sexta-feira, 23 de maio de 2014

A China é uma grotesca aberração económica


A China é uma grotesca aberração económica, cujo modelo económico adoptado simplesmente não tem semelhança a nenhum outro modelo económico já adoptado por algum outro país em algum momento da história.

A economia chinesa é hoje uma mistura maluca de empreendedorismo de livre mercado, de investimentos subsidiados e dirigidos pelo Banco Central, de mercantilismo keynesiano, e de planeamento central comunista. Trata-se de um acidente monumental que está na iminência de acontecer.

De acordo com dados da US Geological Survey e do Comité Nacional de Estatísticas da China, durante um período de apenas dois anos, 2011 e 2012, o qual representou o ápice da tão aclamada “agressiva política de estímulos” do governo chinês em resposta à recessão do mundo desenvolvido, a China consumiu mais cimento do que os EUA consumiram durante todo o século XX!
Vale repetir: todo o volume de cimento que os EUA gastaram em 100 anos foi o mesmo que a China gastou em apenas dois anos.
O resultado? Cidades completamente vazias.
Quando as construções pararem -- seja porque os preços inflacionados dos imóveis estão caindo ou porque a expansão de crédito não mais será capaz de continuar sustentando a bolha --, a implosão será trovejante.
A produção de cimento pode cair dos actuais 2 biliões de toneladas por ano para meros 500 milhões; o consumo de aço irá despenhar proporcionalmente; frotas industriais de camiões de cimento e de transporte de aço ficarão paradas; a demanda por pneus, por componentes de motores, e por combustível para caminhão irá evaporar; empreendedores que fornecem os serviços que suprem este gigantesco fluxo de cimento e aço irão à bancarrota; e os apartamentos vazios -- ainda chamados de “investimentos” -- em posse de seus proprietários serão inúteis.
E quando essa implosão ocorrer, mais de um bilião de pessoas irá vivenciar em primeira mão como o planeamento central, a expansão do crédito e a inflação monetária produzida por um Banco Central são eficientes em destruir recursos escassos.


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