domingo, 26 de janeiro de 2014

Lógica privada vs lógica socialista


Qualquer semelhança com Portugal não é pura ficção..

Eu tenho um novo amor

Os socialistas portugueses estão de novo in love...


Isto sim! É que é uma política de estímulo ao crescimento...




sábado, 25 de janeiro de 2014

Praxe, uma tortura socialista?

Na minha experiência acadêmica universitária nas primeiras semanas de Universidade fui inevitavelmente confrontado com a praxe.

Recordo-me que fui abordado repentinamente e me perguntaram se eu era novo na universidade. 

Respondi que sim e logo de seguida o sujeito interrogador me ordenou que olhasse para o chão.  

Eu na mesma hora respondi que tinha um sentido muito grande de liberdade e que não fazia parte de mim me subjugar a tais ordens.

E ele me disse: "Então és anti-praxe".

E eu respondi: Eu não sou "anti-nada", já agora qual é o teu nome e me apresentei também. O moço sem perceber muito bem ainda a minha atitude lá se pôs ao fresco e nos primeiros tempos o pessoal me sondava para ver se eu alinhava na praxe. A minha posição manteve-se irredutível pois não compreendia a subjugação a ordens superiores sem qualquer engrandecimento espiritual. 

Apesar de todos estes pressupostos passei momentos da minha vida acadêmica a conversar com o Dux (coisa que muitos caloiros tinham receio em fazer), fiz muitas amizades dentro da tuna feminina na U (assistia aos ensaios e ia ver alguns espetáculos) e convivia em jantares e noitadas organizadas pela comissão de praxe da U. Mas nunca fui praxado nem senti vontade em praxar alguém.

E com o passar do tempo e de histórias sórdidas os portugueses estão agora finalmente a descobrir que as praxes se assemelham a um modelo de coletivização que não anda muito longe do nazismo, fascismo e do comunismo. Assim não admira que sejam os próprios socialistas os primeiros a se investirem de tiques proibicionistas na tentativa de reprimir tais excessos quando na verdade, cabe é a cada um de nós, indivíduos, conseguir manter o sentido e o discernimento de liberdade com o respeito ao próximo e à comunidade.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

A lendária dieta ucraniana


Descolonização & democracia


"em nome da restauração da democracia, nós destruímos a vida, a economia, a paz de milhões de pessoas. Foi preciso esperar trinta anos para finalmente terem novamente uma vida normal em Angola, Moçambique, Guiné etc. – embora na Guiné ainda não tenham essa normalidade. E em Timor, enfim, sofreram tanto. Todos esses mortos, toda esta destruição foi provocada por irresponsabilidade e por uma conspiração internacional entre os EUA por um lado e a União Soviética por outro. E é altura de deixar de sermos enganados, de mentirmos pela história, e de assumirmos o que realmente se passou: não podia ter sido pior".

D. Duarte Pio

In: Diário do Minho, 23 de Janeiro de 2014

Crise cambial ameaça rebentar nas economias emergentes

Já tinha sido feito o aviso no Viriatos.
 
 
De motores da economia mundial, países como o Brasil, Rússia, Índia, China ou África do Sul começam a ser vistos como ameaças. 
 
‘De bestial a besta'. Para as economias emergentes esse pode bem ser o futuro. Depois de países como o Brasil, a Índia, a China, a Rússia ou a África do Sul terem sido os motores que ‘aguentaram' a economia mundial no pós-crise financeira de 2008, os mercados emergentes estão agora em risco de serem vistos como uma ameaça à estabilidade financeira mundial.

Segundo escreve hoje a agência Bloomberg, o mundo está agora a assistir à pior onda de desinvestimento em divisas de economias emergentes.

Em várias moedas fazem-se já sentir os efeitos da angústia dos investidores, com quedas no mercado cambial. A lira turca já caiu 1,3% depois de fortes perdas ontem, o rublo russo está a cair para o seu nível mais baixo face ao dólar em quase cinco anos e na África do Sul o rand derrapou para o seu nível mais baixo desde Outubro de 2008. E se o peso argentino sofreu ontem a sua maior queda diária desde 2002, também o peso mexicano cai, face ao dólar, pelo quarto dia consecutivo para o nível mais fraco desde Junho do ano passado.

Os investidores estão a perder confiança em algumas das maiores economias emergentes do ano, resultado dos sinais de instabilidade financeira ou política existentes nesses países.

aqui

Ne Me Quitte Pas


quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

A esquerda sonha, a obra nasce


O futuro Panteão Nacional
(se é dos nossos cabe sempre mais um) 

Objetivo: política de incentivo ao crescimento da economia 
Modalidade de financiamento: PPP


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Sonho de mulher

abortion allows women to ‘fulfill their dreams’ - Obama

(O aborto permite à mulher realizar os seus sonhos)



Segurança vs liberdade


A sociedade tem de caber na sua ideiazinha torcida de liberdade

Não admira de todo que a Esquerda Caviar, a mesma das "liberdades das minorias", ande agora com tiques proibicionistas por causa da última enrascada da praxe. É a típica canalhada da cama de Procrusto - a sociedade tem de caber na sua ideiazinha torcida de liberdade, a bem ou a mal.
 
Manuel Rezende 

A transformação silenciosa

Em 20 anos, quase não haverá países pobres, diz Bill Gates


terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Recordar é Viver





Quem diria que as boas intenções de 2002 iriam promover o terror do subprime em 2008.

Boas intenções. São sempre as boas intenções

Tiago Mestre

Crise anunciada da dívida na Escandinávia confunde Krugman


 Keynesianismo + Socialismo = Cocktail Explosivo

 “Não tenho certeza, mas é de alterar os nervos”, disse o ganhador do Prêmio Nobel sobre uma crise na Suécia e Dinamarca. 



Paul Krugman: "você pensaria que se sobreviveu à crise financeira sem grandes prejuízos está tudo bem, mas não é assim”, disse.

Copenhague - A Escandinávia, que atraiu os investidores durante a crise da dívida soberana na Europa, agora está sob escrutínio internacional pela preocupação com que os níveis recordes de dívida das famílias da Dinamarca até a Suécia não sejam sustentáveis. 
“Nos perguntamos se se trata de uma crise esperando para acontecer”, disse o ganhador do Prêmio Nobel Paul Krugman em uma entrevista em 9 de janeiro em Copenhague. “Não tenho certeza, mas é de alterar os nervos”.

A Suécia e a Dinamarca se gabam de cargas de dívida pública de menos da metade da média na zona do euro. O fundo de riqueza soberana de US$ 820 bilhões da Noruega significa que seu governo não possui dívida líquida. Contudo, nos três países, as notas de crédito AAA estáveis reduziram o custo de tomar empréstimos e alimentaram farras de empréstimos pelos consumidores, que segundo o Fundo Monetário Internacional e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) apresentam uma ameaça à estabilidade.

“Você pensaria que se sobreviveu à crise financeira sem grandes prejuízos está tudo bem, mas não é assim”, disse Krugman.

Na Dinamarca, os consumidores devem a seus credores 321 por cento da sua renda disponível, um recorde mundial para o qual a OCDE, sediada em Paris, exige uma resposta com políticas, disse a entidade em novembro. Na Suécia, a dívida, segundo essa medição, é de cerca de 180 por cento, um nível que o governo e o Banco Central não querem deixar crescer. O Banco Central da Noruega passa por dificuldades para encontrar uma mistura de políticas que lide com sua carga de dívida privada de 200 por cento. 

Colchão de poupança 

A dívida das famílias na Escandinávia está financiada por poupanças de pensões e garantias hipotecárias, uma política de colchão que segundo os responsáveis políticos mitiga os riscos. Contudo, Krugman adverte para confiar demais em tais ativos para equilibrar os empréstimos.

“As pensões são problemáticas”, disse ele. “Podem acabar criando desculpas, digamos assim”. A região não tem outra escolha do que reduzir sua carga de dívida dos consumidores para diminuir os riscos, disse Krugman.

Os três países escandinavos combatem mercados imobiliários superaquecidos desde o começo da crise financeira global há mais de meia década. Na Dinamarca, um boom de propriedades que atingiu seu pico em 2007 estourou um ano depois. Na Noruega, o mercado imobiliário está mostrando sinais de deflação depois que os preços dobraram na década passada. Na Suécia, os preços dos apartamentos quase triplicaram nacionalmente desde 2002, e os preços das casas mais do que dobraram e continuam em alta.
Neste ano, o PIB nos três países ultrapassará a média da zona do euro, de 18 membros, e da União Europeia, de 28 países, disse a Comissão Europeia em novembro.

Na Dinamarca, onde o Banco Central estima que o endividamento esteja afetando a demanda das famílias, o crescimento será o mais lento, de 1,7 por cento, frente a 2,8 por cento na Suécia. A economia continental da Noruega, que está fora da UE, terá uma expansão de 3 por cento, estima a OCDE. 

Repressão dos empréstimos 

Enquanto as autoridades na Noruega e na Suécia estão explorando formas de limitar os empréstimos, o presidente do Banco Central da Dinamarca, Lars Rohde, e o Ministro da Fazenda, Bjarne Corydon, disseram na semana passada que o endividamento não é uma ameaça porque as famílias podem empregar pensões e garantias hipotecárias caso tenham problemas. As poupanças equivalem a quase uma vez e meia o PIB, mostram dados do Banco Central.

Embora os Bancos Centrais da Noruega e da Suécia, que possuem regimes monetários independentes, tenham dito que somente as cargas de dívida já justificam taxas mais altas, Krugman argumenta que fazer restrições neste ponto do ciclo econômico faria mais mal do que bem.

“Eu não elevaria as taxas de juros. A questão é, quais as outras possibilidades: regulação financeira? O momento é muito ruim para se fazer isso”, disse Krugman. “Um dilema e eu não tenho a resposta”. 


Que andam alguns banqueiros a fazer? Não aprenderam a lição?

Opinião de José Gomes Ferreira,

Em breve, os contribuintes portugueses que já são accionistas involuntários de quase 60 por cento da banca nacional, poderão tornar-se donos de ainda mais alguns bancos. A limpeza das contas do sector não está a ser feita com a rapidez e a qualidade que se impunha. Pelo contrário, algumas das instituições estão a esconder as perdas no sector da construção e imobiliário com soluções muito criativas.
Um terreno na zona de Mafra/Ericeira foi recentemente comprado por um banco português, por cerca de um milhão de euros. Pareceria um negócio normal, não fosse o facto de o terreno em causa não ser urbanizável ou utilizável para qualquer fim de industria ou comércio. Fonte ligada ao mesmo banco garante-me que o terreno em causa vale apenas 20 mil euros.

Pergunta – O que é que leva um banco português a dar um milhão de euros por um terreno que vale apenas 20 mil euros, perdendo aparentemente 980 mil euros com o negócio?
Numa urbanização de luxo, num condomínio também de luxo, a poucos quilómetros a noroeste de Lisboa, existem dois conjuntos de prédios praticamente vazios. Durante mais de 5 anos, o promotor conseguiu vender apenas dois ou três apartamentos. À partida poderia supor-se que os preços dos apartamentos colocados no mercado iriam baixar. Não baixaram. O preço de cada um acaba de aumentar em 20 mil euros.

Pergunta – Que razão existe para dezenas de apartamentos de uma urbanização de luxo terem aumentado de preço nas ultimas semanas, quando não se consegue vender nenhum?

A explicação, para os dois casos, é simples. 

Há poucos meses, o Banco de Portugal ameaçou impor unilateralmente o reconhecimento de imparidades aos bancos que teimavam em não resolver o problema dos créditos de risco a empresas de imobiliário e construção. A ameaça feita pela equipa de Carlos Costa era de tal forma determinada que o Banco de Portugal admitia mesmo impor perdas até 70 por cento no valor dos activos constituídos pelos créditos concedidos aquelas empresas.

Após a ameaça, o banco financiador da empresa de construção que tinha integrado no seu património o terreno de Mafra pediu a liquidação da empresa. Mas como sabia que a empresa não tinha meios nem património para pagar a dívida, a administração ordenou que o próprio banco se apresentasse na venda do activo em execução. E o valor que o comprador quis pagar foi – um milhão de euros por um terreno que vale 20 mil euros! Para que a empresa em liquidação entregue esse dinheiro ao banco credor, que o recebe de volta e de caminho fica com um terreno avaliado em milhão de euros a favorecer o seu balanço. Um bem que, como vimos vale apenas 20 mil euros, mas desta forma o banco não tem de reconhecer a perda de 980 mil euros com a falência da empresa. A mesma fonte garante-me que este banco está a usar o expediente em larga escala, em muitos outros casos, no valor de muitas dezenas ou até centenas de milhões de euros. 

Também depois da decisão do Banco de Portugal, o banco credor do promotor dos prédios na urbanização de luxo a Noroeste de Lisboa pediu a liquidação da empresa. O património acabou por passar para o banco credor. A fonte que me contou a história não sabia qual o valor da compra ou recepção do património pelo banco, mas o facto de os apartamentos estarem à venda por um valor superior ao que era há pouco tempo, é um indício claro da mesma prática referida no caso anterior: o banco sabe que não vai conseguir vender os apartamentos, mas já conseguiu o que queria: contabiliza-los nos seus livros a um valor elevado. Se tivesse de os vender por um valor mais baixo, as contas não bateriam certo.
Os banqueiros que usam estes expedientes estão a contar com uma eventual reanimação do mercado imobiliário na sequência da retoma a economia, de forma a que os activos que têm um valor real muito inferior ao contabilizado acabem por subir de preço. Mas uma recuperação do imobiliário que cubra a diferença teria de resultar de um crescimento do PIB de forma exponencial nos próximos anos. O que todos sabemos que não vai acontecer.

Este ano vem aí mais um conjunto de testes de stress para a banca europeia, incluindo a banca portuguesa. Este fim de semana, um estudo independente dava conta de que, em toda a zona euro, os bancos iriam precisar de mais de 700 mil milhões de euros para recapitalização se fossem reconhecidas as verdadeiras perdas. Em Portugal, este valor poderia ultrapassar os 11 mil milhões de euros. 

Com os expedientes referidos, os banqueiros portugueses podem evitar os rigores dos testes de stress porque sabem que, por mais rigorosos que sejam, não será possível avaliar, um a um, todos os imóveis que estão contabilizados nos seus balanços.
Podem enganar os examinadores. 

Não será para sempre.

O tempo se encarregará de mostrar como são fracos os gestores da banca nacional que usam estes esquemas. 

Na verdade, estão a enganar-se a si próprios.