sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Franceses: querem lutar contra o terrorismo?

Voltem às igrejas.


(igreja abandonada algures no sul de França)


   João Silveira


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

terça-feira, 24 de novembro de 2015

A Turquia não é o Ocidente


Putin vai retaliar, e faz muito bem 


Os turcos têm ajudado de forma imunda o terrorismo, pelo que não são merecedores de qualquer confiança ou apreço. 

Compram a 6 dólares o barril o petróleo roubado na Síria e Iraque, permitem a livre circulação de jihadistas vindos dos quatro cantos do mundo, acolhem nos seus hospitais terroristas feridos, permitem o desembarque de material de guerra destinado a acções de terrorismo em países limítrofes.

No passado fim de semana, o mundo ficou a conhecer de forma esclarecedora o que vai no coração do Turco. Aquele mar de adeptos insultando a memória das vítimas de Paris, mostrou bem a que ponto o Ocidente se equivocou tragicamente a respeito de um Estado que ainda há anos queria forçar a entrada numa comunidade a que não pertence geográfica, cultural e emocionalmente. 


A Turquia não é o Ocidente. Sempre foi um perigo e um inimigo, pelo que o derrube da aeronave russa, mais do que um incidente, é uma constante.

Miguel Castelo Branco



domingo, 22 de novembro de 2015

Glória Europa

Diálogo há pouco com uma amiga. Pergunta dela:
- Já viste como está Bruxelas?
- Sim. Mas já aconteceu alguma coisa?
- Para além de tanques nas ruas, helicópteros a sobrevoar aquilo, as pessoas aconselhadas a não sair de casa e a não se aproximarem das janelas, a imprensa proibida de divulgar informações sobre a operação policial, as pessoas aconselhadas a não divulgarem nas redes sociais os movimentos da polícia, os clientes de um hotel estarem retidos nos quartos, as escolas estarem amanhã todas encerradas e o governo ter vindo dizer que a situação é muito preocupante, não aconteceu nada...
- Ah, portanto o que me dizes é que o próprio Governo fez um "ataque terrorista"...
É nisto que estamos, não é? 
Sic transit glória Europa.

Luís Pistola


A nova Europa


Bruxelas# capital da UERSS



Não a queria, nem dada...



sábado, 21 de novembro de 2015

Europa: O berço e a morte da civilização



Fronteiras Abertas: O suicídio colectivo da Europa

(com intervenção especial da socialista Ana Gomes)


Sérias dúvidas sobre se os seres humanos serão, afinal, assim tão diferentes das couves.



Imagino que sobretudo os meus amigos economistas vão gostar de saber que existe (e acompanhar):

 o Center for Economic Policy Research reuniu uma série de luminárias europeias para construírem uma espécie de manifesto que leva por título Rebooting the Eurozone, e que tem como primeiro capítulo, que aqui deixo linkado, até mesmo como sugestão de leitura de fim de semana, Agreeing a crisis narrative. 

Dele faz parte este gráfico que reproduzo, com o comentário ao topo, onde se lê: «Os rácios de dívida melhoraram [até ao deflagrar da crise, reparem que o último ano da série é 2007] na maior parte das nações da Zona Euro (especialmente na Irlanda e Espanha), mas em Portugal o rácio da dívida disparou». 

Não me vou alongar. Tentei desde há anos quanto pude inculcar a ideia de que nós fomos um caso muito, muito particular de desastre na Zona Euro, um caso muito, muito particular de persistência em políticas públicas erradas, que nos enterraram na pior crise de que qualquer português hoje vivo tem memória. 

A evolução absolutamente singular da nossa dívida pública por comparação com os demais «países da crise» bem evidencia essa particularidade. Reparem: entre 1999 e 2007 o nosso rádio de dívida pública aumenta 40%. O único «país da crise» que não reduz a dívida é a Grécia, mas empalidece perante a nossa proeza: ficou-se por metade, 20%. Naturalmente que o pior estava por vir, entre 2008 e o resgate.

Ouvir hoje socialistas de todos os matizes preconizarem e-xa-ta-men-te as mesmas políticas que nos levaram ao colapso de 2011, exatamente, sem tirar nem pôr, é de esmagar qualquer filantropo com sérias dúvidas sobre se os seres humanos serão, afinal, assim tão diferentes das couves.

 Não consola reservar essa qualidade hortícola para os indígenas, com exclusão do resto. 

Deprimente, é o que é.

http://www.voxeu.org/sites/default/files/file/Policy%20Insight%2085.pdf

Jorge Costa


quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Enquanto muitos financiam-os, poucos colocam-se do lado de Deus



“Na cúpula do G20 na Turquia o presidente russo afirmou que representantes de mais de 40 países financiam terroristas e que entre estes países estão alguns do G20.
Especialistas sublinham que entre outras coisas o grupo terrorista Estado Islâmico é financiado por simpatizantes dos jihadistas, inclusive bilionários árabes.”


O mundo moderno

"O mundo moderno da produção tecnológica requer cada vez mais especialistas, técnicos, inventores e empreendedores. 

Neste mundo, pessoas sem talentos específicos têm cada vez menos função e encontram-se marginalizados. 

Porém, tem alguns entre eles que inventaram a política como profissão pelo truque de prometer de resolver problemas que não têm solução - como criar um mundo justo ou consumir sem produzir ou fazer os pobres ricos pelo governo."

Antony Mueller


domingo, 15 de novembro de 2015

Tocqueville, "enfant terrible" ou "promeneur solitaire"?

(via Literatura Marginal)

A França é fértil em dar ao mundo desapaixonado as personalidades mais irrequietas e apaixonantes, as revoluções mais sanguinárias, os reis mais exuberante ou os estadistas mais inspiradores. De Voltaire a Victor Hugo, de Baudelaire a Rimbaud (o protótipo do enfant térrible), de Henrique IV ou Luís XIV a Napoleão, a imaginação procura as associações, politicamente ora mais voltada à direita, ora mais determinadas à esquerda, artisticamente, socialmente, ou ideologicamente, ora mais radicais, ora mais moderadas, ora românticas, ora procurando o realismo. Tocqueville não preencheria este espaço de forma tão concreta, em princípio, nem como homem de letras (seguramente original), nem como homem político (moderado e realista), nem tão pouco vocacionado para estadista (tímido, sério, contido, era em tudo um político de gabinete e não de campanhas). A postura do jurista e filósofo não deixa de ser interessante, na certeza de que as ideias nem sempre são fáceis de catalogar em figuras tão complexas, principalmente num século, como foi o século XIX, que vivenciou um fervilhar de experiências e ideias que o marcaram e que teriam consequências gravosas no século XX.

 Certamente que nem todos os autores serão tão fáceis de rotular. Mas das duas ideias que já nos textos anteriores tenho debatido, as associações e dissonâncias entre a democracia e a liberdade, os vários autores (de Burke aos Pais Fundadores, de Acton a Tocqueville) não deixam de parecer mais inconsequentes. Sem dúvida o mais paradoxal é Alexis Tocqueville. A sua originalidade e a sua rebeldia são sedutoras. É verdade, a rebeldia de um homem moderado, aristocrata liberal, conservador e espírito vivo de uma época marcada por todas as conturbações. Um aristocrata na França que restaurava a monarquia dos Orleães, mas que depressa o desiludiu. Optimista, por vezes, ou pessimista, quase sempre, não acreditava no corolário Hegeliano no fim da história que Guizot preconizava ao ver o triunfo político da classe-média como um patamar de não retorno. A ideia conjecturada por muitos que optavam pela segurança em detrimento da liberdade não agradava a Tocqueville, essa mesma crença que o fazia sempre insatisfeito, e sempre descontente com o seu tempo e com os seus contemporâneos. Como confessou certa vez, sentia-se como um Don Quixote quase a enlouquecer num mundo que perdia a virtude, apelava pelo heroísmo num tempo em que os heróis já tinham sido relegados. Nesse sentido, a monarquia burguesa de Julho estava longe de o satisfazer.

A ideia de uma aristocracia promotora da liberdade parece viver apenas naquele ideal oitocentista francês, um pensamento que pode ter várias interpretações à direita (defesa da liberdade contra a centralização, até mesmo associada, noutra vertente, a um pensamento tradicionalista e monárquico) como à esquerda (defesa da liberdade contra a tirania, favorável à moderação contra os radicalismos), mas ambas moderadamente centristas, e talvez explique porque é que o pensamento de Tocqueville foi tão renegado durante décadas, mas ainda assim é redutor fazer este julgamento, podemos amparar as dúvidas num terreno mais cinzento e não tanto a preto-e-branco, como forçosamente identificar este grupo de homens do século XIX mais à esquerda ou mais à direita. Burke dir-se-ia um Old Whig (distinguindo-se dos New Wihg, mais radicais) um anti-revolucionário que defendia a guerra contra a revolução em França, mas que soube apoiar a revolução na América; Acton, outro Whig católico que seguia uma perspectiva liberal e aristocrática anti-revolucionária, e que também se inspiraria em Burke. A moderação britânica nem sempre foi procurada no continente europeu sujeito a todas as rupturas mais abruptas e às revoluções mais sanguinárias. Daí a importância de Tocqueville, o mesmo homem que nas décadas conturbadas da história francesa definir-se-ia em carta como "liberal de uma nova espécie". Confessava amar a liberdade, mas temer as multidões e odiar a demagogia, porém, acontrario sensu, também confessava em carta que amava as instituições democráticas desde que moderadas e conjugando a tradição com o progresso, ideia que só poderia sair da pena de um pensador aristocrático. Ficamos assim num impasse, encurralados na dialéctica daqueles pensadores aristocratas. O que dizer da liberdade e o que condenar da democracia? Ficamos no meio-termo cinzento tão provocador e ambíguo.

A verdade é que Tocqueville foi sempre um crítico do seu tempo, mas ao mesmo tempo apresentava-se como um observador imparcial, politicamente ao centro, procurando um perfeito equilíbrio entre o passado e o futuro. O problema da geração que viveu a monarquia de Julho era esta: como criar um regime que aceitando um governo representativo  poderia combinar a liberdade e a ordem, o respeito ao passado conjuntamente com novos direitos e liberdades?
A verdade é que, mesmo como advogado, tendo jurado fidelidade à monarquia de Orleães, ainda que toda a família fosse legitimista (i.e., fiel à causa dos Bourbon), ainda assim, Tocqueville não deixava de suspeitar daquela nova classe média que ascendia às posições de poder, definindo-se enquanto um crítico desse novo governo burguês, sem virtudes, tão materialista e desonesto. Uma constatação que contrastava com o seu idealismo, um certo romantismo e gosto da aventura, como confessou. É a posição de um aristocrata que tem do mundo e da vida uma visão particular e demasiadamente pessoal para ser associado a qualquer partido ou grupo, um isolamento sentido e que o marca, mas que ao mesmo tempo o define como um pensador singular e tão original. As críticas que perpassa ao materialismo e aos progressos materiais encontram um paradoxo interessante entre nós, na esteira do velho liberal Herculano e do jovem socialista de cátedra Oliveira Martins, este último, no seu "Portugal Contemporâneo", não deixa de atentar contra esse progresso que vê como nefasto. Tocqueville concordaria nesse parágrafo. Como comprova o desencanto provocado pela monarquia de Julho, mas não o desinteresse pela política, nem a ruptura com os meios monárquicos que frequentava, sem que deixasse de ser o homem singular que era, o mesmo solitário, isolado entre os próprios contemporâneos.
Politicamente era um moderado, mas filosoficamente era imoderado e irrequieto. A sua análise da democracia não eram completamente anti-democrática. Podia acreditar numa moderação desse sistema, como escreveu. Contudo, essa força que se aproximava, parecia-lhe ao mesmo tempo nefasta: trazia no seu seio a destruição de todas as liberdades, uma excessiva preocupação pelos interesses privados, o seu individualismo e isolacionismo, que poderiam originar um novo despotismo democrático. Aliás, chegava a comparar a democracia às "águas de um dilúvio", expressão que pode ser encontrada nas notas do seumagnus opus "Da Democracia na América".
Por isso aclamava pela moderação, pelo refreio e contenção da democracia. Para ele há duas maneiras de alcançar a igualdade: ou todos podem ter os mesmos direitos em liberdade, ou todos podem ser privados dos seus direitos em despotismo.

 Nessa sua obra magistral revela os paradoxos do seu pensamento, identificando a igualdade social como um traço marcante das sociedades modernas, mas ao mesmo tempo suspeitando da igualdade imposta pelas democracias. O problema da democracia, analisava, é que não conseguem diminuir a influência do governo, não conseguem criar esses corpos intermédios (não consegue garantir a liberdade), essa forma de governo tende ao despotismo, um despotismo que, não sendo violento, consegue um controlo total sobre os seus cidadãos. Por isso Tocqueville defendia a descentralização. Em França, particularmente, depois da restauração da monarquia de Julho, cresceu a obsessão liberal pela... liberdade, como era então entendida pelos mesmos liberais-monárquicos, conservadores, alguns ainda com alguma inspiração do Ancien Régime, mas também reformistas, que olhavam o passado com alguma nostalgia e compreendiam desconsolados como os tempos tinham mudado. Viam a necessidade da restauração dos poderes intermédios independentes do governo, as liberdades regionais, mas esse desejo, alimentado pelos grupos Realistas aquando da restauração, longe ficou de se concretizar.

Para ele a democracia diminuía a ambição das pessoas, a ambição alimentada é vulgar e desinteressante, em suma, entendendo que o homem que escreve estas reflexões (quer no "Da Democracia na América", quer  "O Antigo Regime e a Revolução") está tão preocupado moralmente com o espírito humano como com a segurança das instituições.  É necessário, como sublinhou, que nas sociedades democráticas, o espírito comercialista seja contra-baloiçado por uma vida cultural rica, dando particular atenção às artes, às ciências, à cultura. Os intérpretes de Tocqueville podem ficar na dúvida em rotulá-lo como anti-democrático, ou como pessimista em torno da democracia, ou como um pensador original da mesma, forçando a análise a permanecer num patamar ambíguo que mesmo o próprio não tão facilmente desenvencilharia.
Para que a democracia sobrevivesse precisava delinear um elemento aristocrático, entendendo como "aristocracias" as associações legais e permanentes, as cidades, vilas, ou associações. No fundo, promover os corpos e entidades que incentivam os indivíduos a prosseguir os seus projectos. É necessário que esse regime garanta a liberdade, numa súmula que caracteriza como "Moderar a Democracia com a Democracia", i.e., para moderar a doença congénita à própria democracia é necessário investir na educação, liberdade de imprensa, liberdade de religião, descentralização, investir nas liberdades locais e institucionais, e na eleição dos funcionários. Aprova a religião como necessária para moderar a sede materialista e a ganância. As instituições devem promover o espírito de liberdade capaz de combater os vícios naturais destas sociedades. Mas seriam estas reformas concretizáveis? Tocqueville é um idealista, um político moderado e realista que almejava tornar-se-a voz da moral e do bom-senso mas que ficou longe de ser ouvido pelos seus contemporâneos. O seu pensamento moderado casava com um coração imoderado. Era verdadeiramente, discretamente, um enfant terrible, tão original e tão incompreendido como um artista renegado, mas, como alguém notou, era demasiadamente político para ser uma mera figura literária, mas demasiadamente literário para ser meramente um político. Um homem com uma forte imaginação, que definia os seus "desejos agitados" como uma doença dentro dele. Um romântico reprimido, como as ideias denotam, o seu idealismo, a sua procura aristocrática pela harmonia, pelo equilíbrio, pelo justo. A sua ambiguidade entre a moderação política e a grande ambição que sentia criavam nele um estado depressivo e uma agitação incontrolável, foi efectivamente o "promeneur soliteire", quase tão efectivamente como foi o "enfant terrible", e estamos longe de o compreender totalmente, ainda que sirva sempre de inspiração. Como o próprio se descreveu: "Sou para mim mesmo um eterno enigma."

sábado, 14 de novembro de 2015

Lá se foi a eutanásia tranquila...




"Parece que foi uma falsa esperança da Europa esperar ganhar uma eutanásia tranquila com a imigração descontrolada."

Antony Mueller



Acorda, Europa!




sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Sabia que a TAP já foi privada?

A TAP não é uma “conquista de Abril”: muito pelo contrário, é uma “conquista do Estado Novo”, e já foi privatizada uma vez.
A fundação da TAP remonta aos anos 40 do século passado, quando Salazar, então Presidente do Conselho de Ministros, se apercebeu de que Portugal estava a braços com uma enorme desvantagem estratégica: era a única potência pluri-continental sem uma linha aérea de bandeira que ligasse a Metrópole aos seus territórios ultramarinos.
A infra-estrutura já existia. Ao contrário da “narrativa” da “longa noite fascista”, o Estado Novo fez obras de grande nível, dentro do orçamento possível, de forma a trazer alguma modernização a Portugal. Uma dessas grandes obras foi o Complexo Aeroportuário de Lisboa, projectado para receber os visitantes da Exposição do Mundo Português, em 1940.
Compunham esse Complexo os aeroportos da Portela e de Cabo Ruivo. Este último servia as carreiras de hidroaviões, as únicas aeronaves então com autonomia para as longas viagens transatlânticas, enquanto o aeroporto da Portela servia as rotas europeias, que usavam aviões e pistas de pequena dimensão. Para ligar os dois foi construída a Avenida Entre-os-Aeroportos, hoje conhecida como Avenida de Berlim. E, no entanto, apesar deste imenso investimento, durante os primeiros anos de operação ambos os aeroportos receberam na sua maioria aeronaves estrangeiras, e a única comunicação com as colónias era feita por barco.
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As primeiras transportadoras aéreas nacionais, como a Companhia de Transportes Aéreos (do grupo CUF) ou a Aero Portuguesa (imortalizada no final do filme “Casablanca”) não tinham ainda dimensão para as necessidades de ligação entre as partes do vasto espaço português.
O projecto da criação de uma forte linha aérea de bandeira foi prontamente colocado em marcha. O Governo adquiriu os primeiros aviões Dakota DC-4 e a “Linha Aérea Imperial” tornou-se realidade: em 1946 já era possível voar de Lisboa a Lourenço Marques em “apenas” uma semana, com seis escalas de pernoita e um total de 45 horas de voo. Para a época, era extraordinariamente veloz.
A primeira privatização
Em 1953, a TAP era uma empresa sustentável e o Estado Novo, não tendo interesse em gerir directamente os transportes aéreos, decidiu privatizá-la. Foi reconhecido que a empresa representava um interesse estratégico vital para Portugal e o seu Império. Logo, quando o caderno de encargos foi lançado, estava definido que 75% do capital da empresa tinha de ser propriedade de portugueses e que a maioria dos gestores e directores também tinham de ser cidadãos nacionais.
Nascia assim a empresa Transportes Aéreos Portugueses, Sociedade Anónima de Responsabilidade Limitada (SARL), propriedade de investidores particulares e supervisionada pelo Estado. Entre os 83 sócios fundadores encontramos figuras proeminentes da época, como D. Manuel de Mello, e grandes empresas, como a Companhia Nacional de Navegação.
Era um conceito que deixava Portugal na vanguarda da Europa, onde quase todas as empresas aéreas eram estatais, dispendiosas para os utentes e fonte de enormes prejuízos.
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Artigo completo aqui

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

O caminho para o sucesso Económico e o caminho para o fracasso Económico

O caminho para o sucesso:

poupança / investimento / produção / consumo / distribuição

O caminho para o fracasso:

distribuição / consumo / produção / investimento / poupança