terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
A estrutura da mentalidade ideológica
"A estrutura da mentalidade ideológica não tem ideologia: não é de
direita ou de esquerda, conservadora ou liberal, fascista ou anarquista,
católica tradicionalista ou católica modernista, feminista ou machista,
gayzista ou homofóbica.
A estrutura da mentalidade ideológica contamina tudo por onde passa: a mais “democrática” e sagaz das doenças do espírito. Corrompe a consciência, prostitui a verdade, seduz a imaginação. É, de longe, a mais humana das fragilidades.
Infeliz daquele que não se supera em honestidade, amor à verdade e uma boa dose de senso de realidade."
Francisco Razzo
A estrutura da mentalidade ideológica contamina tudo por onde passa: a mais “democrática” e sagaz das doenças do espírito. Corrompe a consciência, prostitui a verdade, seduz a imaginação. É, de longe, a mais humana das fragilidades.
Infeliz daquele que não se supera em honestidade, amor à verdade e uma boa dose de senso de realidade."
Francisco Razzo
Um tacho! Um tacho! O meu reino por um tacho!
«A
horse! a horse! my kingdom for a horse!»
Já que a retoma do poder pelo PS não acontecerá a tempo de ir a
eurocomissário, José Sócrates pressiona
para ser eurodeputado.
Ferro - recém reformado in extremis antes da mudança das regras das pensões -, também. E Lurdes, porque tem a prestação da casa de luxo para pagar (mais as despesas legais do julgamento...). Além de Assis, disponível para o sacrifício ao modelo franciscano de vida em Estrasburgo e Bruxelas.
Entretanto, vitorioso na primária da AD sobre Vítor Gaspar, em julho de 2007, e ajustado desde então negócio com Passos, Portas saltará do Governo (e do CDS...) para comissário europeu.
Não interessam as instituições, não interessa, o povo não interessa a Pátria. A única coisa importante para a classe política atual é o dinheiro.
Ferro - recém reformado in extremis antes da mudança das regras das pensões -, também. E Lurdes, porque tem a prestação da casa de luxo para pagar (mais as despesas legais do julgamento...). Além de Assis, disponível para o sacrifício ao modelo franciscano de vida em Estrasburgo e Bruxelas.
Entretanto, vitorioso na primária da AD sobre Vítor Gaspar, em julho de 2007, e ajustado desde então negócio com Passos, Portas saltará do Governo (e do CDS...) para comissário europeu.
Não interessam as instituições, não interessa, o povo não interessa a Pátria. A única coisa importante para a classe política atual é o dinheiro.
É assim que espalhamos magia pelos 4 cantos
Na cultura portuguesa, o que conta no final é isto: um português, nascido em Angola e radicado nas Caxinas, tendo tanto de genialidade como de humildade, carrega às costas toda a generosidade que lhe é possível suportar, partilhando-a com os nossos irmãos brasileiros e seduzindo-os com as suas palavras e o seu sotaque. É hora e meia de puro colonialismo intelectual, igual àquele que fez dos portugueses o povo com a cultura mais equilibrada e mais bem preparada para abraçar todas as outras que já existiram, que existem e que ainda estão por existir.
O 5º Império do Padre António Vieira e do Fernando Pessoa, para mim, começa assim:
Tiago Mestre
O 5º Império do Padre António Vieira e do Fernando Pessoa, para mim, começa assim:
Tiago Mestre
domingo, 16 de fevereiro de 2014
Poor Heart
O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, considerou hoje que será «extremamente difícil, senão impossível» para a Escócia independente aderir à União Europeia (UE), no caso desta região britânica votar pela independência no referendo de setembro.
aqui
aqui
Não é o regime mais adequado a Portugal
(via Liceu Aristotélico)
"Não, não me pareceu que a revolução de 1974 tal como estava a ser feita, conduzisse a alguma coisa em que valesse a pena colocar essas ideias. Pareceu-me que era um pronunciamento militar sem grande largueza política e que por outro lado se entrava em passo de pôr imediatamente Portugal a caminho de um regime parlamentarista que continuo a achar que não é o regime mais adequado a Portugal."
Agostinho da Silva
"Não, não me pareceu que a revolução de 1974 tal como estava a ser feita, conduzisse a alguma coisa em que valesse a pena colocar essas ideias. Pareceu-me que era um pronunciamento militar sem grande largueza política e que por outro lado se entrava em passo de pôr imediatamente Portugal a caminho de um regime parlamentarista que continuo a achar que não é o regime mais adequado a Portugal."
Agostinho da Silva
sábado, 15 de fevereiro de 2014
Eu não estou interessado em ganhar dinheiro
A esposa de Mises, Margit Mises, escreveu um livro muito belo sobre os dias em que viveu ao lado do grande intelectual. A narrativa é sensível e bastante cuidadosa na descrição dos aspectos da vida privada de seu amado esposo, a quem carinhosamente chamava “Lu”.
Destaco aqui um trecho do texto de Margit: “Certa vez Lu me contou ter sido convidado para assumir uma posição de destaque perante o Banco Credit-Anstal, principal instituição financeira de Viena, em 1920; todavia, ele recusou a oferta. Quando o indaguei sobre a recusa, Mises me disse que um grande ‘crash’ se aproximava e que não desejava ver seu nome associado a esse acontecimento. Assim, Mises optou por escrever e lecionar. ‘- Se você deseja um homem rico, não se case comigo. Eu não estou interessado em ganhar dinheiro. Estou escrevendo sobre dinheiro, mas nunca terei grandes quantias a minha disposição’.”
Destaco aqui um trecho do texto de Margit: “Certa vez Lu me contou ter sido convidado para assumir uma posição de destaque perante o Banco Credit-Anstal, principal instituição financeira de Viena, em 1920; todavia, ele recusou a oferta. Quando o indaguei sobre a recusa, Mises me disse que um grande ‘crash’ se aproximava e que não desejava ver seu nome associado a esse acontecimento. Assim, Mises optou por escrever e lecionar. ‘- Se você deseja um homem rico, não se case comigo. Eu não estou interessado em ganhar dinheiro. Estou escrevendo sobre dinheiro, mas nunca terei grandes quantias a minha disposição’.”
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Cleptocracia à la Chipre
Aconselho vivamente os leitores deste blog a ler este artigo do ZeroHedge. Não é para lançar o pânico, é apenas para nos ajudar a compreender e a avaliar o regime.
Fica aqui o rebuçado:
"the savings of the European Union's 500 million citizens could be used to fund long-term investments to boost the economy and help plug the gap left by banks since the financial crisis, an EU document says."
Tiago Mestre
Fica aqui o rebuçado:
"the savings of the European Union's 500 million citizens could be used to fund long-term investments to boost the economy and help plug the gap left by banks since the financial crisis, an EU document says."
Tiago Mestre
O modelo de governação
Por Pedro Arroja
24-01-2014 (artigo publicado no publicado no jornal Vida Economica)
As dificuldades por que Portugal vem passando nos últimos anos são o resultado directo da má governação do país, caracterizada por um elevado desemprego, défices externos e orçamentais, crise das instituições, como a justiça e a segurança social, e um enorme endividamento. Como se governa um país?
Esta questão não tem resposta universal – a melhor maneira de governar um país depende de país para país. Existe, porém, uma forte corrente filosófica e de opinião, que tem origem no norte da Europa e na América do Norte, que considera que a resposta a esta questão é absoluta e universal, e que a melhor maneira de governar um país é através da democracia partidária.
Esta corrente de opinião apenas se divide ligeiramente em duas correntes no que respeita ao papel do Estado, a corrente germânica ou do norte da Europa (social-democracia) enfatizando o papel do Estado e a corrente anglo-saxónica (democracia liberal) desvalorizando-o.
Esta corrente de opinião, na versão americana ou de democracia liberal, teve nas últimas décadas a sua mais conhecida expressão filosófica na tese do Fim da História de Francis Fukuyama.
Esta corrente de opinião, na versão americana ou de democracia liberal, teve nas últimas décadas a sua mais conhecida expressão filosófica na tese do Fim da História de Francis Fukuyama.
A ideia era a de que se a democracia-liberal era boa para a América e os americanos, se tinha trazido felicidade e prosperidade à América e aos americanos, se a América e os americanos gostavam dela, então todos os países e todos os povos haviam de gostar dela.
Todos os países do mundo estavam destinados a ser democracias e desejosos da democracia. Foi animada por esta ideia que a América iniciou em 2003 a Guerra do Iraque, sob a Administração Bush.
Todos os países do mundo estavam destinados a ser democracias e desejosos da democracia. Foi animada por esta ideia que a América iniciou em 2003 a Guerra do Iraque, sob a Administração Bush.
Os americanos estavam convencidos que iriam levar a felicidade ao povo iraquiano, e libertá-lo, apeando Saddam Hussein do poder, e instaurando em seu lugar um regime de democracia liberal semelhante ao americano.
O resultado não poderia ter sido mais contrário às expectativas. Aquilo que os americanos deixaram no Iraque foi uma guerra civil permanente onde continuam a morrer milhares de pessoas todos os anos, senão mesmo todos os meses.
O resultado não poderia ter sido mais contrário às expectativas. Aquilo que os americanos deixaram no Iraque foi uma guerra civil permanente onde continuam a morrer milhares de pessoas todos os anos, senão mesmo todos os meses.
Portugal, embora em grau mais atenuado, sofre das mesmas razões do Iraque. Com a nossa adesão à União Europeia em 1986 e, em parte, por ser a Alemanha a pôr o dinheiro para o projecto europeu, criou-se a ideia na Europa – uma ideia muito bem aceite em Portugal – que o modelo de governação alemã – que é o modelo da social-democracia ou do socialismo democrático, inventado pelos próprios alemães – é o modelo universal de governação de todos os países, e o melhor de todos os modelos. Os resultados estão à vista. Este modelo de governação devastou a economia e as finanças do país, e também muitas das suas instituições, com a justiça à cabeça. Então, qual é o melhor modelo de governação?
A resposta a esta questão implica reconhecer, em primeiro lugar, que não existe um modelo óptimo de governação válido para todos os países, mas que ele varia de país para país. Em segundo lugar, que o melhor modelo de governação de um certo país é aquele com o qual ao longo da história a população desse país se deu melhor, é o modelo de governação que a tradição desse país consagrou.
A última questão é, então, a de saber qual o melhor modelo de governação para Portugal, qual o modelo de governação com o qual os portugueses se deram melhor ao longo dos seus quase nove séculos de história, qual é, enfim, o modelo de governação da tradição portuguesa?
É a Monarquia Absoluta. Desde a Revolução Liberal de 1820, em que o rei perdeu poderes para os ceder à democracia – iniciando o período da chamada Monarquia Constitucional -, mais ainda quando em 1910 o Rei foi afastado e substituído por um Presidente da República, que Portugal nunca mais foi bem governado. Nestes duzentos anos, a única excepção foi o período em que Portugal viveu sob um modelo de governação absolutamente excepcional, em que Salazar, não sendo rei, tinha poderes que o aproximavam muito de um rei absoluto.
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