sábado, 29 de outubro de 2016

Sendo politicamente correcto



Quem estuda e medita sobre a História

"Quem estuda e medita sobre a História pode viver, em uma vida só, a vida inteira da Humanidade."

RGK


domingo, 16 de outubro de 2016

A República dos Sonhos



A república dos soños

O Couto Mixto foi unha “terra de ninguén” durante moitos anos. Os seus habitantes podían elixir a súa nacionalidade e dispoñían de privilexios como a liberdade de comercio. As leis que rexían este espazo tan singular gardábanse nun cofre baixo a custodia de tres chaves que estaban en mans de tres veciños das tres aldeas que conformaban o Couto Mixto.

No ano 1868, a través do acordo de fonteiras entre España e Portugal extínguiase o Couto Mixto e as tres aldeas pasaban a formar parte dos terreos españois. Ao mesmo tempo que desaparecía o Couto Mixto, tamén o facían os seus privilexios. O comercio complicouse e surxiron rutas clandestinas de contrabando e a presenza de bandoleiros pola zona encheron o imaxinario do lugar con lendas e contos onde se narran as súas feitorías.

Na actualidade o Couto Mixto é unha zona abandoada a súa sorte, a falta de comunicacións, a escasez de emprego atractivo para a xente nova fai que esta zona sufra a pandemia que sufre o rural galego e portugués: o abandono do rural polos grandes núcleos urbáns, o envellecemento da súa poboación e a falta de relevo xeracional.


Ver também: Um modelo de sucesso governativo





sábado, 15 de outubro de 2016

Coincidência ou não

"Coincidência ou não, a paz, a literatura e a economia eram bem melhores antes de Alfred Nobel."

DM


quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Quem, em sã consciência, dispararia algum tiro agora?


Agora está todo mundo dizendo que haverá uma terceira guerra mundial e que o Putin está preparando para pôr o bilau na mesa.

É sério? Mas para que?

Se a Hilary é eleita, e há chances reais de que isso ocorra, a Rússia está na melhor posição desde o início da guerra fria.

Qualquer pessoa que foi minimamente educada sabe quem é que saiu vitorioso com o "término" da guerra fria. Quem é que ganhou as coisas quando os muros alemães foram removidos.

Porque é que diabos o Putin jogaria tudo isso para o alto?

São 50 anos de ocupação, de desinformação, de domínio cultural e literário, académico, do politicamente correto, do bom mocismo racial e da confusão generalizada com questões de género e familiares.

O que a China e a Rússia precisam é apenas se sentarem e aguardarem mais cinco ou seis gerações e está tudo acabado.

Quem, em sã consciência, dispararia algum tiro agora?

IC


segunda-feira, 3 de outubro de 2016

A maior desgraça da democracia

"A maior desgraça da democracia, é que ela traz à tona a força numérica dos idiotas, que são a maioria da humanidade."
Nelson Rodrigues

sábado, 1 de outubro de 2016

Certa ou Louca?

"A teologia está certa quando parece louca; louca a política quando parece certa"
Agostinho da Silva




A Constituição Imperial Brasileira de 1824





A Constituição Imperial Brasileira de 1824 não reconhecia a hereditariedade dos títulos e privilégios de nobreza, que se transmitem à descendência. Reconhecia apenas os títulos e privilégios concedidos ao valor individual, pois já estava infectada pelo liberalismo. 
Algo que, como explica Plinio Corrêa de Oliveira, prejudicou a formação, o fortalecimento e a perpetuação de uma classe nobre no sentido pleno da palavra, para prejuízo do país e da própria monarquia.
''A Constituição Imperial Brasileira de 1824 não reconhecia privilégios de nascimento: 'Ficam abolidos todos os privilégios que não forem julgados essencial e inteiramente ligados aos cargos por utilidade pública' (Constituição Política do Império do Brasil, artº 179, nº XVI). Este dispositivo da nossa primeira Constituição Imperial trazia como consequência o não reconhecimento da hereditariedade dos títulos de Nobreza, outorgados pelo Imperador. Reflectia tal dispositivo a influência do individualismo e do liberalismo, a qual soprou, na Europa como na América, ao longo de todo o século XIX, e que ainda nos nossos dias se mostra presente em muitas instituições, leis e costumes. A ideia era de que o título de nobreza só seria compatível com os progressos daqueles tempos se premiasse méritos individuais. Os méritos dos antepassados de nenhum modo deveriam beneficiar os descendentes respectivos. (...)
Bem se vê que títulos concedidos apenas aos agraciados, com exclusão da descendência, não poderiam dar origem a uma classe social no sentido estrito da palavra. Pois esta última só tem a normalidade das suas condições de existência, quando constituída de famílias e não de meros indivíduos.''
Plinio Corrêa de Oliveira. ''Nobreza e elites tradicionais análogas nas alocuções de Pio XII ao Patriciado e à Nobreza romana''. Livraria Civilização Editora, 1993, Parte II, pp., 34-35

FL


segunda-feira, 26 de setembro de 2016

terça-feira, 20 de setembro de 2016

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

A formação do Brasil


''O Brasil formou-se, despreocupados os seus colonizadores da unidade ou pureza de raça. Durante quase todo o século XVI a Colônia esteve escancarada a estrangeiros, só importando às autoridades coloniais que fossem de Fé ou Religião católica. Handelmann notou que para ser admitido como colono do Brasil no século XVI a principal exigência era professar a religião cristã: 'somente cristãos' -- e em Portugal isso queria dizer católicos -- 'podiam adquirir sesmarias'...
Através de certas épocas coloniais observou-se a prática de ir um frade a bordo de todo navio que chegasse a porto brasileiro, a fim de examinar a consciência, a Fé, a religião do adventício. O que barrava então o imigrante era a heterodoxia; a mancha de herege na alma e não a mongólica no corpo. Do que se fazia questão era da saúde religiosa... O frade ia a bordo indagar da ortodoxia do indivíduo como hoje se indaga da sua doença e da sua raça... O português esquece raça e considera ser igual aquele que tem religião igual à que professa.
Essa solidariedade manteve-se entre nós esplendidamente através de toda a nossa formação colonial, reunindo-nos contra os calvinistas franceses, contra os reformados holandeses, contra os protestantes ingleses. Daí ser tão difícil, na verdade, separar o brasileiro do católico: o catolicismo foi realmente o cimento da nossa unidade.''

Gilberto Freyre. ''Casa-Grande & Senzala''. Edit. José Olympio, São Paulo, 1946, pp., 121-123

FL


sábado, 17 de setembro de 2016

O espírito de partido


«... Em numerosos países, e em Portugal sem dúvida, a noção, o espírito, a finalidade dos partidos corromperam-se e as agremiações partidárias converteram-se em clientelas, sucessiva ou conjuntamente alimentadas pelo Tesouro. Findo o período romântico, ou até antes disso, que se segue às revoluções ditas liberais do começo do século XIX e em que os debates parlamentares revelavam com erudição e eloquência preferência pelas grandes aspirações nacionais, a realização partidarista começou a envilecer-se. 
Duvido se alguma vez representou o que se esperava; desde os meados do século passado até 1926 - em monarquia e em república - a vida partidária tem seus altos e baixos mas deixa de corresponder aos interesses políticos e distancia-se cada vez mais do interesse nacional. A fusão ou desagregação de partidos, as combinações políticas são fruto de conflitos e de paixões, compromissos entre facções concorrentes, mas nada têm que ver com o País e os seus problemas.
Aqui e além tenta-se regulamentar, moralizar, constitucionalizar a vida partidária. Tudo embalde. Um partido, vários partidos dispõem do poder - são governo; mas não se encontra, como poderia supor-se, relação concreta nem entre os actos de governo e os programas partidários nem entre os programas e as exigências da Nação. Nós chegámos aos últimos extremos na república parlamentar com 52 governos em menos de 16 anos de regime.
A única conclusão possível é que a fórmula partidária faliu e de tal modo que apregoá-la como solução para o problema político português não oferece o mínimo de base experimental que permita admiti-la à discussão. Mas pode ir-se mais longe e invocar para contra-prova a experiência de mais de vinte anos de política sem partidos, de política nacional simplesmente.
O espírito de partido corrompe ou desvirtua o poder, deforma a visão dos problemas de governo, sacrifica a ordem natural das soluções, sobrepõe-se ao interesse nacional, dificulta, se não impede completamente, a utilização dos valores nacionais para o bem comum. Este aspecto é para mim dos mais graves».

Oliveira Salazar («O Meu Depoimento», Discurso de S. Ex.ª o Presidente do Conselho, na Sessão Inaugural da II Conferência da União Nacional, no Porto, em 7 de Janeiro de 1949).


terça-feira, 13 de setembro de 2016

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

A censura prévia

"Uma das melhores características do regime salazarista em Portugal foi a existência da Censura Prévia. Graças a esta Portugal manteve-se longe da subversão comunista, afastou gramscinianos, cortou indecências e manteve a sua ordem pública. Infelizmente, os comunistas e outras pessoas de ideologias subversivas ousaram acabar com esta. E, por isso, estamos onde estamos. Com manuais escolares comunistas, jornais impregnados de valores do marxismo cultural, publicidades relativistas e indecência."

DT