sábado, 15 de agosto de 2015
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
Evitem sonhar em voz alta
"Já não faço favores...
Hoje ao jantar, alguém sugeriu-me que não "falasse tanto em algumas questões", pois criam "incómodo e não são compreendidas".
Pela imposição do chamado politicamente correcto, alguns grupos bem organizados, detentores do poder dos media respaldado pelo poder da banca, mas também pelo poder da universidade, conseguiram castrar as sociedades ocidentais.
O que é, pois, o politicamente correcto ? O conjunto de dispositivos que impede a livre expressão das oposições. Essa é a definição de ditadura. Porém, o politicamente correcto é bem mais nocivo que uma ditadura convencional, pois se numa ditadura posso resistir-lhe discretamente (pelo desabafo, pela cumplicidade com amigos), sob o politicamente correcto sou obrigado à auto-censura.
E assim me vou deitar. Boa noite. Evitem sonhar em voz alta."
Miguel Castelo Branco
sábado, 8 de agosto de 2015
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
1ª Guerra mundial e revolução europeia
Os tiros de revólver que, a 28 de Junho de 1914, assassinaram o Arquiduque Francisco Fernando, abateram uma figura emblemática da antiga soberania e anunciaram a queda da monarquia dos Habsburgos: um acontecimento cujo alcance simbólico se pode considerar análogo ao da Revolução Francesa.
A Grande Guerra, entre cujas causas se contava a rivalidade que opunha as grandes potências, apelou aos sentimentos patrióticos e parecia assim não se diferenciar das guerras do século XIX, travadas em nome das nações. Tratava-se, contudo, de outro género de conflito. Os homens que o desencadearam e os povos que nele participaram não ignoravam a sua natureza, os seus custos e as suas consequências.
As democracias do século XX não trouxeram somente o sufrágio universal a todos os cidadãos, mas também a participação na primeira "guerra de massas" da História. Esta guerra de massas tinha de ser necessariamente ideológica. O sentimento de lealdade e de fidelidade que ainda arrebatava os soldados do Império Austro-Húngaro, encontrava-se esmorecido nas novas democracias que tiveram de recorrer a um propulsor ideológico para conseguir mobilizar as massas e manter os soldados, durante quatro longos anos, dentro das trincheiras que sulcaram o coração da velha Europa. Tanto a ideologia bolchevique, como a que movia os países aliados pretendiam, por diferentes vias, levar a cabo a herança da Revolução Francesa. Para esse fim, propunham-se a eliminar os últimos vestígios do trono e do altar, instaurando na Europa a "democracia universal".
Iniciada como uma guerra comum, a 1ª Guerra Mundial, termina - segundo o historiador húngaro François Fejtő - como uma guerra ideológica de massas que tem como objectivo "republicanizar e descatolicizar a Europa", concluindo, no plano nacional e internacional, a obra que a Revolução Francesa deixou inacabada (...)
Roberto de Mattei em "A Soberania Necessária - Reflexões sobre a crise no Estado moderno"
Publicado por Guilherme Koehler
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
sábado, 1 de agosto de 2015
"Partido é uma parte, sê inteiro."
"O melhor será que não pertençamos a partido algum, porque a política não é uma essência de ser, como a religião, a ciência ou a arte, nas quais todos deveríamos estar: é uma pura fatalidade histórica, como a economia ou a administração, como também a medicina ou a engenharia. No partido, a intensa opinião fragmenta-se e apuramos aquilo em que diferimos dos outros homens, não aquilo em que lhes somos irmãos; guiamo-nos por um ser geral que nos supera e por ele nos substituímos; vive em nós a tribo, muito mais do que a humanidade. Partido é uma parte, sê inteiro."
~ Agostinho da Silva, Os Três Dragões
sexta-feira, 31 de julho de 2015
Direitos ou Deveres
«… Não é a Igreja que tem de se reformar se quer viver; é a sociedade… que morre de um mal a que os sábios chamam luta de classes e a que os teólogos chamam inveja: “propter invidiam diaboli…” Os primeiros séculos do Cristianismo foram piedosos, mas tiveram a enfermidade da heresia. A Idade Média foi valente e teve a da ambição. A Idade Moderna foi egoísta, e adoeceu de inveja. A nossa sociedade é filha da má mãe: a Revolução Francesa que pretendeu ensinar ao Mundo os direitos do homem e não se lembrou de antes lhe ensinar os seus deveres…»
Hugo Wast
Publicado por Guilherme Koehler
quarta-feira, 29 de julho de 2015
Austeridade à moda Socialista
Alguns dados para colocar em perspectiva o desastre da economia brasileira, especialmente agora com um dólar rondando o número 4:
PIB 2014 (dólar médio a 2,35): US$ 2.345 bi
PIB 2015 (queda real de 2% e dólar médio a 3,00): US$ 1.803 bi
Ao fim deste ano, teremos empobrecido 23%. Se o dólar médio rondar 3,50, a queda será de mais de 34%. Entendam o tamanho dessa cifra. A economia brasileira terá reduzido 1/3 do tamanho de 2014. 1/3!
Já não somos a 6ª economia do planeta. Aliás, com esses dados, não estaremos nem mais entre os 10 primeiros.
Nem vamos falar de PIB/capita, porque aí é pra deprimir o vivente.
FU
terça-feira, 28 de julho de 2015
segunda-feira, 27 de julho de 2015
As focas amestradas
O discurso de Obama no Quénia, sobre os "direitos de homossexuais nesse país" seria chamado puro "colonialismo cultural", se feito por alguém de Direita. Um ingerência na organização social do país. Assim, os media liberais sociais de esquerda, na Europa e nos EUA, aplaudem como focas amestradas.
CS
CS
terça-feira, 21 de julho de 2015
Esta gente é louca!
Vendemos a TAP por dez milhões, os Correios, os Aeroportos, a Electricidade mas comprámos um Autódromo por 5 milhões. Esta gente é louca!
FM
FM
quarta-feira, 15 de julho de 2015
«Exaltação da Filosofia Derrotada»
«Com o abandono do padrão-ouro perdeu-se aquela simplicidade que fazia do dinheiro um instrumento da justiça; com o abandono da correspondência entre a quantidade da moeda e a quantidade das mercadorias, perdeu-se o que fazia do dinheiro um instrumento da liberdade; com a paridade flexível, perde-se agora a projecção na economia da existência das pátrias.
Perde-se a projecção na economia da existência das pátrias, dizemos, e perde-se a imediata evidência que a economia dá a cada um da necessidade dessa existência. Trata-se de uma realidade essencial mas a que os teorizadores da ciência económica, estranhamente, nunca atenderam, antes vendo na existência de diferentes repúblicas um obstáculo ao perfeito funcionamento do sistema da economia. O próprio von Mises é um exemplo desta estranha atitude. Muitas vezes utiliza ele, para fazer valer os seus argumentos ou apenas os explicitar, a hipótese de uma república mundial que acompanha de declarações atribuindo à existência das nações, à divisão do mundo em diferentes entidades nacionais e ao nacionalismo, a causa dos clamorosos erros que denuncia na economia contemporânea, como seja o ódio - a expressão é dele - ao padrão-ouro. É possível explicar esta atitude do grande teorizador pelas perturbações da época em que viveu e o sujeitaram a muitas espécies de atribulações e sofrimentos não apenas vividos - o exílio e a pobreza, por exemplo - mas também intelectuais. Era em nome do nacionalismo alemão ou aurindo suas forças no nacionalismo russo, que via instaurar-se o intervencionismo socialista.
De certo modo, esta posição de von Mises corresponde à imagem também mundialista que Adam Smith formava do dinheiro e do comércio, ele que via a economia como um sistema que sucedera ao da agricultura. Diz, por exemplo, que o "ouro circula entre os países comerciantes como a moeda circula dentro de cada país: pode considerar-se a moeda da grande república mundial do comércio".
Tais posições têm, por sua vez, equivalência na banalizada convicção popular de que "o dinheiro não tem pátria".
Ora a verdade é que de nada, como do dinheiro, se pode com mais razões afirmar que tem pátria. Sem a variedade das moedas nacionais, não haveria troca e mercado do dinheiro, e desapareceria o último e mais resistente instrumento, que é o câmbio, para, abandonados os outros padrões, conhecer ou apreciar o poder aquisitivo da moeda e defender as populações das arbitrariedades, então definitivamente instaladas no intervencionismo, dos sucessivos e sempre ocasionais governantes»
(Orlando Vitorino, «Exaltação da Filosofia Derrotada»).
Partilhado por Miguel Bruno Duarte
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