segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Oxalá...

... que este momento tendencialmente positivo para a economia portuguesa não baixe o ímpeto dos líderes políticos em reduzir o Défice para ZERO.

Só com défice ZERO poderemos iniciar a redução do stock líquido da dívida.

Défice ZERO pode ser um drama para o curto prazo da economia portuguesa, já que teremos que reduzir pelo menos 10 mil milhões de euros na despesa, mas se queremos um país mais livre e menos endividado no futuro, o caminho é este.

Tiago Mestre

Em cartaz na Broadway

Uma comédia sobre sexo, mercados e austeridade

"A comédia do ano" - New York Times

 "Uma comédia europeia como há muito tempo não se via" - Wall Street Journal

Porque estados, merdias e esquerdalha não batem bem III


Porque estados, merdias e esquerdalha não batem bem II

Todos os anos as pessoas são confrontadas com notícias deste tipo:


A malta da esquerda lá chora em público (lágrimas de crocodilo) na tentativa de conseguir uns cobres alheios e faz disto uma causa de combate contra o capitalismo selvagem (quem mais).

O estado tenta logo regular tudo e todos para fingir que o estado social tem algum fundamento na coesão social...

E depois temos a realidade dos números que ninguém quer perceber:

(dados 2012)

Portugal PIB: 165 (mil milhões)

Fortuna dos ricos: 16,5 ((mil milhões) (10,0% PIB) » criam riqueza

Despesa do Estado: 78 (mil milhões) (47,4% PIB) » exploram a riqueza dos outros

Défice do estado: 10,6 (mil milhões) (6,4% PIB) » além da exploração o estado também se endivida



O problema está mesmo nos ricos?

Porque estados, merdias e esquerdalha não batem bem

Todos os anos as pessoas são confrontadas com notícias deste tipo:

Os 85 mais ricos têm tanto como a metade mais pobre.

A malta da esquerda lá chora em público (lágrimas de crocodilo) na tentativa de conseguir uns cobres alheios e faz disto uma causa de combate contra o capitalismo selvagem (quem mais).

O estado tenta logo regular tudo e todos para fingir que o estado social tem algum fundamento na coesão social...

E depois temos a realidade dos números que ninguém quer perceber:





A inflação é crime


Não existe liberdade sem autoritarismo

"Liberdade social exige um autoritarismo individual.

Não há liberdade pública sem que o homem seja o ditador de si mesmo."

Bruno Garschagen

Para que serviram mesmo as renováveis?

Para renovar negociatas.


domingo, 19 de janeiro de 2014

Parem de alimentar os animais


(via Estado Sentido)

Mais money

por John Wolf, em 19.01.14
Quando ouvimos mais uma estória sobre uma loja que fecha e deixa mais três no desemprego, sabemos que Portugal está bem e recomenda-se. Quando percorremos os corredores do supermercado e observamos que o número de desdentados cresceu, sabemos que a agência de rating não se enganou. Quando reparamos que algumas pessoas que conhecemos subitamente apresentam cabelos grisalhos, sabemos que Portugal dobrou a esquina. Quando escutamos o desabafo de um desconhecido choroso que não consegue pagar a renda, sabemos que a retoma é uma certeza. Quando ficamos a saber que aquele idoso simpático deixou de poder medicar-se, sabemos que estamos a salvo.Quando escutamos que os bancos Europeus precisam de ainda mais dinheiro, está tudo explicado. 

sábado, 18 de janeiro de 2014

Ladrão que rouba ladrão


O progresso da implementação democrática na Síria


Eu paguei a Hitler


...
CARTA A HITLER 1940

«Acabo neste momento de ter conhecimento da notícia da confiscação dos meus bens publicada no "Jornal Oficial" nº 293 de 14 de Dezembro de 1939.


Esta notícia não é acompanhada de quaisquer razões justificativas do procedimento a que se refere. Devo acentuar que até esse dia não foram tomadas contra mim previamente quaisquer providências de ordem legal ou administrativa.  Até esse dia não recebi comunicação do governo alemão sobre assuntos que me dissessem respeito, a não ser notícias do gauleiten de Essen, dr. A. Vogler. Este disse-me se eu consentisse retirar o memorando que na minha qualidade de membro do Reichstag tinha dirigido ao presidente desta assembleia e em queimar todas as cópias desse memorando, nenhum procedimento seria adoptado contra a minha pessoa ou os meus bens. Toda a gente sabe que repeli este oferecimento por entender que as minhas opiniões políticas devem exprimir-e livremente desde que me atribuiram a qualidade de membro do Reichstag.

Por outro lado nunca me fizeram qualquer sugestão para prestar esclarecimentos sobre as minhas actividades pessoais ou políticas ou sobre qualquer assunto que com elas se relacionassem. O próprio Ministério da Propaganda nunca adoptou qualquer providência contra mim. Por tudo isto, a confiscação dos meus bens, tal como aparece no "Jornal Oficial", sobretudo porque diz respeito a um membro categorizado do Reichstag, constitui uma ilegalidade clara e brutal e um acto que equivale a uma violação aberta da Constituição. Protesto com  a maior energia contra ela (...)

A minha consciência nada tem a lamentar. Estou certo que não posso ser responsabilizado por qualquer acto menos correcto. O meu único erro foi ter acreditado em vós, Adolfo Hitler, considerando-vos o chefe de todos os alemães e em ter acreditado na pureza do vosso movimento, na minha qualidade de patriota apaixonado e de grande amigo da terra alemã. Desde 1923 que fiz os maiores sacrifícios pela causa nacional-socialista, combati por ela, com palavras e factos, sem desejar para mim qualquer recompensa e inspirado apenas pela ideia de que o nosso infeliz povo alemão encontrara o caminho da ressurreição.

Os acontecimentos que ocorreram em seguida ao advento do nacional-socialismo e à vossa escolha para cargo de Chanceler, pareciam justificar as minhas esperanças, pelo menos até ao momento em que Von Pappen ocupou as funções de vice chanceler, pois foi ele que influiu junto do espírito do Marechal Hedinburgo para fazer a vossa nomeação. Perante o Marechal, fizestes na Igreja de Potsdam o juramento solene de respeitar a Constituição. Não deveis esquecer que a vossa ascensão e a vossa escolha para cargo de Chanceler são uma consequência, não de qualquer acto revolucionário, mas de uma determinação legal tomada de acordo com os princípios liberais que vos comprometestes a respeitar.

Estes acontecimentos iniciais foram seguidos de uma série de episódios sinistros. As primeiras medidas de perseguição contra a religião cristã, as quais tomaram aspecto de crueldade em relação aos sacerdotes e se revestiram de modalidades insultuosas, para a Igreja, levaram-me a protestar desde o início, embora dos meus protestos nada tivesse resultado.

Quando em 9 de Dezembro de 1938 os judeus foram despojados dos seus bens e martirizados pelos processos mais cobardes e brutais, quando os seus templos foram arrasados em todo o território da Alemanha, voltei a protestar com a maior energia. Para dar maior significado ao meu protesto, pedi a minha demissão do cargo de Conselheiro de Estado. Nenhuma destas atitudes, porém, conseguiu qualquer resultado.

Agora verifico que fizestes causa comum com o Comunismo. O vosso ministro da Propaganda tem mesmo a ousadia de afirmar, que os alemães honestos que votaram por vós, julgando-vos o adversário irredutível do comunismo, são, no fundo, semelhantes aos revolucionários que mergulharam a Rússia na miséria e que vós próprio denunciastes no "Mein Kampf", como "criminosos vulgares e sangrentos".

Quando a grande catástrofe apareceu como um facto consumado e a Alemanha se viu mais uma vez envolvida na guerra, sem que para isso tivesse sido pedido prévio assentimento do Parlamento ou do Conselho de Estado, declarei, de maneira categórica, que me opunha com a maior energia a essa política.

Na minha qualidade de Membro do Reichstag considero um dever sagrado expor a minha opinião e mantê-la. É um crime contra o povo alemão se os seus homens representativos, e especialmente aqueles responsáveis pelos seus destinos, não puderem exprimir as suas opiniões. Por mim não estou disposto a pactuar como comparsa dessa comédia. Recuso-me terminantemente a associar o meu nome aos vossos actos, apesar da vossa declaração feita no Reichstag a 1 de Setembro de 1939, segundo a qual quem não estiver convosco, deve ser considerado traidor e tratado como tal. 

Protesto contra a política seguida por vós nos últimos anos. Protesto sobretudo contra a guerra na qual frivolamente envolvestes o povo alemão e pela qual vós e os vossos conselheiros assumirão todas as responsabilidades. O meu passado constitui a melhor garantia de que ninguém pode formular contra mim qualquer acusação de traição.

Em 1923 eu, um homem desarmado, correndo os maiores riscos, organizei o movimento de resistência nos territórios ocupados pelos vencedores da última guerra, os Aliados, resistência essa que salvou para a Nação alemã, a Renânia e o Ruhr. (Das maiores regiões industriais da Alemanha).

Compareci perante o Tribunal Marcial sem nenhuma espécie de receio e expressei bem alto a minha fé no futuro da Pátria alemã. São precisamente esses meus actos que tornam para mim impossível renunciar aos ideais verdadeiros e à doutrina original do nacional-socialismo que, segundo a vossa própria convicção, por mais de uma vez exposta em minha casa, se destinam a criar a paz social e uma ordem estável. Permito-me mesmo recordar que recebi pessoalmente de vós, instruções rigorosas em Dusseldorf para ali proceder no sentido de realizar estes objectivos. É certo que um ano depois vós aprovastes o internamento no campo de concentração de Dachau, do homem que, por combinação entre mim e o vosso substituto, Rudolfo Hess, tinha sido nomeado para dirigir um instituto criado para esse efeito. E permito-me recordar-vos que foi nesse mesmo campo de Dachau que um sobrinho meu encontrou há pouco, inesperadamente a morte. A propriedade que esse meu sobrinho possuía perto de Salzburgo, foi confiscada e dada de presente ao ministro Ribbentrop que não hesitou em receber nela o ministro dos Negócios Estrangeiros de Mussolini.

Ainda me permito recordar-vos que Goering não foi certamente enviado para Roma, onde se avistou com o santo padre, nem para Dorn onde teve ocasião de conversar com o antigo Kaiser, a fim de combinar com ambos, a maneira mais cómoda de fazer uma aliança com o comunismo.  Isso não impediu que vós tívésseis de repente concluído essa aliança, praticando um acto que tinha sido previamente verberado por vós com a maior energia, nas páginas dedicadas ao assunto no livro a que pusestes o nome "MEIN KAMPF".

Nesse livro vós dizeis:"O simples facto de concluir uma aliança com a Rússia constitui o prólogo da próxima guerra. O fim dessa aliança, será o fim da própria Alemanha."

Noutra passagem do mesmo livro, vós dizeis:"Os chefes da Rússia actual não tiveram nunca a intenção de concluir honestamente qualquer acordo e muito menos pensaram alguma vez em cumprir honestamente aquilo a que se comprometeram. 

E ainda noutra passagem do mesmo livro se pode ler:"Nenhum país pode concluir um tratado com um parceiro cujo único interesse reside precisamente na sua destruição."

A vossa política portanto, é uma política de suicídio. Quem vai ser o beneficiário dela? (permiti-me fazer o link, devido à importância da pergunta de Thyssen) Se os finlandeses não reduzirem essa política a nada certamente o farão os vossos mortais inimigos de ontem e cordiais amigos de hoje, os comunistas russos.
A vossa política será destruída pela Rússia, a Rússia de quem o vossso mais próximo colaborador, Keppler, secretário geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros e diplomata muito hábil, dizia em 1939, numa sessão de comissões do Reichstag, que era conveniente germanizá-la até aos Urais.

Quero acreditar que estas palavras francas do vosso conselheiro e confidente não conseguirão diminuir o efeito doloroso provocado pelo telegrama que dirigistes ao vosso amigo ESTALINE, no dia do seu aniversário natalício.


A vossa política de aproximação com os sovietes está arrastando a Alemanha para um abismo e precipitando o povo alemão na ruína. Arrepiai caminho  enquanto é tempo. Recordai-vos do vosso juramento feito em Potsdam. Dai ao Reich um Parlamento livre. Dai ao povo alemão liberdade de expressão. Dai ao povo alemão liberdade de Consciência, de Pensamento e Expressão. Dai-lhe as necessárias garantias para que possam restabelecer-se rapidamente a lei e a ordem e para que os tratados e acordos internacionais possam voltar a fazer-se com boa fé e confiança. Só evitando novos actos de agressão e evitando novos derramamentos inúteis  de sangue será possível à Alemanha concluir uma paz honrosa e manter a sua unidade.

A opinião pública internacional exige que seja dada uma explicação dos motivos que me levaram a abandonar a Alemanha. Até agora conservei-me silencioso. Todos os documentos e provas escritas que documentam os meus quinze anos de luta, continuam em meu poder mas nunca foram revelados. No momento em que minha Pátria está combatendo numa batalha dura, não desejo de maneira nenhuma oferecer aos seus inimigos mais armas morais do que aquelas que já possuem. Sou um alemão e alemão desejo continuar a ser. Sinto orgulho da minha nacionalidade e desejo continuar a senti-lo até ao último alento. Precisamente porque sou alemão e penso assim, não desejo falar nas horas de amargura que o meu povo está atravessando, mas não deixarei de o fazer no dia que se tornar necessário proceder no interesse da verdade. Dentro do meu peito sinto porém, a voz amargurada do povo alemão que exige:"Volta para trás e restaura a liberdade, a lei e os sentimentos de humanidade do Reich alemão".

Esperarei silenciosamente pelos vossos actos. Mas quero ainda acreditar que o texto desta carta não será escondido dos olhos do povo alemão. Desejo ainda esperar. Se, porém as minhas palavras, as palavras de um alemão livre e sincero, forem escondidas do povo a que pertenço, então proponho-me a apelar para a consciência e para o julgamento definitivo dos outros povos do mundo. Até lá, quero ainda esperar.

Heil Deutschland!»

Assinado: Fritz Thyssen

...

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Continuam correndo sozinhos no páreo

Certa vez eu estava conversando com o Jonas Faga. Falávamos sobre o ritmo de impressão monetária dos pacotes de expansão Americano - novidade! O tema é sempre esse! - e, de repente, algo ocorre:

- Mas, Jonas, uma hora isso vai dar merda.

- Vai.

- Os Americanos tornaram o mercado viciado em seu pacote de impressão. Esse fornecimento de liquidez gera inflação, cria dinheiro a partir do nada e, por maiores que sejam a demanda por dólares no mundo, por mais atrelados que sejam os seus contratos de cessão tecnológica, ligações contratuais com a necessidade do mundo em se dolarizar para comprar petróleo da OPEP, uma hora nós veremos a depreciação do dólar. Isso é matemático. Inevitável. O que deve estar segurando isso é a fragilidade - justamente - de todo o resto, em especial do Euro e da comunidade Européia.

- A questão é: Até que ponto os Americanos iriam para defender o seu direito de imprimirem dólares, de expandirem a dívida.

E isso veio como uma bacia d'água sobre a minha cabeça. E é verdade. Tudo na teoria é bonito, nos livros, nos cálculos, na planilha e na nossa tentativa de achar que a realidade segue os esboços dos nosso teoremas; mas não é assim. Quase nunca é assim.

A grande maioria das pessoas acreditam que, de alguma forma, quanto mais você estuda mais conhece sobre algo. Ledo engano! Quanto mais se estuda mais você percebe que todo paradigma é quebrado, que toda conclusão "óbvia e absoluta" sobre determinado tema acaba, mais cedo ou mais tarde, levando aquele que concluiu a uma queda vertiginosa. Hoje, em 2014, quanto mais eu penso sobre o que será do mundo ao longo desse ano, mais certeza eu tenho de que só existe uma única resposta correta: Eu não sei. Não sei e nenhum de nós sabe!

Não conseguimos enxergar o elefante por inteiro. Temos que nos contentar no tato, buscando algumas peças, parte a parte, paciente e repetidas vezes, até que algo comece a se formar em nossas cabeças. E para os próximos 10 anos? Pior ainda!

A lógica pede para que eu diga que a inflação crescerá nos Estados Unidos se o seu ritmo de fornecimento de liquidez não encontrar um freio - se não econômico, ao menos moral, pois a dívida que está sendo deixada para as futuras gerações é enorme. Mas, os Estados Unidos se beneficiam justamente da completa ausência de uma moeda para lhes fazer contra-peso. As opções seriam:

01. O Iene Japonês. Moeda advinda de um país que se encontra em deflação econômica desde 1986. Apesar dos pacotes de estímulo do país, este simplesmente não consegue forçar o seu povo a consumir. Não há aquecimento econômico desde antes do meu nascimento. A população envelhece no ritmo mais assustador do globo. Sua política de empregos e estabilidade engessa o mercado.

02. O Yuane Chinês. Não preciso nem discutir: Apesar da pujança financeira do "continente Chinês", ainda se trata de um país absolutamente fechado, sem democracia instituída, cujas pessoas, acredito eu, não abririam mão de uma moeda que, apesar de todos os seus males inflacionários ainda é livre, para adotarem em seus contratos coeficientes de crença em um Estado que, por decreto, pode nacionalizar tudo e invalidar o resto ou qualquer outro surto histérico totalitário.

03. O Euro. Era a moeda mais forte, sem dúvida, o concorrente de peso para desbancar o dólar. Quem puder ler o estatuto da união Européia estará diante de um dos mais belos documentos econômicos e políticos já feitos. Incentiva-se a livre circulação de bens, de pessoas, do comércio, isenção de taxas, aumento da competitividade, mas, na prática, pouco está sendo colocado pra valer. Quando falamos de comunidade Européia a primeira coisa que lembramos é da palavra: Crise. Bastou meia década de liberdade para tomada de empréstimos a juros Alemães por parte dos países menos responsáveis do grupo para que o estrago fosse feito. A Europa milenar, conhecedora e pivô do nosso legado cultural humanitário, atolou-se de dinheiro a juros baixos e comprou grande parte dos JUNKY BONDS hipotecários Americanos, que tinham certificado de segurança atestado pelo próprio Estado!, mas que não evitaram a quebra em cadeia de toda a comunidade.

O euro claudica, por conta dos seus próprios atos e decisões, mas tenta levantar-se de maneira responsável: Por meio de ajustes fiscais, austeridade, buscando a volta do compasso das contas públicas, mas tem pela frente questões complicadas, como o envelhecimento da população, a completa falta de vontade empreendedora dos seus jovens - os que restam - e a perda da competitividade da sua indústria para os asiáticos. Trata-se da minha aposta mais forte, mas, talvez, só para a próxima década.

Enquanto isso, seguem os Americanos na liderança inequívoca do mundo. Sem ninguém para soprar-lhes os cangotes, continuam imprimindo, produzindo, expandindo e negociando. Seguem como o povo mais produtivo do mundo e nada mais justo que isso se torne reflexo na confiança dos títulos de dívida, para curto e longo prazo, que emitem aos investidores estrangeiros. Os Chineses sabem disso, por isso seguem comprando suas dívidas. Já são os maiores credores do mundo dos Estados Unidos. Já são os maiores credores de quase todo o planeta!

Enquanto não houver qualquer tipo de candidato a altura, seguem os Americanos, ou melhor, o dólar, como representação da segurança e do porto seguro no mundo, apesar de todas as sandices financeiras e repetidas erupções de oferta monetária que promovam a cada virada de ano. Infelizmente, apesar de tudo que o façam, os Americanos - e o dólar - ainda continuam correndo sozinhos no páreo. 
 Ícaro Carvalho