. Igualdade entre dois seres torna um deles dispensável."

RQ


terça-feira, 7 de março de 2017

A Universidade Corporativa - complemento à Universidade Tradicional.

As universidades tradicionais têm uma enorme importância social na medida em que dão à população a oportunidade de procurar a continuidade e o aperfeiçoamento da sua formação. No entanto a complexidade da realidade e a inexperiência no novo status originou dúvidas que, com o passar dos tempos e a institucionalização da sociedade empresarial, se foram tornando cada vez maiores sobre a eficácia das universidades tradicionais no desenvolvimento de competências e habilidades dos seus alunos.

Pode verificar-se que os objectivos das universidades tradicionais têm um alvo muito abrangente.
As universidades tradicionais desempenham, ainda hoje, um importante papel no processo de aprendizagem, na formação inicial do indivíduo, construindo alicerces de conhecimentos teóricos, sociais e metodológicos, os quais constituirão a base para o desenvolvimento das competências necessárias para o mundo do trabalho e para formação de um indivíduo integral. 
As universidades tradicionais tinham como objectivo: 

- desenvolver competências essenciais para o mundo do trabalho; dar prioridade a uma sólida formação conceptual e universal; ter um sistema educacional formal; ensinar crenças e valores universais; desenvolver a cultura académica; formar homens competentes que garantissem o sucesso das instituições e da comunidade.

Menos abrangente é o papel das universidades corporativas, aparecidas na década de 50 do século passado.

O que são as universidades corporativas?

Poderemos defini-las como "dependências internas de educação e treino que apareceram nas empresas devido, por um lado à frustração com a qualidade e o conteúdo da educação pós-secundária e, por outro pela necessidade de uma aprendizagem permanente" - 'Ângela Marquez'

A finalidade das universidades corporativas é: 

- desenvolver competências essenciais para o sucesso do negócio; uma aprendizagem baseada na prática dos negócios; introduzir um sistema de desenvolvimento de pessoas pautado pela gestão por competências; ensinar crenças e valores da empresa e do ambiente de negócios; desenvolver a cultura empresarial; formar cidadãos competentes para garantir o sucesso das empresas e dos clientes.

O aumento dos jovens matriculados no ensino básico, a redução do abandono escolar e a importância da formação académica fez aumentar nos últimos anos o número de universidades e faculdades oferecendo cursos de graduação e pós-graduação.. 

A necessidade de aprendizagem contínua, associada à dificuldade de atender simultaneamente muitos profissionais, localizados em diversas áreas geográficas, determinou que as organizações procurassem alternativas, que não incluem somente os métodos e as instituições
tradicionais de ensino.

Os tradicionalistas não toleram a intromissão do Estado na vida das sociedades e dos corpos intermédios. Entre estes está a Universidade, onde o liberalismo encontrou um terreno favorável e fez dela um instrumento de doutrinação ideológica.

Na sua essência e pela sua própria natureza, a Universidade era livre e funcionava em regime de auto-gestão o que representava o mesmo que faziam os diversos corpos que formavam a sociedade tradicional, a autarquia e as liberdades concretas sem mediatizações políticas nem económicas, como as que hoje encontramos.
As liberdades tradicionais eram liberdades objectivas, tinham não só carácter territorial, mas também possuíam uma grande dimensão social e corporativa. 

Pensamos pois que é com base nos princípios de independência e liberdade em relação ao poder instalado a cada momento e na complementaridade entre a Universidade Tradicional e a chamada Universidade Corporativa que deve caminhar a Universidade, no sentido de formar homens capazes de satisfazerem as necessidades das instituições, da comunidade e das empresas.

Guilherme Koehler

sábado, 4 de março de 2017

Não há futuro para ninguém

"Quando não há futuro para as pessoas comuns, não há futuro para ninguém."

AM


A verdade

"A verdade gera ódio, e tem poucos amigos."

Santo Agostinho



sexta-feira, 3 de março de 2017

O controle do ensino

"Até a metade do século XVIII, a Companhia de Jesus detinha imensa parte do ensino dentro e fora da Europa, das missões, e eram tradicionalmente os tutores, confessores e directores espirituais dos príncipes da Casa d' Áustria, dos réis de Portugal e de Espanha.

Era uma influência e tanto, uma vez que conselhos espirituais são sagrados. 

O Grande Oriente não podia tolerar, os nobres e príncipes envolvidos com a Maçonaria, já eram muitos a aquela altura, começaram a instigar os monarcas contra a ordem, para que fosse expulsa, inventando mil motivos.

Foi o que, tragicamente, aconteceu. Os jesuítas foram expulsos de quase todos os países, e acabaram por serem fechados em 1772 pelo Papa, que estava sob pressão. 

Os iluministas e "estrangeirados" (vocábulo usado pelos nobres portugueses para designar os que copiavam as modernidades da França), estando à da seita miserável do Enciclopedismo, então tomaram o controle do ensino. Quem pensa que a situação trágica pela qual passa a Europa hoje começou do dia para a noite se engana muito."

MP


terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Uma forma de Governo

 Erik von Kuehnelt-Leddihn, do livro "Liberty or Equality"

por Manuel Pinto de Rezende, em 16.11.09


Qualquer tipo de forma de governo adaptada para a preservação da Liberdade nos tempos modernos e por forma a evitar os erros calamitosos que a propagação do republicanismo democrata pelo Mundo têm provocado a esta causa, deve basear-se em 4 premissas:

 
1- a maior quantidade possível de liberdade pessoal (de um ponto de vista razoável e racional) deve ser preservada e protegida, visto que a liberdade é parte e parcela do Bem Comum;

2- o sistema partidário deve ser abolido devido à sua tendência e deriva totalitarista;

3- a luta ideológico-filosófica, que não pode ser parte constituinte da orgânica da máquina governamental, devido às suas incompatibilidades, tem de ser relegada para o plano privado;

4- a vontade da maioria não tem o direito de prevalecer sobre o Razoável e o Útil; a perspectiva utilitária e os valores racionais devem ser subordinados à Ética e à Religião;

Com base nas três primeiras premissas, E.v. Kuehnelt-Leddihn propõe que se estabeleça uma "igualdade" constitucional entre um Corpo Representativo Corporativo e Popular e a burocracia Executiva e Administrativa.
Os membros da Câmara (ou Dieta, ou Corte) corporativa são eleitos livremente. A Administração (e por conseguinte o Executivo) consiste em funcionários provenientes de todas as camadas da população, escolhidos com base num processo competitivo de exames e dois ou três anos de estágio onde serão avaliados de acordo com a sua habilidade e conhecimentos.

Os Partidos, obviamente, poderão constituir uma base idológica que terá oportunidade de propagandizar as suas ideias e influenciar a política na Câmara Corporativa.

O último orgão, que tem um representante na Câmara, é o Supremo Tribunal (ou Tribunal Constitucional) constituído por membros designados pelas universidades (presume-se que pelos departamentos de Direito) e por representantes das religiões (ou Religião), cuja função é examinar a concordância das Leis com a Constituição e a Lei Moral e Ética.
Os dois departamentos do Supremo Tribunal tem um direito absoluto de veto sobre as propostas de Lei da Câmara e dos projectos-Lei do Executivo, sendo que tem direito, pelo seu representante parlamentar, a apresentar moções e propostas.

O Chefe de Estado será, preferencialmente, um Monarca, visto este reforçar a ideia de continuidade nos trabalhos do Governo e também se poder constituir como membro "desinteressado" capaz de votar contra o Executivo ou a Câmara, caso estes dois órgãos entrem em clivagem.

É evidente que todo este sistema, na opinião de Kuehnelt-Leddihn, tem de se basear em numa Constituição que defina e limita as prerrogativas e poderes do Estado. As liberdades humanas devem ser salvaguardadas em documento escrito, com diligência.
Segundo o autor, após expressas as dificuldades de implantar em países de cultura católica o modelo parlamentar protestante, deve-se aplicar o modelo federativo ao invés do democrático.
Assim, prefere-se o modelo Corporativo porque, quanto mais pequena a unidade, mais fácil e aconselhável é a aplicação da Democracia, evitando-se o aninomato de massas e a irresponsabilidade dos eleitores.

A exigência de qualidade nos órgãos Executivos, escolhidos por avaliação das suas capacidades em vez de eleitos, prende-se no princípio Liberal, e não democrático, da preservação das Liberdades e do Estado de Direito. Sabe-se que as massas, por norma, são inimigas da Liberdade. Um Governo elitista, um Executivo arrogante devido à sua escolha por prestígio em vez da eleição, deverão ser defeitos facilmente evitados na governação do país se a Constituição lhes limitar os poderes de forma a os terem em menor parte que os actuais regimes parlamentares.

Para Erik von Kuehnelt-Leddihn, o que um Liberal (o autor escreve libertarian) mais deseja é um governo mínimo e estável, justo e eficiente. As actuais democracias providenciam governos oversized instáveisjustos ineficientes, enquanto que as ditaduras totalitárias do século XX sempre foram modelos de governo máximo, estável, mas injusto e só ligeiramente eficientes.
O nível exigido a um estadista é, hoje, superior, muito superior, ao que alguma vez foi necessário, por exemplo, para a condução e acordo de convenções importantíssimas para a história, como a de Viena em 1815.
No entanto, diplomatas do nível de MetternichTalleyrand e vom Stein são cada vez mais escassos.

A escolha entre o amadorismo democrata e o profissionalismo "federal" é, por fim, exemplificada por Leddihn num último exemplo:
Imagine o leitor que está num barco, navegando os Mares do Sul, a milhas da costa, e repentinamente sofre um forte ataque de apendicite, necessitando urgentemente de uma cirurgia. A bordo está um doutor com o pior dos possíveis aspectos, bêbado de fama, de mãos trementes e óculos embaciados.
Com ele viaja um jovem brlhante, de qualidades deliciosas, filósofo, bom conversante, pintor e pensador, que nos merece a total aprovação e admiração.

A quem confiaríamos o bisturi?

A resposta a este enigma, além de trazer na resposta, dependente de cada um, a solução entre democracia e o mérito, traz também a resolução da dúvida entre a república e a Monarquia, e a razão pela qual o mais medíocre dos Monarcas, treinado para o seu cargo, terá uma incrível vantagem sobre qualquer admirável amador popular da república.