A Revolução Francesa não marcou o nascimento da separação do Estado e da Religião, ou seja, o surgimento do Estado Laico, como muitos incautos acreditam. A Revolução marcou o sepultamento do religioso. Nesse sentido, simboliza a morte do pai em benefício da fraternidade dos irmãos. É a dessacralização do religioso, a desencarnação do Deus cristão diante do culto do poder soberano do Povo por meio do processo do poder revolucionário. O estado não se tornou Laico. O estado se encarnou como um novo e único Deus.
Francisco Razzo
sábado, 11 de outubro de 2014
Estado de "Citius"
A democracia gerou, em todo o mundo, um enorme inchaço burocrático.
A burocracia nos cerca e reina sobre nossas vidas com um poder cada vez mais arbitrário.
Dado que tal aparato burocrático é ele próprio o governo, ele é capaz de assegurar que seus integrantes estejam bem protegidos contra as duras realidades económicas que o resto de nós enfrenta.
Nenhuma burocracia jamais vai à falência; os próprios burocratas não podem ser demitidos e eles raramente entram em conflito com a lei, uma vez que eles são a lei. Ao mesmo tempo em que gozam de impunidade, eles jogam um enorme fardo sobre o resto de nós, com as suas regras e regulamentos. A abertura de novas empresas é impedida e desestimulada por uma imensidão de leis e de custos burocráticos que lhes são impostas. Empresas já existentes também sofrem sob o peso da burocracia. Os custos burocráticos para se empreender por menor que seja o empreendimento são avultados.
Os pobres e os que têm menos educação são os que mais sofrem com esse sistema. Em primeiro lugar porque o custo adicional gerado pela burocracia encarece sobremaneira o valor final de qualquer empreendimento, fazendo com que o uso de uma mão-de-obra pouco produtiva seja muito custoso. O resultado é um atrofiamento salarial. Em segundo, porque os pobres também têm de arcar com o financiamento do aparato burocrático, e isso se dá por meio de encargos sociais e laborais que encarecem o valor final do seu salário. O resultado é um novo atrofiamento salarial. E terceiro, porque é muito difícil para eles estabelecerem o seu próprio negócio, uma vez que eles não têm como enfrentar a selva burocrática; pobre não pode se dar ao luxo de gastar dinheiro com corrupção.
(autor desconhecido)
O que leva os piores ao poder
Em uma democracia, a entrada no aparato governamental é livre. Qualquer um pode se tornar presidente, primeiro-ministro, deputado, presidente de câmara, vereador etc.
No entanto, liberdade de entrada nem sempre é algo bom. Liberdade de entrada e livre concorrência na produção de bens é algo positivo, porém livre concorrência na produção de maus é algo negativo. Que tipo de "empreendimento" é o governo? Resposta: ele não é um produtor convencional de bens que serão vendidos a consumidores voluntários. Ao contrário: trata-se de um "negócio" voltado para a expropriação — por meio de impostos e inflação monetária (que nada mais é do que falsificação de dinheiro) — e receptação de bens roubados. Por conseguinte, liberdade de entrada no governo não tem o efeito de melhorar algo bom. Pelo contrário: torna as coisas piores do que más, isto é, aprimora o mal.
Dado que o homem é como ele é, em todas as sociedades existem pessoas que cobiçam a propriedade de outros. Algumas pessoas são mais afligidas por esse sentimento do que outras, mas os indivíduos normalmente aprendem a não agir de acordo com tal sentimento, ou até mesmo chegam a se sentir envergonhados por possuí-lo.
Geralmente, somente alguns poucos indivíduos são incapazes de suprimir com êxito seu desejo pela propriedade alheia, e são tratados como criminosos por seus semelhantes e reprimidos pela ameaça de punição física.
Quando a entrada no aparato governamental é livre, qualquer um pode expressar abertamente seu desejo pela propriedade alheia. O que antes era considerado imoral e era adequadamente suprimido, agora passa a ser considerado um sentimento legítimo. Todos agora podem cobiçar abertamente a propriedade de outros em nome da democracia; e todos podem agir de acordo com esse desejo pela propriedade alheia, desde que ele já tenha conseguido entrar no governo. Assim, em uma democracia, qualquer um pode legalmente se tornar uma ameaça.
Consequentemente, sob condições democráticas, o popular — embora imoral e anti-social — desejo pela propriedade de outro homem é sistematicamente fortalecido. Toda e qualquer exigência passa a ser legítima, desde que seja proclamada publicamente. Em nome da "liberdade de expressão", todos são livres para exigir a tomada e a consequente redistribuição da propriedade alheia. Tudo pode ser dito e reivindicado, e tudo passa a ser de todos. Nem mesmo o mais aparentemente seguro direito de propriedade está isento das demandas redistributivas.
Pior: em decorrência da existência de eleições em massa, aqueles membros da sociedade com pouca ou nenhuma inibição em relação ao confisco da propriedade de terceiros — ou seja, amorais vulgares que possuem enorme talento em agregar uma turba de seguidores adeptos de demandas populares moralmente desinibidas e mutuamente incompatíveis (demagogos eficientes) — terão as maiores chances de entrar no aparato governamental e ascender até o topo da linha de comando. Daí, uma situação ruim se torna ainda pior.
A selecção de regentes governamentais por meio de eleições populares faz com que seja praticamente impossível uma pessoa boa ou inofensiva chegar ao topo da linha de comando. Políticos são escolhidos em decorrência de sua comprovada eficiência em serem demagogos moralmente desinibidos. Assim, a democracia virtualmente garante que somente os maus e perigosos cheguem ao topo do governo.
Nesse cenário, as pessoas passam a desenvolver a habilidade de mobilizar apoio público em favor de suas próprias posições e opiniões, utilizando-se de artifícios como demagogia, poder de persuasão retórica, promessas, esmolas e ameaças. Quanto mais alto olhar para uma hierarquia estatal, mais encontrará pessoas excessivamente incompetentes para fazer o trabalho que supostamente deveriam fazer. Não é nenhum obstáculo para a carreira de um político ser imbecil, indolente, ineficiente e negligente. Ele só precisa ter boas habilidades políticas. Isso também contribui para o empobrecimento da sociedade.
Com efeito, como resultado da livre concorrência política e da liberdade de escolha das massas, aqueles que ascendem irão se tornar indivíduos progressivamente maus e perigosos.
Hans-Hermann Hoppe
5 minutos com o eleitor médio
"O melhor argumento contra a democracia é uma conversa de 5 minutos com o eleitor médio"
Winston Churchill
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
Democracia e Liberdade
Paralelamente às eleições que ocorrem no Brasil, vemos uma inédita movimentação estudantil clamando por democracia, em Hong Kong, a sociedade mais livre, mais próspera e mais rica do mundo.O que esses eventos demonstram e alertam é que democratas nem sempre prezam a liberdade, apenas ambicionam o poder.
Poder para controlarem o aparato coercitivo do governo, para tolherem a liberdade dos outros, para apropriarem-se do resultado do esforço criativo e laboral dos demais, para ditarem o modo de vida de todos, acenando com a falsa promessa da felicidade geral, através da suposta promoção do bem-estar social.Em todos os lugares onde foi implantada como panaceia, sem que houvesse exactamente o que existe em Hong Kong, um governo limitado institucionalmente, contido pelo Estado de direito e pelo respeito incondicional aos direitos individuais, a democracia transformou-se em oligarquia, legando à sociedade aquilo que ela deveria combater, autoritarismo, quando não, totalitarismo.
Já no seu berço, a Grécia, a democracia resultou em tirania.Nos Estados Unidos da América, que não é uma democracia, mas sim, uma República constitucional, o sistema democrático vem corroendo as instituições que transformaram aquela sociedade na mais próspera e pujante organização social que a história da humanidade já viu.
Democracia não é sinónimo de liberdade, de valorização da vida, de respeito à privacidade, de protecção à propriedade, de tolerância ao inalienável direito que as pessoas possuem de buscarem a sua felicidade como bem entenderem.
Democracia pode, simplesmente, ser a ditadura da maioria, qualquer maioria que, valendo-se do poder coercitivo do governo, queira subjugar a minoria, qualquer minoria, inclusive a menor minoria que existe, o indivíduo.Um indivíduo, submetido à vontade irrefreável da maioria, estará vivendo em uma democracia, mas jamais estará vivendo em uma sociedade minimamente livre.Talvez os estudantes de Hong Kong não saibam, efectivamente, o que significa uma democracia.Nós, aqui, com a experiência democrática que temos, talvez nunca venhamos a saber o que é uma sociedade verdadeiramente livre.
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Um país sem Rei nem Roque II
Habituámo-nos até há bem pouco tempo a tomar por bons os mitos que a comunicação social, os agentes políticos, e os salões da elite construiram: que havia umas quantas figuras realmente notáveis, notoriamente geniais que reflectiam a modernização do país. Era uma mentira baixa e danosa.
É que, hélas!, o BES faliu, arrastando a riqueza que o grupo tinha na saúde, na agricultura, no turismo, nos seguros; e, hélas!, a PT vive os últimos dias antes de desaparecer sob a denominação estrangeira que lhe aporá quem a quiser comprar.
São perdas graves. Mas o que me ocupa hoje -- ao abrigo de um título tão optimista, porque pressupõe uma crença na renovação -- não é o descalabro económico, nem a devastação financeira de BES e PT. O que me assombra é o lado humano, primeiro, e o lado político depois.
O que me assombra é que atrás do rosto impenetrável de Ricardo Salgado, onde supunhamos frieza, capacidade de decisão, génio na gestão dos interesses do grupo, afinal vimos a descobrir frivolidade, incompetência, mediocridade. Afinal, o grupo que «era dono disto tudo» não passava de um edifício frágil alicerçado em laços políticos obscuros, gestão amiguista, comércio de interesses opacos e bastante cupidez.
O que me assombra é que Henrique Granadeiro, a «eminência parda de tudo», saíu pela esquerda baixa, dizendo, fundamentalmente, que nada sabia; e que Zeinal Bava, o homem que toda a comunicação social persistentemente celebrou como génio da gestão, se demitiu -- suponho que antes que o demitissem -- deixando reduzido a irrelevância e cacos o suposto «gigante das telecomunicações». Afinal, a PT era uma construção débil que começou a abanar quando pôs os pés no estrangeiro, e ruiu logo que as regras a que ficou sujeito passaram a ser cristalinas e implacáveis.
Um, o BES, morreu porque deixou de ter o único ambiente em que podia respirar: o ambiente dos assaltos a bancos, o ambiente das OPAs travadas por conspiração, o ambiente do empréstimo para esconder défice e dívida, o ambiente do «investimento» leonino e fácil que a ruína no futuro há-de pagar, o ambiente do dinheiro que «aparece sempre». A outra, a PT, vai morrer porque deixou o ambiente de compromissos e investimentos dúbios em que florescia, o carinho e o silencio protector que sempre defenderam esse grande empregador de amigos e parentes políticos, e foi definhar no mercado, onde só triunfam os competentes.
Ambos morrem, em resumo, porque lhes faltou o país velho, do pântano e dos negócios em surdina, dos arranjos e do esfregão público para a mediocridade privada. Morreram, portanto, porque o país está melhor.
Eu não tenho dúvidas, não tenho dúvidas de espécie alguma, de que os socialistas hão-de acusar este governo da falência de BES e de PT. Mário Soares já explicou, a propósito do BES, que não é assim que se trata um banco, que «ele» -- referindo-se a Salgado com a elegância habitual -- «ele», quando «ele» falasse é que havia de se ver. E não tenho dúvidas de que se Ricardo Salgado tivesse tido por interlocutor, em vez de Passos Coelho, António Costa, os 2,5 mil milhões que foi pedir teriam «aparecido», porque, como diz Soares, com os socialistas o nosso dinheiro «aparece» sempre.
O velho país a morrer, escrevi eu no título... Mas estará? Em 2015 havemos de tirar a prova dos nove. É claro que os membros da nossa pobre elite, reunidos nos seus pobres salões, poderão sempre preferir mais um messias, porque está bem à mesa, é inteligente a discutir, diz boas graças a propósito e não vive em Massamá -- tudo na ilusão de que o messias os reconhecerá mais tarde . E é claro que os eleitores podem sempre optar pelos socialistas, pelos grandes reaccionários contemporâneos, que querem viver numa Europa que já não há, alimentados por esmolas que ninguém já quer dar, recusando as reformas sem as quais não há riqueza nem modernização -- tudo na ilusão de que a consequência irremediável será outra que não a preservação do velho ambiente político e económico, da sobrevivência precária e apagada no presente (é verdade que com o enriquecimento de alguns), e, no futuro, da deflagração de outros BES, outras PTs, e da bancarrota, em pior.
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
terça-feira, 7 de outubro de 2014
Um país sem Rei nem Roque
Os portugueses assistem agora quase diariamente às jóias da coroa em oferta de leilão pelo mundo. Todas as grandes empresas portuguesas já não são mais ou estão em vias de deixar de ser controladas por grupos empresariais portugueses.
Fica assim demonstrado mais uma vez a falácia da democracia abrileira onde as grandes empresas portuguesas (muitas delas fundadas antes de 1974) chegaram a um beco sem saída pelas práticas ordinárias de administradores que pensavam que bastaria a protecção política dos partidos e dos comparsas metidos na política.
Esta é sem sem dúvida um das fases mais estúpidas e tristes de toda a história de Portugal que põe em causa o equilíbrio com a sua história passada e pior ainda deixa a nação em xeque com o futuro.
Fica assim demonstrado mais uma vez a falácia da democracia abrileira onde as grandes empresas portuguesas (muitas delas fundadas antes de 1974) chegaram a um beco sem saída pelas práticas ordinárias de administradores que pensavam que bastaria a protecção política dos partidos e dos comparsas metidos na política.
Esta é sem sem dúvida um das fases mais estúpidas e tristes de toda a história de Portugal que põe em causa o equilíbrio com a sua história passada e pior ainda deixa a nação em xeque com o futuro.
O problema do voto
...é a capacidade de
votar sobre a propriedade e direitos naturais (como o de estabelecer formas de
cooperação voluntária em vez de compulsórias) de todos os outros.
Quais são os sistemas
organizacionais que subsistem voluntariamente no tempo e onde são praticados
sistemas de decisão colectiva?
Resoluções espontâneas
comunitárias por consenso... Porque em geral o que está em causa são apenas
aspectos comuns, mas sem interferir na soberania das partes, a não ser que
estas acedam a tal voluntariamente (ex. as Cruzadas?).
Associações, com
liberdade de entrada e saída e financiamento voluntário.
Associações de
proprietários, como empresas ou condomínios, onde a tendência é a unidade
familiar ou comunitária se manter, em vez do voto pulverizado individualista.
Nestes, as elites
naturais são formadas e contribuem pelo exemplo para sustentar a ordem social.
Por exemplo, nas empresas, as mudanças de CEO e administrações, apesar de terem
de ser validadas, a seu tempo, pelo Assembleia Geral de Accionistas, passam-se
com a maior tranquilidade e sem campanha eleitoral, porque ela é essencial a
preservar o valor e a sobrevivência de longo prazo. Noutras organizações de
sucesso sem fins lucrativos, é o mesmo. E claro, temos o exemplo da Igreja.
Já o voto universal
recai em abstracto sobre tudo, em especial sobre o Direito (ainda que com o
filtro representativo), é uma arma de agressão permanente. E no Estado Moderno,
é uma arma permanente progressista, de onde não vai sobrar nada. A família, a
natalidade e tudo o mais, vai cair nas mãos totalitárias de uma vontade geral
iluminista e cientificamente igualitária e claro, infinitamente humanista ao
ponto de se esquecer do homem.
E dado o problema da
natalidade ir constituir uma ameaça séria à sustentação da social-democracia,
será sobre este que mais tarde ou mais cedo vamos ter novidades, com toda a
certeza construtivistas da ordem social. Basta a tecnologia dar uma ajuda e a
tendência para as famílias se deflacionarem continuar: de famílias com vários
irmãos, primos, tios, em vários graus, no futuro próximo o indivíduo
praticamente só tem o parente directo e… o estado. A vítima perfeita para
aceitar tudo o que a vontade geral lhe der. O Estado Social é a maior fonte de
individualismo extremo a-comunitário. Sem deveres nem obrigações a não ser para
quem tudo lhe dá, e de resto também tira.
O aspecto económico, já
aqui tratado por diversas vezes, resume-se à tendência para qualquer regime
político aumentar o número de pessoas dependentes directa ou indirectamente do
Orçamento de Estado, reduzindo progressivamente, os contribuintes líquidos
(produtores na parte voluntária da ordem social), a uma minoria. É fácil de
visualizar o porquê da tendência suicidária mais acelerada das democracias,
dado depois a maioria dos votos estar agora do lado dos receptores.
PS: Outra forma de
visualizar o problema é pensar em quem seria capaz de comprar um apartamento,
com a poupança da sua vida, num condomínio numeroso onde as decisões de
orçamento e auto-regulação fossem estabelecidas, não por voto por fracção, mas
por voto universal dos maiores de 18 anos...Isto dando de barato que o voto
universal em comunidades mais limitadas e pequenas conseguem evitar os males
das macro-decisões-democráticas dado o contacto mais directo e pessoal.
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Em defesa da deflação
Alimentando os 4.000
Este milagre aparece nos evangelhos de Marcos e Mateus e é conhecido como "milagre dos sete pães e peixes", dado que o Evangelho de Mateus faz referência à sete pães e uns poucos peixes utilizados por Jesus para alimentar uma multidão .
De acordo com os evangelhos, uma multidão se ajuntara e estava seguindo Jesus. Ele chamou os discípulos e disse "Tenho compaixão deste povo, porque há três dias que estão sempre comigo e nada têm que comer. Não quero despedi-los em jejum, para que não desfaleçam no caminho", ao que os discípulos responderam "Onde encontraremos neste deserto tantos pães para fartar tão grande multidão?".
Jesus então perguntou-lhes quantos pães eles tinham e a resposta foi "Sete, e alguns peixinhos." Ele então pediu ao povo que se sentasse e tomou os pães e peixes e agradeceu por eles, quebrando os pães e dando-os aos discípulos que, por sua vez, os distribuíram ao povo. Toda multidão comeu até estar satisfeita e, depois do milagre, ainda sobraram aos discípulos sete cestos com pedações de pão. O número dos que comeram foi de quatro mil, além das mulheres e das crianças.
Após a multidão ter se dispersado, Jesus embarcou num barco e partiu para as proximidades de Magadan.
sábado, 4 de outubro de 2014
A DEMOCRACIA: SISTEMA COM INÍCIO, MEIO E FIM
Já falei algumas vezes sobre essa predição: o fim dos sistemas democráticos. E o fim está bastante próximo, segundo alguns pensadores. Infelizmente, estamos como num jogo de xadrez, onde um dos jogadores sabe que, logo adiante, vai levar um xeque-mate, mas não consegue evitá-lo.
Caminhamos a passos largos rumo a uma explosão do mercado, provocado pela força burocrática e que desemboca, inevitavelmente, numa ditadura comunista. O processo é explicado pelos fundamentos da ciência praxeológica. Explico: na primeira década do século passado, o tamanho do governo, representado pelos seus gastos, andava em torno de 3% a 5% do PIB, no mundo.
A função do governo que, na sua origem, como bem prega Frederic Bastiat, era apenas para proteger a vida, a liberdade e a propriedade dos indivíduos, passou a imiscuir-se em tudo, esquecendo que isso levaria à sua própria inoperacionalidade.
O facto é que hoje esses gastos andam ao redor de 50%.
A realidade é que, quando os recursos não têm dono (ou são recursos livres), os indivíduos, estejam no serviço público ou no privado, abusam no seu uso. Mal-afortunadamente, como sabemos, não há almoço de graça. Alguém tem que pagar a conta. E não há como ignorar que prevalecem dois grandes interessados na evolução dos gastos públicos. O primeiro, o governo, meio burocrático e político. Esse cria, inventa, assusta e até mente para aumentá-los. O segundo, os pagadores de impostos e defensores da liberdade de usufruir dos seus rendimentos. Esses tentam evitá-los ou reduzi-los. Mas a balança das forças pende pesadamente para o lado governamental. O meio burocrático está mais concentrado e organizado do que o privado. Ademais, trata-se de um meio de vida para seus componentes. Os que pagam a conta, por outro lado, estão dispersos entre muitos indivíduos, razão pela qual dilui, substancialmente, a força de interesse e reacção deles à praticamente uma quase total inactividade. Não há, dessa maneira, como evitar que as democracias, nos sistemas orientados pela maioria, tenham início, meio e fim. E não estou falando sozinho. A pensadora Rose Wilder Lane, escritora, jornalista e cientista social tem a mesma opinião. James Madison, ex-presidente dos USA, também. Madison predizia que as democracias não iriam muito além das primeiras décadas deste século, fato que vem-se configurando bastante plausível. Aliás, mais recentemente a tese ganhou mais um forte adepto: Hans-Hermann Hoppe, filósofo gemânico, vaticina num livro, cujo título já diz tudo: "Democracy, the God that Failed”.
Como diz um conhecido amigo: “quem viver, verá”.
Alfredo Marcolin Peringer
Caminhamos a passos largos rumo a uma explosão do mercado, provocado pela força burocrática e que desemboca, inevitavelmente, numa ditadura comunista. O processo é explicado pelos fundamentos da ciência praxeológica. Explico: na primeira década do século passado, o tamanho do governo, representado pelos seus gastos, andava em torno de 3% a 5% do PIB, no mundo.
A função do governo que, na sua origem, como bem prega Frederic Bastiat, era apenas para proteger a vida, a liberdade e a propriedade dos indivíduos, passou a imiscuir-se em tudo, esquecendo que isso levaria à sua própria inoperacionalidade.
O facto é que hoje esses gastos andam ao redor de 50%.
A realidade é que, quando os recursos não têm dono (ou são recursos livres), os indivíduos, estejam no serviço público ou no privado, abusam no seu uso. Mal-afortunadamente, como sabemos, não há almoço de graça. Alguém tem que pagar a conta. E não há como ignorar que prevalecem dois grandes interessados na evolução dos gastos públicos. O primeiro, o governo, meio burocrático e político. Esse cria, inventa, assusta e até mente para aumentá-los. O segundo, os pagadores de impostos e defensores da liberdade de usufruir dos seus rendimentos. Esses tentam evitá-los ou reduzi-los. Mas a balança das forças pende pesadamente para o lado governamental. O meio burocrático está mais concentrado e organizado do que o privado. Ademais, trata-se de um meio de vida para seus componentes. Os que pagam a conta, por outro lado, estão dispersos entre muitos indivíduos, razão pela qual dilui, substancialmente, a força de interesse e reacção deles à praticamente uma quase total inactividade. Não há, dessa maneira, como evitar que as democracias, nos sistemas orientados pela maioria, tenham início, meio e fim. E não estou falando sozinho. A pensadora Rose Wilder Lane, escritora, jornalista e cientista social tem a mesma opinião. James Madison, ex-presidente dos USA, também. Madison predizia que as democracias não iriam muito além das primeiras décadas deste século, fato que vem-se configurando bastante plausível. Aliás, mais recentemente a tese ganhou mais um forte adepto: Hans-Hermann Hoppe, filósofo gemânico, vaticina num livro, cujo título já diz tudo: "Democracy, the God that Failed”.
Como diz um conhecido amigo: “quem viver, verá”.
Alfredo Marcolin Peringer
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