sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Custou mas valeu a pena D.ª Arminda!


Só falta agora criar um jingle assim...

Liguem o som no volume máximo e vamos dançar o estatismo cultural!

O mito da deflação

Por Paulo Monteiro Rosa,

Uma resposta rápida, em poucos minutos, que acabei de dar a alguém... No Jornal de Negócios. Ainda continua enraizado na cabeça das pessoas o mito da deflação. São os pseudo-economistas desta vida e que "fazem" a mainstream, infelizmente.

Existem bens que são sempre comprados. Existem necessidades a ser satisfeitas. Além disso se os bens estão mais baratos, a propensão ao seu consumo aumenta exponencialmente. IPhones a 200 ou 300 euros vendiam-se 3 vezes mais.

Os salários aumentam. Não é preciso negociar aumentos. Tem que ser a própria empresa a fazer esse papel...

Os jovens poupam menos e consomem mais. A deflação também traz mais poupança e mais dinheiro para investimentos criteriosos e de longo prazo.

O Japão teve deflação mas sempre cresceu. Em média 1% nos últimos 20 anos. O problema do Japão é o envelhecimentos da população (e começa a ser também o da Europa), os EUA não têm esse problema.

Existe, realmente, má deflação. Aquela que é provocada pela desvalorização do imobiliário, de bolhas bolsistas, etc. Mas é uma deflação que é consequência de uma política inflacionista por partes das autoridades, nomeadamente dos bancos centrais. Veja a descida das taxas de juro da FED de 6% para 1% de 2000 para 2003, criando uma duplicação do preço do imobiliário em 5 anos. Depois vêm subprimes, etc. O respectivo ajustamento...

Preços mais baratos é positivo para as empresas. Todos os seus custos descem, rendas, inputs, excepto salários... a negociação agora é do lado da empresa e juros. No entanto a empresa tem mais poupança à sua disposição e investimentos em bens e serviços intensivos em capital. Existe uma reestruturação do tecido empresarial para empresas competitivas extra-preço, em criatividade, em produtos tecnológicos, etc. Medicina, biotecnologia, informática, etc...

Os países que mais cresceram nos últimos 70 anos, Japão e Alemanha tinham baixa inflação. O crescimento da China, com inflação, não é sustentável no longo prazo. Se a China continuar a crescer nas próximas décadas e com base em produtos tecnológicas, competitivos extra-preço, veremos desinflação na China. Caso contrário a China desaparece do mapa...

Em economia todos os bens são escassos. Mas nos países desenvolvidos, com baixa inflação têm bastante produção e a quantidade e qualidade de bens e serviços colocados à disposição da sociedade são muitíssimos (Marx, chamava erradamente superprodução. Esta nunca existe, porque os bens são escassos) no entanto estes países têm inflação baixa e se tivessem deflação ainda estariam melhor. Mas tem que existir inflação, mesmo nos países mais civilizados, para alimentar uma certa elite que nada faz e vive à custa do trabalho dos outros e encostados aos Estados que são cada vez maiores e mais endividados. Na Europa o nível de vida é significativamente superior ao da China. Em média, um português vive muito melhor que um chinês.

A inflação é a ausência de produção. O Zimbabué fechou as quintas todas e depois achava que resolvia o problema emissão de moeda. Pois era preciso um carros de notas para comprar um kilo de milho, porque as quintas não produziam. Quanto mais inflação, menos produção e menos bem estar. Deflação é sinónimo de muita produção e bem estar.

A inflação dá uma benesse aqueles que querem viver da poupança dos outros, do trabalho que os outros realizaram. A deflação protege os trabalhadores, os aforradores que trabalharam...

E as empresas que pediram emprestado para investirem, com deflação vão ser esmagadas pelos custos de fianaciamentos? Não. Se os investimentos forem em bens necessários à sociedade e novas necessidades como um tablet, um smartphone, uma viagem à lua, então os custos de financiamento mais que serão compensados. Mas se investiram em bens de rápido como o imobiliário.

Nunca se esqueçam que os bens vão sempre perdendo valor, excepto os terrenos quando não existe especulação. Uma casa comprada hoje vale menos daqui por 10 anos em termos reais. A moda muda tudo, novos estilos de casas, com novas funcionalidades. O mesmo acontece com os carros e muito mais com um smartphone. Com um kilo de arroz? esse já foi consumido. Novos produtos estão sempre a nascer e para isso acontecer é preciso poupança...

A inflação é o contrário...

http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/os_efeitos_da_queda_de_precos_nas_nossas_vidas.html
 

A copa do Brasil é uma festa!

O que em Portugal é tragédia no Brasil vira palhaçada...


VERGONHA INTERNACIONAL 

A edição da revista FRANCE FOOTBALL esta semana veio com a capa toda negra, onde se lê “Peur sur le Mondial”, algo como: “Medo do Mundial”, sendo que a letra “O” da palavra “mondial” está a bandeira do Brasil, e onde deveria estar escrito “Ordem e Progresso”, foi colocada uma tarja negra.


No subtítulo diz: Atingido por uma crise econômica e social, o Brasil está longe de ser aquele paraíso imaginado pela FIFA para organizar uma Copa do Mundo, a menos de 5 meses do mundial, o Brasil virou uma terrível fonte de angústia.

A revista pode ser acessada no site:www.francefootball.com mas apenas se vê a capa, a reportagem, de 12 páginas, não está liberada no Brasil. (CENSURA!)

ALGUNS FATOS SOBRE A COPA:

POLÍTICA:


- A FIFA não pediu o Brasil para sediar a Copa, foi o Brasil que procurou a FIFA e fez a proposta.

- A corrupção no Brasil é endêmica, do povo ao governo.

- A burocracia é cultural, tudo precisa ser carimbado, gerando milhões para os Cartórios.

- Tudo se desenvolve a base de propinas.

- Todo o alto escalão do governo Lula está preso por corrupção, mas os artistas e grande parte da população acham que eles são honestos, e fazem campanhas para recolher dinheiro para eles.

- Hoje, tudo que acontece de errado no Brasil, a culpa é da FIFA, antes era dos EUA, já foi de Portugal, o brasileiro não tem culpa de nada.

- O Brasileiro dá mais importância ao futebol do que à política.

- A carga tributária do Brasil é altíssima maior que a da França, e os serviços públicos são péssimos comparáveis aos do Congo.

- Mas o Brasileiro médio pensa que ele mora na Suíça. Quem está lá, na verdade, é a FIFA.

- A FIFA, como imagem institucional, busca não associar-se a ditaduras. Tanto que excluiu a África do Sul na época do Apartheid e, ao contrário do COI, recusou a candidatura da China, apesar das ótimas condições que o país oferecia. Mas o Brasil, sede da Copa, vive um caso de amor com ditaduras.

- O Brasil pleiteava uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU, para sentar-se ao lado França, mas devido ao seu alinhamento com ditaduras, a França já se manifestou contrariamente.

- A Presidente Brasileira parece estar alienada da realidade e diz que será o melhor mundial de todos os tempos, isso, melhor que o do Japão, dos EUA, da França, da Alemanha. http://www.youtube.com/watch?v=urmR5fXMJu8

- Só ela pensa assim, na FIFA se fala em maior erro estratégico da história da Instituição.

CONFRONTOS:

- Ano passado os brasileiros saíram as ruas para manifestar, pela primeira vez se viu um movimento assim num país acostumado a inércia, mas o Governo disse que eles eram baderneiros e reprimiu o movimento com violência. 2 mortos, mais de 2000 feridos, mais de 2000 prisões. Ninguém responsabilizado...

- Analisando mortes em estádios: www.youtube.com/watch?v=8bn17OLPyOY

OBRAS:

- O Brasil foi o país que teve mais tempo na história de todos os mundiais para prepará-lo: 7 anos, mas o Brasil é o mais atrasado.

- O Francês Jérome Valcke, secretário geral da FIFA criticou o Brasil pelos atrasos. O governo brasileiro disse que não conversaria mais com Jérome Valcke.

- A França teve apenas 3 anos, e finalizou as obras 1 ano e 2 meses antes.

- A África do Sul teve 5 anos, e terminou com 5 meses de antecedência.

- A pouco mais de 3 meses da Copa, o Brasil ainda tem que fazer 15% do previsto.

- O custo do “Stade de France” foi de 280 milhões de Euros (o mais caro da França), uma vergonha se comparado ao “Olimpiastadium” sede da final da Copa da Alemanha em 2006, que consumiu menos de 140 milhões de Euros.

- Mas perto do Brasil isso não é nada. Cada estádio custa em média mais de 1/2 bilhão de Euros.

- E o dinheiro sai do bolso do Brasileiro. Tudo é financiado com recursos públicos. Na França tudo foi financiado com recursos privados.

- As empreiteiras é que ganham muito e há muita corrupção para os políticos.

- Na França, os Estádios são multi-uso, servem para competições olímpicas, jogos de Rugby, e são centro de lazer, com lojas e restaurantes e estacionamento nos outros dias da semana. No Brasil são usados só para jogos.
- Em Brasília estão construindo um Estádio para 68.000 pessoas, sendo que o time local está na quarta divisão do campeonato brasileiro e tem média de público de 600 pagantes. Tudo com financiamento público.

- Em São Paulo há 2 estádios, Morumbi e Pacaembú, ao invés de reformá-los, construíram um 3o. estádio, Itaquerão, 23km do centro da cidade e sem metrô até lá.

- O ex-presidente Lula, torcedor do Corinthians, empenhou-se pessoalmente para que construíssem este estádio em vez de reformar um dos outros 2 já existentes.

- Exceto seus correligionários, ninguém acredita que Lula foi movido por amor ao “Timão” .

- Lula é amigo íntimo de Marcelo Bahia, Diretor da Odebrecht, vencedora da licitação. Um reforma custaria menos de 100 milhões de Euros, um novo estádio tinha previsão de custo inicial de 300 milhões de Euros (mas já passou de 500 milhões) um dos mais caros da história da humanidade. Lula e Marcelo são constantemente vistos em caríssimos restaurantes de Paris, tomando bons vinhos franceses.

TRANSPORTES:

- A atual presidente Dilma Rousseff garantiu que faria um trem-bala, nos moldes do TGV Francês, que ligaria 4 cidades-sede: SP-RJ-BH-Brasilia. A promessa está gravada em redes sociais. (www.estadao.com.br/noticias/esportes,governo-garante-trem-bala-pronto-ate-a-copa-de-2014,381839,0.htm)

- Em 2009 foram aprovados 13 bilhões de Euros no PAC, uma soma gigantesca de dinheiro, suficiente para construir um TGV de Paris a Cabul no Afeganistão. Nunca se viu um orçamento tão alto.

- Nenhuma das cidades-sede tem metrô até o Aeroporto.

- Para os taxistas não há cursos de inglês financiados pelo governo, mas para as prostitutas sim. Parece piada, mas é verdade: (vide:www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/01/1211528-prostitutas-de-bh-tem-aulas-gratis-de-ingles-para-se-preparar-para-a-copa.shtml)

- Metrôs não funcionam bem, não cobre nem 10% das cidades ou simplesmente não existem.

- O sistema de ônibus é complicadíssimo e ineficiente.

- O aeroporto da Megalópolis São Paulo tem uma capacidade de receber vôos inferior ao Aeroporto da pequena cidade de Orly, no interior da França.

- Os preços de passagens de aviões dispararam. Por um trajeto de 400km chegam a cobrar 1.000Euros durante a copa.

- Como o Brasil não tem infraestrutura, não aproveitará a alta demanda, devendo permitir que empresas aéreas estrangeiras atuem durante a Copa, o lucro virá para a Europa ou os EUA.

- Aluguel de carros é caríssimo, e, como disse um ex-presidente brasileiro, Fernando Collor, também afastado por corrupção, os carros brasileiros são carroças, sem os principais itens de segurança.

- Faixa de pedestre não serve para nada, não espere que os carros parem. Atropelam, matam e fogem.

- Apesar do Brasil ser autossuficiente em petróleo e estar do lado de países da OPEP, como Venezuela e 
Equador, a gasolina uma das mais caras do mundo, e de péssima qualidade, misturada com etanol e solvente de borracha, não há fiscalização nos postos.

- Mas o Brasileiro defende o monopólio do petróleo. É o único país do mundo onde os consumidores acham que o monopólio é bom para o consumidor, e não para o monopolista.

SAÚDE:

- O Brasil precisa importar médicos de Cuba, já que não tem competência para formar médicos no próprio país. Acredite: Há um programa governamental para isso.

- O Brasil gasta apenas 4% do seu PIB com saúde, e 12% com pagamentos de funcionários públicos. Nos últimos anos o gasto com funcionários cresceu, e com saúde encolheu.

- A França gasta 12% com saúde e 4% com funcionalismo.

HOSPEDAGEM:

- Paris é a cidade mais visitada do mundo, com quase 20 milhões de turistas / ano. São Paulo é menos visitada que a pequena Benidorm na Espanha, ou que a cinza Varsóvia, na Polónia ou a poluída Chenzen na China.

- São Paulo perde para Buenos Aires, Cuzco e outras cidades Sul americanas.

- Amarga o posto 68 na lista das mais visitadas do mundo.

- No entanto, um hotel em São Paulo custa em média 40% mais do que se hospedar em um equivalente hotel em Paris.

- Leve adaptador de tomada. O Brasil adotou um sistema que só existe no Brasil, e muda a cada 4 ou 5 anos, gerando milhões para algumas empresas.

TELECOMUNICAÇÕES:

- Minuto de celular mais caro do mundo. vide http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/10/

- O sinal é péssimo, um dos piores do mundo.

- 4G não existe na maioria das cidades.

- A internet é horrível e caríssima. Para o Brasil chegar aos níveis do Iraque deveria dobrar o investimento em banda larga. vide http://veja.abril.com.br/noticia/vida-digital/conexao-de-internet-no-brasil-e-mais-lenta-que-no-iraque-e-cazaquistao

SEGURANÇA:

- Se você não gostou do que leu até agora, o pior está aqui.

- No Brasil há mais assassinatos que na Palestina, no Afeganistão, Síria e no Iraque JUNTOS.

- No Brasil há mais assassinatos que em toda a AMÉRICA DO NORTE + EUROPA + JAPÃO + OCEANIA.

- A guerra do Vietnã matou 50.000 pessoas em 7 anos. No Brasil se mata a mesma quantidade em um ano.

- Ano passado foram 50.177 segundo o governo, segundo a ONGs superam 63.000 mortes.

- Todo brasileiro conhece alguém que foi assassinado.

- 1% dos casos resultam em prisão.

- Este 1% não chega a cumprir 1/6 da pena, e é beneficiado por vantagens que se dão aos criminosos.

- Não leve o cartão consigo, você pode ser vítima de uma espécie de sequestro que só tem no Brasil: “Sequestro Relâmpago”.

- Não use relógios, máquinas fotográficas, celulares, pulseiras, brincos, colares, anéis, bolsas caras, bonés caros, óculos caros, tênis caro, etc… vista-se da forma mais simples possível.

- Não ande pelas ruas após as 22hs.

- Só faça câmbio em bancos ou casas autorizadas. Existe uma grande quantidade de moeda falsa e estrangeiros são alvo fácil.

CONCLUSÃO:

- O que falta no Brasil é educação. Os números são assustadores, mesmo quando comparados com seus vizinhos sul americanos.

- O Brasil tem uma porcentagem de universitários menor que o Paraguai;

- A Argentina tem 5 prêmios Nobel, a Colômbia 3, o Chile 3, a Venezuela 1, a Colômbia 4, o Brasil??? Zero!

- Entre as 300 melhores Universidades do mundo, não tem nenhuma Universidade Brasileira.

- No Brasil há 33.000.000 de analfabetos funcionais.

- Ano passado surgiram 300.000 novos analfabetos.

- No ranking da ONU de 2012 o Brasil, que já estava mal colocado, caiu mais 3 posições, e hoje é o número 88 no mundo. (A França é 5.)

- UMA VERGONHA INTERNACIONAL mas o brasileiro está muito feliz de ser pentacampeão de futebol. Nos corredores da FIFA já se admite que foi o maior erro da história da Instituição eleger o Brasil como sede.

(autor desconhecido)


A copa do Brasil é uma festa!


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O maior desfalque da história de Portugal


Os abrileiros arrebentaram com mais de metade do ouro de Salazar. O maior desfalque da história de Portugal que ninguém quer denunciar.

É que nem nas invasões napoleónicas, a maçonaria armada desfalcou tanto o país como conseguiu a maçonaria partidocrata.


Este é o verdadeiro quadro que a maioria dos portugueses não consegue enxergar e que não vem retratado nos merdia.



Para os crentes no estado


Onde estavam os tribunais quando a coisa foi mesmo a doer?

(via Portugal Profundo)

Mas mesmo dessas vistas - às quais já não podemos pôr localmente os olhos em cima, ricos anéis de dedos aflitos -, temos de abdicar em alturas de crise, como fizemos com grande parte das 
865 toneladas do ouro que nos deixou o velhote...



terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

E o próximo ministro da cultura do PS é....


Miró coño



O submergente Brasil

Uma das passagens mais memoráveis dos últimos anos foi quando eu ouvi, em uma entrevista para uma rede de televisão inglesa, determinado operador de mercado metendo a língua entre os dentes. "Goldman Sachs's rules de world" - ele disse. Que coisa! O espanto! Os jornalistas seguraram o fôlego preenchendo seus pulmões com aquele ar seco de estúdio fechado. Aquilo havia sido uma grande revelação; como assim um banco comandava o mundo? E a liga das nações, a comunidade européia, Otan, ONU, FMI, o raio que o parta? Uma entidade PRIVADA comandando o mundo? Que coisa horrorosa! 

Tenho certeza que ele disse isso por falta de tempo, pois sabia que a sua janela de entrevista seria curta, mas, se pudesse desenvolver, com certeza a sua ideia seria: Existe um pequeno grupo com mais de oitenta por cento do capital circulando no mundo em suas mãos que ditam as regras. E as regras são antigas, elaboradas e muito bem sacramentadas desde a época dos Rothschild's e todo aquele que quiser ir de encontro ao que se exibe no teatro será lançado para fora, rumo ao picadeiro. 

Os países ricos não são ricos porque nasceram assim. Se tornaram ricos após séculos de uma estrutura social, cultural, mercantil, filosófica e, principalmente, comercial muito bem definidas. Eles criaram o mundo que enxergamos e determinaram como deveria ocorrer o dia a dia, do nascimento ao por do sol, do ônibus que você pega ao almoço que consome, do jornal nacional que assiste a novela que exibe o beijo gay. Tudo é controlado por uma enorme mão invisível chamada capital. E tem sido assim desde sempre. 

O que ocorreu nos últimos dez anos é que um evento chamado SUPER CICLO DAS COMMODITIES proporcionou a países terceiro mundistas - como o Brasil e Índia - determinado grau de evidência após anos com crescimento acima um dígito alto. Estes cresceram, pleitearam, gritaram: "O mundo não é só Estados Unidos e mais uma dúzia! O mundo está aqui! Nós somos o futuro!" - lembro como se fosse hoje quando os BRICS - hoje five fragiles - se reuniram para criar uma moeda nova, alternativa ao Dólar e ao Euro, para que pudessem transacionar com uma pecúnia MAIS SEGURA do que essa droga que havia se tornado a moeda primeiro mundista. Todos estavam adorando isso. Lembro, inclusive, que um político havia falado que o Real seria a moeda mais forte do mundo, após o episódio da Marolinha, do Banco do Brasil e tudo mais. 

O fato é que o Brasil não é livre. Longe disso. Eu adoro quando as pessoas comentam que países como a Suécia, Finlândia e Islândia são exemplos de mercados planificados que deram certo. Todos esses países possuem um mercado mais capitalista que o Brasil. Todos! Nós só ficamos atrás da Coréia do Norte, Venezuela, Argentina e mais umas republiquetas da antiga união soviética. Somos, das 10 maiores economias do mundo, a mais fechada e de longe; de muito longe! 

O fato é que a água baixou e quem estava nú mostrou a pistolinha de fora. O ciclo de commodities acabou, duas crises ocorreram - na verdade uma só, pois, na minha opinião, a crise européia foi uma exportação da sub-prime dos EUA para o resto do mundo, em mais uma jogada genial dos Americanos - e todo mundo retraiu. Sentaram-se nas cadeiras, viram os bônus baixarem e disseram: "Espera ai, que droga é essa de países do futuro que nem trem possui? Que país do futuro é esse que possui uma malha viária equiparada a dos anos 50 dos EUA?". Pois bem. O capital foi embora. 

O que os "donos da bola" - nesse enorme jogo - estão fazendo não é nada mais do que dizerem: "Ah, é? São grandinhos? Vamos ver como se saem, agora". Retiram o dinheiro, o mercado mingua, revela a nossa essência: Bananeiros rudes, traficantes de pau Brasil, eternos índios e tudo mais. Só falta o arco e a flecha. Tudo que conseguimos com esses anos de "prosperidade" aplicamos em consumo. Zero em infraestrutura ou reformas necessárias. Foi tudo para tanque, máquina de lavar, televisão de LCD e casa de reboco. 

Nossa poderosa classe média? Meu Deus, parem com isso. São empregadas domésticas, porteiros, vendedores de sapato, barbeiros que tiveram crédito em suas mãos em juros menores e parcelas infinitas. A grande maioria - 85% deles, de acordo com uma pesquisa da folha - sequer faz qualquer tipo de controle de orçamento. DANÇAM FUNK, pelo amor de Deus. É isso que levará o nosso país a um futuro retumbante? 

O Brasil sempre foi o melhor país do mundo para se ganhar dinheiro, se você está de fora. O que farão agora é, simplesmente, repetir a cena. Baterão no país até que ele caia de joelhos, sem dinheiro, ou melhor, de quatro, lambendo o chão pedindo pela volta do capital. Aumentaremos os juros até 12.50% ainda em 2014, na tentativa de convencê-los de que estamos arrependidos, de que aprendemos que o nosso lugar é na cozinha, de onde jamais deveríamos ter saído sem antes aprendermos a usar os talheres. E, por incrível que pareça, ainda baterão mais um pouco, apenas para termos consciência do castigo. 

Com as costas marcadas, com a bolsa próxima do fundo dos fundos, com as Estatais valendo 1/3 do que valiam há apenas meia década, falarão: "Beleza, vamos voltar" e comprarão tudo lá embaixo. Veremos inúmeros modelos de "concessões" surgindo e sendo arrematada pelos investidores de fora. Agradeceremos, com nossos poucos dentes, pelo retorno dos comandantes, porque, capitão, só lá de fora, mesmo. A história provou que o Brasil é terra de marujo, onde todos dizem saber aonde fica o norte, mas ninguém sabe usar uma bússola. 

E o mundo volta a sua normalidade.



Ícaro Carvalho



segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

E que tal fazermos mais ricos?

Sabia que...

Que todos aqueles que ganham mensalmente mais de 1.775 Euros... (2.500 Dólares).
Fazem parte do 1% mais rico do mundo?

Pagar imposto sobre o trabalho é pois uma aberração.


Faça o teste e descubra onde se situa em relação ao resto do mundo no quesito riqueza. 


http://www.globalrichlist.com/


sábado, 1 de fevereiro de 2014

A coisa no Brasil está cada vez mais surreal ou sucialista


Preços 'surreais' do verão do Rio têm omelete a R$ 99 e croissant por R$ 25


Este é um verão de preços quentes no Rio de Janeiro. Valores bem apimentados preenchem os cardápios de bares e restaurantes. A discussão sobre os abusos ganhou força nas redes sociais. É olhar para o cardápio e a reação é quase uma unanimidade. Para ilustrar esse espanto, a reportagem do Jornal Nacional percorreu restaurantes no Rio e comparou com os preços em Nova York, Londres e Paris.
Em um restaurante em Copacabana, um omelete de camarões grandes custa R$ 99,10. A receita leva seis camarões e quatro ovos. Em um restaurante no Rockfeller Center, em Nova York, também tem omelete com camarões, mas custa 16 dólares e trinta e dois cents, o equivalente a R$ 40,05. Voltando para o Rio, o misto quente em uma lanchonete custa R$ 17,90. Já o croissant, com o mesmo recheio de queijo e presunto: R$ 25,90.
“Pedaço de pão com presunto e um queijo é um absurdo, R$ 5 já era um preço mais ou menos”, disse Mário Denadai, técnico em prótese dentária.
A reportagem comparou com o preço na terra do croissant, Paris. O francês não tem recheio e não passa de 1,15 €, por volta de R$ 4. De volta aos preços cariocas, é a vez do sorvete. Uma bola, R$ 10. Comer uma porção de seis pastéis com vista para o mar do Arpoador sai por R$ 38 o de camarão, e R$ 36 o de queijo.
O suco de frutas no Rio também assusta o freguês. Um copo de 500 ml de suco de melancia, R$ 11,10. É claro que no preço das lanchonetes e restaurantes estão embutidos todos os impostos e encargos. Mesmo assim, a reportagem foi até uma feira para descobrir qual a quantidade de melancia é possível comprar com R$ 11,10. Cinco quilos da fruta rendem até 12 copos de suco.
Quem entende de batata acha que uma porção de batata frita a R$ 30 reais, cobrados em um quiosque, também é demais. Em Londres, uma porção de batatas fritas custa 3,90 libras. Cerca de R$ 15,60. A indignação com preços abusivos foi parar nas redes sociais. A primeira reclamação foi feita por duas amigas: R$ 20 reais por um picolé na praia. Em 24 horas já eram mais de 50 mil curtidas.
O passo seguinte foi criar um espaço para que todos denunciassem os preços abusivos. “O que a gente está propondo através do site é que você não apenas reclame. É que você não pague, compreende? Porque se o preço é caro, você acha que o preço é caro, você não pague por ele”, disse Andréa Cals, jornalista. Em uma brincadeira, a moeda para fazer compras no Rio foi batizada de "Surreal".

No passado riu-se muito com isto...


Hoje você está a pagar a conta do circo.

Socialismo sempre a querer fazer o próximo de palhaço.