quinta-feira, 13 de março de 2014

Reestruturar antes a despesa

Ficaria muito mais bem impressionado se o tal manifesto nos ajudasse a perceber como é que vamos reduzir o défice, que sem aldrabices, ronda os 10 mil milhões.
E se queremos que a economia seja competitiva, o nível de impostos tem de baixar, o que significa que para além dos 10 mil milhões que é preciso cortar, mais outros 10 mil milhões, pelo menos, deverão ser cortados.

Ou seja, ainda falta reestruturar tanto, mas tanto a nossa própria casa, coisa que o manifesto não aborda, que me custa muito a aceitar a sustentabilidade das propostas lá contidas.

Mas este tipo de "soluções" é típico da nossa malta iluminada:
Não se resolvem os problemas no dia-a-dia,
Acumulam-se défices que são cobertos com dívida
A dívida cresce sem parar
E quando já não dá mais para pedir emprestado, atiram-se as culpas aos malandros dos credores e manda-se o pessoal à fava

Imaginem que se repudia a dívida num montante de 100 mil milhões, e a malta credora até engole.
Voltamos a ter 100 mil milhões de dívida, rondando os 60% do PIB, e depois?
No ano seguinte voltamos a ter uma exploração deficitária em 5, 6 ou 9 mil milhões de euros, e o ciclo perpetua-se. Passados 5 anos, a dívida já vai em 140 ou 150 mil milhões e olha-se para trás e vê-se que afinal, tanta história, tanta conversa, e a única que se fez foi comprar tempo.

Antes de repudiar dívida temos que ter contas positivas e bancos nacionais que aguentem a pancada do perdão. Tudo o resto é sonhar acordado

Tiago Mestre

6 comentários:

taawaciclos disse...

Em suma, cortar 20.000 M€ de despesas do ESTADO!

Ideias e sugestões?

Vivendi disse...

Ideias e sugestões?

Como não existe capacidade política para resolver o problema porque não passar a responsabilidade diretamente para os eleitores contribuintes?


Referendo:

Como deve ser feito o corte da despesa para colocar a despesa do estado nos 70 mil milhões?

Opção A) - a escolha seletiva

eliminar postos de trabalho no estado
encerramentos de serviços do estado e empresas do estado
ajustar os valores pensão em função da real contribuição de cada pensionista
cortar apoios sociais
... (podem ser acrescentadas mais rubricas)

(corte estimado de 15% = +-10 mil milhões)


Opção B) - a escolha comem todos por igual

diminuir salários
diminuir despesas de funcionamento de serviços do estado e empresas de estado
diminuir pensões
diminuir transferências para autarquias
diminuir apoios sociais
... (podem ser acrescentadas mais rubricas)

(corte estimado de 15% = +-10 mil milhões)


http://viriatosdaeconomia.blogspot.com/2013/07/a-via-participativa.html

taawaciclos disse...

Vamos lá! Partido da ILUSÃO de que o ESTADO é uma entidade SÉRIA!

Opção A)

1ª e 2ª são complementares eliminando serviços e empresas leva a eliminação de postos de trabalho
(o que fazer com ests bacanos?) e quais os serviços a extinguir? Defesa/Segurança/Educação/Cultura/Ambiente/Saúde/etc?

a 3ª "ajustar os valores da pensão" é para toda a população ou só para o sector público?

a 4ª quais apoios? e porquê?

nem pergunto como chegou aos +- 10.000 M€!

Opção b) (está a optar pelo regime tipo ditadura/comunista)

1ª diminuir salários a público e privado (empresas privadas passam a ser geridas pelo estado central no que toca a políticas salariais!)

2ª diminuir despesas de funcionamento como as de água/energia(eléctrica/gás/combustíveis)/consumíveis escritório/comunicações (móveis/internet/satélite)?

3ª diminuir pensões para que níveis e qual o limite inferior e superior que propõe?

4ª transferências para as autarquias, significa retirar do meio local os meios financeiros para lidar com os problemas locais e ficar tudo centralizado no estado central?

5ª quais apoios? e porquê?

Vivendi disse...

As pessoas tem receio dos ajustamentos pois acreditam que vão perder poder de compra (numa 1a fase é verdade) mas não havendo entraves nem burocracias nem empresas monopolistas de preços protegidos naturalmente os preços ajustam-se.

Nos produtos de consumo de grande valor acrescentado esses sim ficarão mais caros e inacessíveis e quem os quiser terá necessariamente de produzir mais.

Nos países de leste as pessoas não passam fome como em Portugal apesar dos salários médios ainda serem mais baixos que os portugueses. E Salários mais baixos permitirão a esses patrões "ordinários" poderem contratarem de novo mas o estado, sindicatos e socialistas, tribunal constitucional assim não o querem.

Vivendi disse...

http://viriatosdaeconomia.blogspot.com/2013/03/ha-fome-nos-paises-do-baltico.html

taawaciclos disse...

Vivendi... Enganaste-te no local do comentário, ou estás a dar uma não resposta?